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Perspectivas de negociações contidas no mercado nacional de café

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O mercado físico de café no Brasil projeta um dia de negociações lentas nesta quarta-feira. O declínio do referencial nova-iorquino exerce pressão sobre os preços domésticos, enquanto a desvalorização do dólar também contribui para a postura mais reservada por parte dos produtores, que aguardam por um direcionamento mais positivo.

Na terça-feira (9), o mercado brasileiro de café experimentou mais um dia de negócios com baixo volume. De acordo com a Consultoria SAFRAS & Mercado, a volatilidade em Nova York continua impactando a liquidez do mercado. Muitos exportadores operam de forma mais restrita, concretizando poucos negócios devido à incerteza no cenário.

Os preços apresentaram variações. O café arábica bebida boa, com 15% de catação, alcançou R$ 955,00/960,00 por saca, em comparação com os R$ 935,00/940,00 do dia anterior. Na região do cerrado mineiro, o arábica bebida dura, com 15% de catação, foi comercializado a R$ 960,00/965,00 por saca, ante R$ 940,00/945,00.

Já o café arábica “rio” tipo 7, na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, registrou preço de R$ 825,00/830,00 por saca, comparado aos R$ 805,00/810,00 anteriores. O conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, ficou em R$ 785,00/790,00 por saca, enquanto o 7/8 atingiu R$ 780,00/785,00, ambos apresentando aumento em relação aos R$ 770,00/775,00 do último período.

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Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) alcançam 256.380 sacas de 60 quilos, um acréscimo de 3.734 sacas em relação ao dia anterior. Na Bolsa de Mercadorias de Nova York, os contratos para março/24 registram uma baixa de 0,57%, cotados a 183,05 centavos de dólar por libra-peso.

No cenário cambial, o dólar comercial apresenta uma leve queda de 0,07%, chegando a R$ 4,9023. O Dollar Index também registra uma baixa de 0,12%, atingindo 102,45 pontos. Enquanto isso, os indicadores financeiros nas principais bolsas da Ásia encerram de forma mista, e na Europa, as bolsas operam com variações negativas. O preço do petróleo registra alta, com o WTI em NY cotado a US$ 72,40 o barril (+0,22%).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Paraná projeta safra recorde de cevada em 2026 e fortalece liderança nacional na produção

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O Paraná caminha para registrar uma safra histórica de cevada em 2026. Impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela expansão da área cultivada, o estado deve colher mais de 550 mil toneladas do cereal, consolidando sua posição como principal produtor brasileiro.

As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana.

Área cultivada cresce 21% e reforça expectativa de produção recorde

O plantio da cevada já alcançou 44% da área prevista para a safra 2026, beneficiado pelo clima favorável e pelos níveis adequados de umidade no solo.

A projeção aponta para uma área recorde de 126 mil hectares, crescimento de 21% em relação aos 104 mil hectares cultivados na temporada anterior. Com isso, a produção estadual deverá superar 550 mil toneladas, ampliando ainda mais a participação paranaense no abastecimento nacional.

Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, o avanço dos trabalhos foi favorecido pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas.

“As chuvas registradas em maio foram importantes para garantir a umidade necessária ao desenvolvimento das lavouras, enquanto o período mais seco recente permitiu acelerar o plantio”, destacou.

Apesar do cenário positivo, os técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera pode comprometer a qualidade dos grãos no período da colheita.

Paraná lidera produção nacional de cevada

O estado mantém ampla liderança na produção brasileira de cevada. O segundo maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, tem previsão de colher cerca de 100,4 mil toneladas.

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De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional deverá atingir 678,7 mil toneladas em 2026, representando aumento de 7,2% em comparação ao ciclo anterior.

Safra de milho segue em desenvolvimento e mantém potencial produtivo

O boletim também destaca o avanço da segunda safra de milho 2025/26, cuja estimativa permanece em 17,5 milhões de toneladas.

A colheita começou de forma pontual na região Oeste, principal polo produtor do estado. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total cultivada.

Dos 2,9 milhões de hectares plantados, cerca de 24% das lavouras já estão na fase final de desenvolvimento e praticamente livres dos riscos de geadas. Os demais 76% ainda demandam monitoramento das condições climáticas durante as próximas semanas.

Exportações de carne de peru ganham força

A cadeia produtiva de perus também apresentou resultados positivos. Em 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras da proteína, alcançando 22,61% do total nacional.

Os embarques estaduais somaram 14.875 toneladas, avanço expressivo em relação às 8.692 toneladas exportadas no ano anterior.

No cenário nacional, a carne de peru brasileira foi destinada a 88 mercados internacionais, com destaque para os países das Américas, responsáveis por 63,05% das compras, e da África, com participação de 31,15%.

Maior oferta pressiona preços do brócolis

No segmento de hortaliças, o aumento sazonal da produção provocou queda nos preços do brócolis no mercado atacadista.

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A região de Curitiba, responsável por mais de 75% da produção estadual, registrou ampliação da oferta nas primeiras semanas de junho. Como resultado, o preço médio praticado no entreposto da capital recuou para R$ 8,33 por quilo, valor 28,6% inferior ao observado no mesmo período do mês anterior.

Balança comercial de lácteos fecha quadrimestre com superávit em volume

O setor lácteo paranaense encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume comercializado no mercado externo.

As exportações alcançaram 4,3 mil toneladas, superando as importações, que totalizaram 3,1 mil toneladas no período.

Entretanto, a balança comercial permaneceu deficitária em valor financeiro. Enquanto as vendas externas geraram receita de US$ 8,1 milhões, as importações somaram US$ 11,4 milhões.

O resultado reflete o perfil da pauta comercial do setor. O Paraná exporta predominantemente produtos de menor valor agregado, como manteiga, enquanto importa itens com maior valor de mercado, especialmente queijos.

Agronegócio paranaense mantém trajetória de crescimento

Os números apresentados pelo Deral reforçam o bom momento vivido pelo agronegócio paranaense. A expectativa de safra recorde de cevada, o avanço do milho, o fortalecimento das exportações de proteína animal e o desempenho positivo de diferentes cadeias produtivas demonstram a diversidade e a força do setor no estado.

Mesmo diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado, o Paraná segue ampliando sua relevância no cenário agropecuário nacional e consolidando sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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