AGRONEGÓCIO

Tendências do mercado cafeeiro: Cotações apresentam modestas elevações em Londres e Nova York

Publicado em

Na manhã desta quarta-feira (27), os contratos futuros do café arábica abriram em alta nas renomadas bolsas de Nova York (ICE Futures US) e Londres, impulsionados por fatores climáticos que transcendem as fronteiras brasileiras.

Por volta das 08h09 (horário de Brasília), o contrato Março/24 registrava um avanço de 50 pontos, sendo cotado a 194,85 cents/lbp. O Maio/24 apresentava um progresso de 25 pontos, com negociações a 192,20 cents/lbp, enquanto o Julho/24 mantinha estabilidade em 192,00 cents/lbp. Já o Setembro/24 registrava um avanço de 40 pontos, atingindo 193,05 cents/lbp, e o Dezembro/24 elevava-se em 15 pontos, atingindo o valor de 193,70 cents/lbp.

Na Bolsa de Londres, o vencimento janeiro/24 experimentava um incremento de US$ 5 por tonelada, alcançando o patamar de US$ 3.080. O contrato março/24 apresentava um avanço de US$ 9 por tonelada, sendo negociado a US$ 2.846, enquanto o maio/24 observava um acréscimo de US$ 12 por tonelada, fixando-se em US$ 2.778.

O Escritório Carvalhaes ressalta que os fatores climáticos, não restritos ao Brasil, continuam a exercer influência significativa no setor. Em nota, a instituição destaca: “Os fundamentos permanecem inalterados: a escassez de estoques tanto nos países produtores quanto nos consumidores, os frequentes desafios climáticos enfrentados pelos principais produtores de café ao redor do globo, o consumo em ascensão, a iminência do inverno no hemisfério norte e a apreensão diante dos problemas climáticos, que devem persistir afetando as plantações até 2025.”

Leia Também:  Agrishow 2026 reforça protagonismo do agro e destaca inovação como motor do campo

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Ação do MPT na Justiça Federal pede proibição do glifosato em todo o País

Published

on

O Ministério Público do Trabalho (MPT) protocolou na sexta-feira (22.05) uma ação civil pública contra a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a União pedindo a proibição imediata, em todo o território nacional, de produtos à base de glifosato. O composto é o herbicida mais comercializado no Brasil e o principal insumo utilizado no manejo de pragas nas safras de grãos, cana-de-açúcar e culturas perenes.

Por se tratar de uma ação proposta por um órgão de abrangência federal contra a União e uma autarquia regulatória, o processo tramita na Justiça Federal de Brasília. Uma eventual decisão favorável ao pedido terá efeito imediato sobre todo o território nacional, afetando diretamente as regras de comercialização em todos os estados produtores.

A petição exige o cancelamento de todos os registros vigentes e veda novas autorizações para produção, importação, comercialização e uso da substância e de seus derivados. Caso a Justiça Federal acate o pedido, a Anvisa e a União terão um prazo de transição de até 180 dias para aplicar o banimento, sob pena de multa diária de R$ 1 milhão. Representantes do setor produtivo apontam risco de impacto financeiro sobre o Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário e na competitividade das commodities brasileiras.

Dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) confirmam o volume do uso do defensivo no País: o glifosato lidera o ranking de ingredientes ativos mais vendidos no mercado doméstico, com 231,9 mil toneladas comercializadas no último ano consolidado.

Leia Também:  Senado aprova mudanças no ITR para garantir justiça tributária no campo

Especialistas em agronomia afirmam que a retirada do princípio ativo geraria dificuldades técnicas no controle de plantas daninhas no sistema de plantio direto. O argumento do setor é que as alternativas químicas disponíveis hoje na indústria possuem custo superior, demandam maior número de aplicações e registram menor eficácia em lavouras geneticamente modificadas, o que elevaria o custo de produção.

O MPT fundamenta o pedido no princípio da precaução, apresentando relatórios sobre riscos à saúde ocupacional de trabalhadores rurais e contaminação de mananciais de água potável. A peça jurídica cita a classificação de 2015 da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), que enquadrou o herbicida como “provavelmente carcinogênico para humanos”.

O órgão também aponta a recente retratação acadêmica de um artigo científico do ano 2000 que atestava a inocuidade do produto, alegando que houve quebra de integridade na publicação original.

Leia Também:  Cotação do Boi Gordo Apresenta Alta em São Paulo e Mercado Segue Firme

A Anvisa mantém o parecer de sua última reavaliação oficial do ativo, na qual concluiu que o glifosato não preenche os critérios legais para proibição total no mercado brasileiro. A agência optou por manter a liberação do ingrediente, mas estabeleceu restrições de dispersão e novos parâmetros de referência toxicológica para a proteção dos trabalhadores que manejam o produto no campo.

A disputa amplia a pressão jurídica sobre empresas do setor químico, com destaque para a alemã Bayer, detentora da marca Roundup, que enfrenta processos semelhantes nos Estados Unidos movidos por trabalhadores que alegam ter desenvolvido linfoma não-Hodgkin após exposição crônica ao produto. A companhia defende a segurança do defensivo quando utilizado de acordo com as instruções da bula.

No Brasil, o embate nacional soma-se a ações regionais movidas pelo Ministério Público em estados como Mato Grosso, maior produtor de grãos do País. Entidades como a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja) e a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) contestam as tentativas de restrição, apontando falta de alternativas exequíveis no curto prazo.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA