ONU exige responsabilização por crimes sexuais cometidos em ataque do Hamas
Nesta segunda (8), especialistas da ONU exigiram a responsabilização pela violência sexual cometida contra civis israelenses durante os ataques do Hamas em 7 de outubro , afirmando que as crescentes provas de estupros e mutilações genitais apontam para possíveis crimes contra a humanidade. A medida foi tomada três meses depois do atentado que fez milhares de vítimas, e após a abertura de uma investigação por parte das autoridades israelenses.
“O crescente conjunto de provas sobre a violência sexual denunciada é particularmente angustiante”, declararam dois especialistas independentes nomeados pela ONU – Alice Jill Edwards, relatora especial sobre tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes; e Morris Tidball-Binz, médico especializado em ciência forense e direitos humanos, e relator especial sobre execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias – por meio de um comunicado divulgado na segunda-feira, referindo-se a alegações de tortura sexual, incluindo estupros e estupros coletivos, bem como mutilações e tiros nas áreas genitais.
“Estes atos constituem violações graves do direito internacional, constituindo crimes de guerra que, dado o número de vítimas e a extensa premeditação e planeamento dos ataques, também podem ser qualificados como crimes contra a humanidade”, afirmaram os especialistas da ONU.
Resposta tardia
Israel já havia criticado a ONU pela resposta tardia a respeito das violências sexuais cometidas pelo Hamas contra mulheres israelenses. A agência ONU Mulheres apenas emitiu um comunicado sobre as acusações de crimes sexuais durante a guerra, condenando “inequivocamente os ataques brutais do Hamas”, no dia 1º de dezembro, quase dois meses depois do início do atentado. Lideranças femininas ao redor do mundo também demoraram em se mobilizar a respeito dos horrores praticados pelo Hamas, e quando o fizeram, era de maneira geral, sem responsabilizar diretamente o grupo terrorista.
Em 21 de dezembro, o assunto entrou em pauta novamente na ONU com a fala de Pramila Patten, representante especial do secretário-geral para a violência sexual em conflitos, que apelou à libertação imediata, segura e incondicional de todos os civis israelenses que estão mantidos como reféns pelo Hamas, principalmente as mulheres. Patten lembrou que todas as formas de violência sexual e a tomada de reféns são estritamente proibidas pelo direito internacional humanitário e pelos direitos humanos, e pediu que todas as denúncias horríveis de violência sexual alegadamente cometidas pelo Hamas sejam rápida e rigorosamente investigadas, ressaltando a disponibilidade da ONU para investigar de forma independente tais violações.
“O custo desta guerra para civis inocentes, de ambos os lados, é demasiado elevado e deve acabar. Sabemos que em circunstâncias de rapto ou detenção, especialmente as mulheres correm um risco acrescido de sofrer diferentes formas de violência, incluindo a sexual”, afirmou a representante.
A exigência de responsabilização foi finalmente realizada em 7 de janeiro de 2024, três meses depois do ataque terrorista do Hamas. Para André Lajst, cientista político especialista em Oriente Médio e presidente-executivo da StandWithUs Brasil, é um alívio saber que finalmente as Nações Unidas passarão a considerar essas denúncias e atuar ativamente no assunto, e aponta um fator que contribuiu com a demora na tomada de providências: a ONU sequer considera o Hamas um grupo terrorista.
“Apesar de várias nações classificarem o Hamas como terrorista, incluindo países da União Europeia, Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e Japão, o Conselho de Segurança não inclui os responsáveis pela maior tragédia da história recente de Israel, após o Holocausto, em seu rol de grupos terroristas”, aponta Lajst. “Sem essa definição, o Hamas não é condenado da maneira que deveria pelas Nações Unidas e países membros, incluindo o Brasil, que segue a determinação da ONU de não chamar o Hamas de terrorista, mesmo com as atrocidades que cometeram contra a população israelense e a sua própria, que é usada como escudo humano”, pontua o cientista político.
