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Mercado de Soja em Expectativa: Aguardando Dados do USDA e Oscilações Moderadas

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O mercado de soja começou a sexta-feira (12) com uma abertura sem grandes variações na Bolsa de Chicago (ICE Future US). Em meio a reações em Chicago, mas com prêmios e dólar em declínio, a tendência aponta para um dia de movimentação moderada. Os preços continuam em níveis pouco atrativos, afastando os produtores, que preferem observar o desenvolvimento das lavouras.

Na quinta-feira, o mercado manteve os preços em baixa, com os participantes aguardando os relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O lado vendedor, por sua vez, mantém alguma esperança de alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago. Houve vendas pontuais para a indústria durante o dia, mas sem grande relevância.

Em diferentes regiões do Brasil, os preços da saca de 60 quilos apresentaram variações. Em Passo Fundo (RS), por exemplo, a saca caiu de R$ 126,00 para R$ 124,00. Já em Cascavel, no Paraná, o preço declinou de R$ 118,00 para R$ 115,00 a saca. Em Rondonópolis (MT), a queda foi de R$ 123,00 para R$ 121,00. Essas variações acompanham a falta de demanda e a entrada de uma safra volumosa no mercado.

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O USDA deverá divulgar suas estimativas para estoques finais e safra de soja em 2023/24 nos Estados Unidos. Analistas esperam redução nos estoques e uma pequena diminuição na safra. A expectativa do mercado para o quadro de oferta e demanda mundial indica redução nos estoques finais de 112,2 milhões de toneladas para 2023/24. Para o Brasil, a previsão é de uma queda na safra, passando de 161 para 156,3 milhões de toneladas.

Os contratos de soja com vencimento em março registraram alta de 0,52%, atingindo US$ 12,43 por bushel. O mercado segue influenciado pelo desempenho do petróleo e pela tensão no Oriente Médio. A valorização ocorre após uma quinta-feira de ganhos.

Os preços FOB da soja e os prêmios apresentaram retração nos portos brasileiros, reflexo da falta de demanda e da entrada da safra no mercado. Os prêmios de exportação da soja para fevereiro estavam em queda, variando entre -90 e -60 centavos de dólar sobre Chicago no Porto de Paranaguá. O preço FOB para março ficou entre US$ 423,10 e US$ 432,30 a tonelada na quinta-feira.

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No cenário cambial, o dólar comercial opera em baixa, enquanto os indicadores financeiros indicam movimentação mista nas principais bolsas da Ásia e alta nas bolsas europeias. O petróleo também registra cotações mais altas, com o WTI para fevereiro subindo 3,86% a US$ 74,80 o barril.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar hoje: câmbio oscila com tensões no Oriente Médio e expectativa por juros no Brasil e nos EUA

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O dólar iniciou esta quarta-feira (29) em leve oscilação frente ao real, refletindo um ambiente de cautela nos mercados globais. A moeda americana opera próxima da estabilidade, após ter encerrado a sessão anterior praticamente inalterada, cotada a R$ 4,9817.

O movimento do câmbio ocorre em meio a um cenário marcado por incertezas geopolíticas e decisões importantes de política monetária. As tensões envolvendo Estados Unidos e Irã mantêm o Oriente Médio no radar dos investidores, elevando a aversão ao risco e sustentando a demanda por ativos considerados mais seguros, como o dólar.

Ao mesmo tempo, o mercado financeiro acompanha com atenção as próximas definições de juros tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, fatores que têm impacto direto sobre o fluxo de capitais e o comportamento do câmbio.

Cenário externo pressiona o dólar

No ambiente internacional, o dólar ganha suporte em momentos de instabilidade, especialmente diante de conflitos geopolíticos. A escalada de tensões no Oriente Médio reforça esse movimento, levando investidores a reduzirem exposição a mercados emergentes.

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Além disso, há expectativa em torno das decisões do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. Sinais sobre manutenção ou cortes de juros podem alterar significativamente o valor da moeda americana frente a outras divisas, incluindo o real.

Fatores internos também influenciam

No Brasil, o mercado acompanha os próximos passos do Banco Central em relação à taxa Selic. A trajetória dos juros domésticos segue como um dos principais determinantes do apetite estrangeiro por ativos brasileiros.

Com juros ainda elevados em comparação a economias desenvolvidas, o país continua atraente para o capital externo — o que ajuda a conter uma valorização mais forte do dólar.

Ibovespa acompanha cautela global

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, iniciou o pregão desta quarta-feira em linha com o cenário externo, após ter fechado a última sessão em queda de 0,51%, aos 188.619 pontos.

O desempenho da bolsa reflete a postura mais defensiva dos investidores, que aguardam maior clareza sobre o rumo da política monetária global e os desdobramentos geopolíticos.

Desempenho acumulado
  • Dólar:
    • Semana: -0,32%
    • Mês: -3,80%
    • Ano: -9,24%
  • Ibovespa:
    • Semana: -1,11%
    • Mês: +0,62%
    • Ano: +17,06%
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Perspectivas para o mercado

A tendência para o dólar no curto prazo segue atrelada ao noticiário internacional e às decisões de juros. Movimentos mais intensos podem ocorrer conforme novas sinalizações do Fed e do Banco Central do Brasil.

Para o agronegócio, o comportamento do câmbio continua sendo um fator estratégico, influenciando diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação de preços das commodities no mercado interno.

O cenário segue volátil, exigindo atenção redobrada dos agentes econômicos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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