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Tendências no mercado de açúcar e etanol: Contratos futuros iniciam 2024 com valorização, enquanto etanol apresenta desvalorização

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Os contratos futuros do açúcar registraram uma valorização significativa nesta terça-feira (2), marcando o primeiro pregão de 2024 e recuperando parte das consideráveis perdas do final do ano anterior. O contrato março/24 na ICE Futures de Nova York apresentou um aumento de 32 pontos, equivalente a 1,6%, sendo negociado a 20,90 centavos de dólar por libra-peso. Por sua vez, a tela maio/24 fechou a 20,58 cts/lb, representando uma valorização de 16 pontos em comparação com a sessão anterior. Outros lotes também registraram ganhos entre 1 e 8 pontos, à exceção do contrato maio/26, que teve uma queda de 1 ponto.

De acordo com analistas consultados pela Reuters, “o açúcar bruto teve um aumento de 3% no ano passado, com safras fracas na Índia e Tailândia sendo em grande parte compensadas por uma produção robusta na região Centro-Sul do Brasil”. A elevação observada ontem foi atribuída pelos negociantes às chuvas abaixo da média na região Centro-Sul do Brasil no final do ano, com a observação de que um aumento na umidade é previsto para a primeira metade de janeiro.

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Em Londres, na ICE Futures Europe, todos os lotes de açúcar branco registraram alta na terça-feira. O vencimento março/24 foi negociado a US$ 605 por tonelada, uma valorização de 8,80 dólares em comparação com a sessão anterior. A tela maio/24 apresentou um acréscimo de 3,90 dólares, sendo contratada a US$ 590,10 por tonelada. Outros contratos apresentaram elevações entre 10 centavos e 1,30 dólar.

No mercado interno, o açúcar cristal iniciou o ano estável, conforme indicado pelo Indicador Cepea/Esalq da USP. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 149,88, mantendo a mesma cotação do último dia útil de 2023, em 28 de dezembro.

Quanto ao etanol hidratado, este teve um início de 2024 com desvalorização, de acordo com o Indicador Diário Paulínia. Nas negociações realizadas pelas usinas, o biocombustível foi cotado a R$ 1.990,50 o m³, contra R$ 1.999,50 o m³ praticado em 28 de dezembro, representando uma desvalorização de 0,45% entre as datas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

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O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

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A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

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A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

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