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Nova portaria torna mais rígido o controle sobre o uso de medicamentos na fabricação de produtos para alimentação animal

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A partir do dia 28 de novembro de 2023, somente estabelecimentos registrados e autorizados no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) poderão adquirir medicamentos de uso veterinário e produzir alimentos misturados a esses medicamentos em sua composição. A data foi estipulada na Portaria SDA 798/2023 que entrou em vigor em maio deste ano e que revoga as Instruções Normativas Nº 65/2006 e Nº 14/2016.

A nova regra é aplicável às fábricas comerciais, estabelecimentos rurais com fábrica de ração para uso próprio, armazenadores e médicos veterinários. O objetivo é tornar mais segura a fabricação e emprego de produtos destinados à alimentação animal.

Na visão da gerente técnica da unidade de negócio de Suinocultura da MSD Saúde Animal, Brenda Marques, a medida se justifica. “O aumento da resistência antimicrobiana é uma preocupação crescente no que diz respeito à saúde única. Diversos órgãos governamentais de saúde humana, animal e ambiental tem trabalhado conjuntamente para o uso racional de antimicrobianos com o intuito de desacelerar a emergência de cepas multirresistentes”, explica.

Ela reforça que “é importante definir parâmetros para o uso dos antimicrobianos, conforme a necessidade, com respeito a dosagem e tempo de uso, até porque diretrizes recomendam a não utilização de certas classes de medicamentos que são linha de frente para o uso em humanos, portanto, é necessário reduzir o número de terapias utilizadas na produção animal”.

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A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) estão em colaboração com a indústria agrícola e a pecuária para recomendações e desenvolvimento de um plano de ação para maximizar o uso de vacinas animais a fim de reduzir a utilização de antimicrobianos.

A maioria dos sistemas de produção brasileiros trabalha com granjas positivas para diversos agentes bacterianos e virais, tais como Lawsonia intracellularis, Circovirus suíno tipo 2 (PCV2), Mycoplasma hyopneumoniae, Streptococcus suis, Actinobacillus pleuropneumoniae e Influenza. A médica-veterinária esclarece que, devido à necessidade de adequação a um sistema de produção sustentável, é preciso oferecer alternativas para a redução segura desses compostos sem que haja impacto significativo para a sanidade do rebanho e índices zootécnicos. “Assim, a adoção de vacinas é uma das principais alternativas à utilização de antimicrobianos”, enfatiza.

Vale acrescentar que, de acordo com o estudo Increased average daily gain of pigs vaccinated with Porcilis Ileits for the control of Lawsonia Intracellularis dos pesquisadores Antonio R. Risso, João X. Oliveira Filho, Cesar Feronato e Rafael Frandoloso, da Universidade de Passo Fundo (RS), e trabalhado durante o IPVS de 2020, a vacina Porcilis Ileitis, da MSD Saúde Animal, se mostrou mais eficiente contra a Ileite que o uso isolado de antibióticos.

A vacinação associada às boas práticas de produção é uma ferramenta essencial para diminuir o uso de antimicrobianos na produção animal sem consequências significativas para a sanidade e produção sustentável. A MSD Saúde Animal possui o portfólio completo de vacinas com eficácia comprovada contra as principais doenças que afetam a suinocultura, como Ileíte, Circovirose suína, Pneumonia enzoótica, Doença de Glasser, Pleuropneumonia suína, dentre outras.

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As vacinas contribuem para a prevenção e o controle da resistência antimicrobiana, visto que reduzem a incidência de doenças causadas por agentes patogênicos. Enfermidades como Ileíte, Circovirose suína, Pneumonia enzoótica, Influenza suína, Rotavirose, podem ser prevenidas a partir da adoção de um protocolo de vacinas. De acordo com Brenda, “ao imunizar a população, é possível também diminuir a pressão de infecção, além de gerar uma imunidade de rebanho, controlando a disseminação desses agentes com consequente redução do uso de antimicrobianos”.

Por fim, a profissional ainda destaca que a vacinação, principalmente para agentes imunossupressores – que afetam a ação do sistema imunológico, evitando que as células saudáveis sejam atacadas e destruídas pelo próprio organismo – tem potencial de minimizar os impactos causados por infecções bacterianas secundárias e leva a uma melhora mais rápida dos animais e controle dos índices de mortalidade. “Além disso, pode otimizar o uso dos antimicrobianos, diminuindo a necessidade do uso de mais de uma droga em infecções causadas por múltiplos agentes”, sintetiza.

Fonte: Ketchum

Fonte: Portal do Agronegócio

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Programação em Cuiabá marca o Dia Nacional da Libras com debates sobre políticas públicas

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Em celebração ao Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais (Libras), comemorado nesta sexta-feira (24), a Prefeitura de Cuiabá realizou uma programação voltada à acessibilidade e à valorização da comunidade surda. Com o tema “Cuiabá que fala com as mãos: Libras é inclusão, é direito e é comunicação”, o evento reuniu gestores, educadores e representantes do segmento para discutir políticas públicas e práticas inclusivas.

A iniciativa foi conduzida pela Secretaria Adjunta de Inclusão, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, e contou com palestras e apresentações que destacaram a Libras como instrumento de cidadania. Participaram o secretário adjunto da pasta, Andrico Xavier, o vereador Dilemário Alencar e profissionais da educação especial.

Durante a programação, foi abordada a ampliação de ações intersetoriais no município, com destaque para o mapeamento de pessoas com deficiência e o fortalecimento de políticas de acessibilidade. A proposta inclui estratégias educacionais que considerem a língua de sinais como primeira língua para estudantes surdos.

O secretário adjunto de Inclusão, Andrico, destacou o avanço na construção de políticas específicas para a comunidade surda, especialmente na área educacional. “A Libras é a língua materna da pessoa surda. O município tem trabalhado para fortalecer esse direito, com ações integradas e o projeto de uma escola bilíngue, para garantir um ambiente adequado de aprendizagem e convivência”, afirmou.

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Apresentação em Libras

A programação também contou com participação musical de alunas do Programa Simininas, da unidade do bairro São Isabel, que iniciaram recentemente o aprendizado em Libras.

A educadora Maria Rosa de Andrade Martins, conhecida como Tia Rosinha, responsável pelo grupo, explicou o processo de inclusão da linguagem no cotidiano das alunas.

“Em poucos dias, elas já conseguiram desenvolver sinais básicos e se apresentaram com segurança. A aceitação foi muito positiva, e a proposta é ampliar essa prática ao longo do ano”, pontuou.

No campo legislativo, o evento também reforçou marcos já instituídos no município, como a Lei nº 6.710/2021, que criou o Dia Municipal do Tradutor e Intérprete de Libras. A legislação integra um conjunto de medidas voltadas à ampliação do acesso à comunicação nos serviços públicos.

O vereador Dilemário Alencar ressaltou a necessidade de continuidade das políticas de inclusão. “É fundamental garantir o acesso à comunicação em espaços públicos e ampliar oportunidades para pessoas com deficiência. A inclusão precisa estar presente na educação, na saúde e no mercado de trabalho”, disse.

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A programação incluiu ainda palestra do professor Luiz Dinarte Faria, reconhecido como o primeiro professor de Libras em Mato Grosso capacitado pelo Ministério da Educação, em parceria com a Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos.

Ao final, o evento reforçou a importância da Libras como ferramenta essencial para a construção de uma sociedade mais acessível, destacando o papel do poder público na promoção de políticas que garantam o direito à comunicação e à inclusão social.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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