Próximos passos
Alice Jill Edwards e Morris Tidball-Binz, os especialistas da ONU, entraram em contato com o governo de Israel e pediram a cooperação dos investigadores israelenses. Além disso, também levantaram a questão com o Hamas, que até então havia negado as alegações de crimes sexuais, apesar das provas coletadas.
“Esperamos que a justiça seja feita o mais rápido possível e que o Hamas seja condenado pelos seus atos de terror que tiraram tantas vidas e causaram danos irremediáveis às vidas de tantas mulheres”, conclui André Lajst.
O WCD é realizado anualmente em 21 de abril, data instituída pela ONU em 2017 como o ‘Dia Mundial da Criatividade e Inovação’
A Capital de Mato Grosso se prepara para receber o World Creativity Day (WCD) 2025, maior festival colaborativo de criatividade do mundo, que acontecerá de 21 a 23 de abril, em Cuiabá. O Festival acontece simultaneamente em mais de 65 cidades do Brasil e mais 3 países.
O WCD é realizado anualmente em 21 de abril, data instituída pela ONU em 2017 como o ‘Dia Mundial da Criatividade e Inovação’. O evento chega à Cuiabá como um impulsionador da inovação, do empreendedorismo e da economia criativa em um evento totalmente colaborativo por voluntários e marcas que investem no Coletivo Criativo.
Todas as atividades poderão ser acessadas gratuitamente por meio do canal oficial de cada cidade participante no aplicativo (Android e iOS), ou pela plataforma oficial do World Creativity Day na internet.
A edição cuiabana do WCD representa um avanço significativo para o setor cultural e econômico da região Centro-Oeste, promovendo conexões estratégicas, formação profissional e novas oportunidades de negócios.
Com uma programação plural e dinâmica, o festival cria um ambiente propício para troca de conhecimentos, desenvolvimento de ideias e fortalecimento de redes colaborativas.
Além disso, se posiciona como um importante mobilizador para a representatividade feminina dentro do cenário criativo, destacando essas lideranças e impulsionando a participação de mulheres no mercado.
“Somos um time de profissionais que atuam diretamente na valorização da economia criativa, inovação e desenvolvimento sustentável para que o WCD seja sucesso aqui em Cuiabá”, disse a líder do evento na Capital, Lílian Oliveira
O World Creativity Day (WCD) é um festival global que promove a criatividade e a inovação como ferramentas essenciais para o desenvolvimento humano, econômico e social. A iniciativa busca estimular a troca de conhecimentos e a construção de soluções inovadoras, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
A participação de Cuiabá no WCD 2025 é um marco importante para a cidade, destacando-a no cenário internacional e conectando sua cena criativa a um movimento global de inovação.
O evento também se destaca por abranger um público variado, desde talentos emergentes até profissionais consolidados, ampliando as possibilidades de networking e desenvolvimento de novas iniciativas.
Além disso, o festival entra para um calendário de eventos de impacto na Capital, reforçando ainda mais a importância da divulgação midiática e do engajamento de toda a comunidade criativa.
O WCD Cuiabá contará com 15 ações estratégicas, distribuídas em diferentes espaços da cidade, promovendo imersão, aprendizado e experiências transformadoras.
Destacam-se:
•Concurso Cuiabá em Cores – Curadoria de Jaqueline Pessôa, incentivando a expressão artística e a identidade visual da cidade.
•Exposição Individual do Batorá na Galeria Lava Pés – Com uma ação especial em parceria com Tintas Coral, promovendo uma collab entre artistas.
•Oficina com o artista Luiz – Voltada para crianças, dentro do projeto de arte e educação de Jaqueline Pessôa.
•Oficina ministrada por Camila Pereira – Também dentro da Galeria Lava Pés, ampliando o impacto do festival na formação artística.
•Passeio Cultural Noturno.
● Palestra Show com lideranças criativas.
● World Creativity Social em parceria com os Voluntários de Elite.
● Encontros e Celebrações Colaborativas, entre outras ações, criadas por inspiradores e seus anfitriões, assim como, de mais de 20 voluntários.
Cada uma dessas ações terá um cronograma específico, com definição de local e tempo de duração disponíveis no link: https://worldcreativityday.com/brazil/cuiaba/home
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