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Semana de flutuações, mas estabilidade nos preços no mercado nacional de algodão

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O mercado físico do algodão experimentou uma semana de altos e baixos, encerrando, no entanto, com preços robustos. Com um interesse discreto para entregas na segunda quinzena de janeiro e posições para 2024, a demanda adotou uma postura cautelosa. O produtor, por sua vez, demonstrou maior interesse e flexibilidade, conforme informou a SAFRAS Consultoria.

No principal estado produtor do Brasil, o Mato Grosso, o preço da pluma em Rondonópolis atingiu R$ 3,74 por libra-peso na quinta-feira (21), registrando um aumento de 2,63% em comparação com a semana anterior, quando era de R$ 3,64 por libra-peso.

A indústria local, ciente da proximidade do recesso para as festas de final de ano, apresentou interesse pontual. No mercado paulista, a média no CIF alcançou R$ 3,98/libra-peso, refletindo um aumento de 2,05% em relação à semana anterior, quando estava em R$ 3,90/libra-peso.

No FOB exportação do porto de Santos/SP, o valor de referência da pluma foi cotado a 77,31 centavos/libra-peso, representando um acréscimo em relação aos 74,97 centavos/libra-peso da semana anterior. Apesar de ainda permanecer negativo, o prêmio pago pelo produto brasileiro ficou menos atrativo, indicando -1,82 centavos/libra-peso contra ICE US, enquanto há uma semana era -5,84 centavos/libra-peso.

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Exportações Brasileiras

De agosto a novembro de 2023, o Brasil exportou 770 mil toneladas, totalizando uma receita de US$ 1,46 bilhão. O volume embarcado foi ligeiramente inferior ao registrado no mesmo período de 2022. Nesse intervalo, a China destacou-se como o principal destino das exportações brasileiras, representando 63% do total, com 488,6 mil toneladas. Comparado a 2022, o país asiático elevou sua participação em 24 pontos percentuais.

O Egito, agora aberto ao mercado brasileiro de algodão, surge como o décimo principal destino das exportações, enquanto as maiores quedas nas importações foram observadas no Paquistão (-79,5 mil toneladas) e Bangladesh (-42,6 mil toneladas). Essas informações são baseadas no relatório de safra de dezembro da Abrapa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de feijão no Rio Grande do Sul deve recuar mais de 37% em 2026, aponta Emater

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A produção de feijão no Rio Grande do Sul deverá registrar forte retração na safra 2026. Dados divulgados pela Emater/RS-Ascar indicam redução expressiva na área plantada, na produtividade e no volume colhido, tanto na primeira quanto na segunda safra da cultura.

A primeira safra já foi concluída no Estado e confirmou desempenho inferior ao ciclo anterior. Segundo o Informativo Conjuntural da entidade, a produtividade média foi revisada para 1.726 quilos por hectare, resultado 3% abaixo da estimativa inicial de 1.779 quilos por hectare.

A área cultivada também apresentou retração significativa, totalizando 23.942 hectares, redução de 22,3% em comparação aos 30.797 hectares registrados na safra 2024/2025. Como consequência, a produção foi estimada em 41.320 toneladas, volume 26,3% menor que as 56.098 toneladas colhidas no ciclo anterior e 11% inferior à previsão inicial.

Segunda safra avança, mas produção segue comprometida

Enquanto a primeira safra foi encerrada, a colheita da segunda safra alcançou 85% da área cultivada no Rio Grande do Sul. Os 15% restantes das lavouras estão em fase de maturação e aguardam condições favoráveis para a conclusão dos trabalhos.

Apesar da melhora recente do clima, com maior incidência de radiação solar e temperaturas amenas, fatores climáticos adversos registrados ao longo do ciclo afetaram o potencial produtivo das lavouras.

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De acordo com a Emater/RS-Ascar, as geadas ocorridas anteriormente e os períodos prolongados de elevada umidade relativa do ar causaram perdas de produtividade e prejudicaram a qualidade dos grãos em diversas regiões produtoras.

A área cultivada na segunda safra foi reestimada em 9.818 hectares, representando queda de 45,7% em relação aos 18.070 hectares cultivados no ano anterior. A produtividade média foi ajustada para 1.414 quilos por hectare, ligeiramente acima da projeção inicial de 1.401 quilos por hectare.

Mesmo com esse pequeno avanço no rendimento, a produção esperada é de apenas 13.880 toneladas, volume 37,2% inferior às 22.111 toneladas colhidas na safra passada.

Geadas reduziram potencial produtivo na região de Ijuí

Na região administrativa de Ijuí, a colheita da segunda safra atingiu aproximadamente 75% da área cultivada. As lavouras remanescentes já estão maduras, e os produtores aguardam melhores condições para finalizar as operações.

Segundo a Emater/RS-Ascar, as geadas registradas durante as fases vegetativa e reprodutiva da cultura provocaram perdas pontuais e reduziram o potencial produtivo inicialmente projetado.

Até o momento, as áreas colhidas apresentam rendimento médio de 1.805 quilos por hectare. A expectativa é de que a colheita seja concluída na primeira quinzena de junho.

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Umidade afeta qualidade dos grãos em Soledade

Na região de Soledade, os trabalhos de colheita já alcançaram 90% da área cultivada. As condições climáticas mais favoráveis nas últimas semanas contribuíram para acelerar o avanço das operações e o desenvolvimento final das lavouras.

ntretanto, a elevada umidade relativa do ar observada anteriormente trouxe impactos negativos para a qualidade dos grãos colhidos, fator que preocupa produtores e compradores.

Oferta menor pode influenciar mercado do feijão

Com a redução da produção nas duas safras, o Rio Grande do Sul deverá disponibilizar um volume significativamente menor de feijão ao mercado em 2026. A combinação entre diminuição da área plantada e adversidades climáticas reforça o cenário de menor oferta estadual, elemento que poderá influenciar a dinâmica de preços e abastecimento nos próximos meses.

O desempenho final da segunda safra será determinante para consolidar os números da produção gaúcha e avaliar os impactos sobre o mercado nacional do feijão.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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