AGRONEGÓCIO

Biotech brasileira recebe aporte de fundo internacional para expandir atuação no mercado de biológicos

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A Symbiomics, startup brasileira de biotecnologia que desenvolve soluções sustentáveis e de alto desempenho para o agronegócio, anuncia a chegada de um novo investidor em sua rodada de captação, iniciada este ano: a The Yield Lab Latam, gestora de capital de risco de tecnologia AgriFood com maior presença e experiência em toda a América Latina.

Os investimentos no setor mostram-se cada vez mais relevantes. O mercado de produtos biológicos para agricultura vem apresentando um crescimento expressivo, impulsionado por uma demanda crescente por práticas agrícolas sustentáveis. Segundo estudos realizados pela CropLife Brasil, em conjunto com a S&P Global, o mercado de biosinsumo atingirá R$ 17 bilhões até 2030. No entanto, a gama de produtos disponíveis hoje é predominantemente de primeira geração, com tecnologias e cepas microbianas bastante similares entre si. Contudo, prevê-se uma próxima onda de inovação, com produtos que integram novos microrganismos e avanços em genética e análise de dados. A The Yield Lab, ao investir na Symbiomics, aposta nesse futuro promissor, colaborando para posicionar a empresa como protagonista na transformação do mercado de bioinsumos.

Fundada em 2021 por Rafael de Souza e Jader Armanhi, a biotech atua gerando tecnologias disruptivas de nova geração à base de microrganismos naturais que pertencem aos biomas brasileiros, prospectados pela empresa durante expedições pelo país. “Nosso departamento de P&D trabalha com o que há de mais avançado no mercado em genômica, microbioma e análise de dados, desenvolvendo soluções em nutrição vegetal, biocontrole e bioestimulantes, usadas para aumentar a produtividade agrícola com menor impacto ambiental”, afirma o COO Jader Armanhi.

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Recentemente, a Symbiomics firmou uma parceria global de desenvolvimento de tecnologias para produtos biológicos com a multinacional Stoller do Brasil, empresa do grupo Corteva Agriscience, que proporcionam ao produtor plantas mais eficientes e de maior produtividade. O mercado de biológicos é um dos que registram maior crescimento no agro. Projeções indicam que o segmento pode alcançar US$ 18,5 bilhões de faturamento até 2026.

Já a The Yield Lab Latam (TYLL) possui ampla experiência na América Latina e investe em startups em estágio inicial, de alto potencial, com sede na região e que enfrentam os múltiplos desafios apresentados pela indústria agroalimentar. A TYLL já investiu em um portfólio de mais de 20 startups AgriFoodTech nessa área e, nos últimos seis anos, construiu um relevante mapa de 1.900 empresas dedicadas ao setor.

“Estamos muito entusiasmados com a parceria com a Symbiotics, um grupo tão relevante de coinvestidores, com uma visão clara de como podemos agregar valor à empresa alavancando nossas redes locais, regionais e globais e ajudando-os a expandir seus negócios e impacto. A empresa está fazendo um trabalho incrível com o desenvolvimento de uma nova geração de produtos biológicos para diferentes fins, que auxiliam na produção de alimentos sustentáveis a partir de um mercado de muita relevância mundial, que é o Brasil”, afirma Camila Petignat, Partner do The Yield Lab Latam.

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A Symbiomics também faz parte do portfólio da Vesper Ventures, fundo de venture builder com foco em biotecnologia avançada em agricultura e saúde. O novo investimento – que se soma aos valores aportados pela própria Vesper (em pré-seed), MOV Investimentos, Baraúna Investimentos e Ecoa Capital –, será aplicado no P&D e alavancará o pipeline da startup. “A entrada da TYLL representa muito mais que um aporte financeiro. É uma parceria relevante com um fundo global que nos deixará em contato com todo o ecossistema de AgriFoodTech, possibilitando novas oportunidades de negócios e abrindo caminho promissores para a internacionalização da empresa”, finaliza o CEO da biotech, Rafael de Souza.

Fonte: casa.9 Agência de Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

China confirma foco de aftosa e abates na Rússia elevam alerta no mercado

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A confirmação de um foco de febre aftosa na China, somada ao abate de dezenas de milhares de bovinos na Rússia, colocou o mercado global de carne em estado de atenção. O cenário mistura fato sanitário confirmado com dúvidas sobre a real dimensão de problemas no rebanho russo, combinação que já começa a repercutir no comércio internacional.

O governo chinês confirmou casos da doença na região noroeste do país, próxima à fronteira russa, e classificou a cepa como altamente contagiosa. A resposta seguiu o protocolo sanitário: abate dos animais infectados, desinfecção das áreas e reforço no controle de fronteiras, incluindo restrições ao trânsito de gado.

Do lado russo, não há confirmação oficial de febre aftosa. As autoridades atribuem os casos a doenças como pasteurelose, mas o volume de medidas adotadas chama a atenção. Desde fevereiro, mais de 90 mil bovinos foram abatidos em diferentes regiões, com concentração na Sibéria. O número elevado e as restrições impostas em áreas rurais ampliam a desconfiança do mercado sobre a real natureza do problema.

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A reação já começa a aparecer no comércio. Países da região adotaram restrições à carne russa, movimento típico em situações de risco sanitário. O episódio ganha peso adicional porque a Rússia foi reconhecida recentemente pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa — condição essencial para manter exportações.

Para o mercado global, a combinação de foco confirmado na China e incerteza na Rússia eleva o risco de volatilidade nos preços e de redirecionamento de fluxos comerciais. Em situações desse tipo, importadores tendem a buscar fornecedores com maior previsibilidade sanitária.

É nesse ponto que o Brasil entra no radar. O país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, é o 2º maior produtor mundial — atrás apenas dos Estados Unidos — e o maior exportador global, com embarques superiores a 3 milhões de toneladas anuais, principalmente para China, Estados Unidos e países do Oriente Médio. Sem registro de febre aftosa desde 2006, o país sustenta o acesso aos mercados com base em vigilância sanitária, rastreabilidade e controle de fronteiras

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No campo sanitário, mantém um histórico favorável: O último foco de febre aftosa no Brasil foi registrado em 2006, no Mato Grosso do Sul, e desde então o país avançou no controle da doença, com reconhecimento internacional de áreas livres e, mais recentemente, a retirada gradual da vacinação em alguns estados. Nesse contexto, episódios sanitários em concorrentes tendem a abrir espaço comercial, mas também aumentam a responsabilidade sobre vigilância, rastreabilidade e controle de fronteiras para preservar o acesso aos mercados.

Para o produtor brasileiro o impacto é direto. Qualquer instabilidade sanitária global influencia preço, demanda e fluxo de exportação. Para o produtor brasileiro, o momento exige atenção ao mercado internacional e reforça um ponto conhecido: sanidade animal continua sendo um dos principais ativos de competitividade do país.

Fonte: Pensar Agro

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