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Região Sudeste produz 86% dos Cafés do Brasil na safra 2023

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A produção total dos Cafés do Brasil em 2023, nas cinco regiões geográficas, somadas obviamente as duas espécies cultivadas no País, Coffea arabica e Coffea canephora (robusta+conilon), atingiu o volume físico equivalente a 55,07 milhões de sacas de 60kg. Tal volume de sacas foi obtido numa área total de produção de 1,87 milhão de hectares, com produtividade média de 29,4 sacas por hectare.

Estabelecendo um simples comparativo da performance da safra total de café colhida no País em 2023 com a safra de 2022, que, no caso, foi de 50,92 milhões de sacas, numa área de produção de 1,84 milhão de hectares e produtividade média de 27,7 sacas por hectare, constata-se que a safra de 2023 foi maior em volume físico que a anterior em aproximadamente 8,2%, a despeito de a área produtiva ter crescido apenas 1,8%, enquanto que a produtividade obtida em nível nacional em 2023 cresceu em torno de 6,3%.

Neste mesmo contexto, caso seja estabelecido um ranking em ordem decrescente das cinco regiões geográficas do País, com base nos dados da produção brasileira de café de 2023, incluindo obviamente as duas espécies de café (C.arabica e C.canephora (robusta+conilon), verifica-se, conforme já foi anteriormente destacado, o grande protagonismo da Região Sudeste, cuja produção foi calculada em 47,35 milhões de sacas de 60kg, volume que equivale a 86% da produção nacional do ano.

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E, em segundo lugar, como região produtora de café do País, vem a região Nordeste com a safra colhida de 3,39 milhões de sacas, volume que equivale a 6,1% da nacional, seguida da Região Norte, na terceira posição, com 3,04 milhões de sacas, colheita correspondente a 5,5% do total dos Cafés do Brasil obtidos em 2023. Em quarto lugar figura a Região Sul, que produziu o equivalente a 718,5 mil sacas (1,3%), e, por fim, na quinta posição, está a região Centro-Oeste, que colheu o equivalente a 462,1 mil sacas de café de 60kg, performance menor que 1% da safra nacional.

Antes de prosseguir com está análise, vale destacar que os dados e números estatísticos da performance da cafeicultura brasileira que permitiram realizar esta divulgação tem como base o 4° Levantamento da Safra de Café de 2023 da Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, que está disponível na íntegra no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café coordenado pela Embrapa Café.

Conforme consta do Relatório da Conab em tela, a área total destinada aos Cafés do Brasil, em 2023, incluindo as duas espécies de café (C.arabica e C.canephora (robusta+conilon), nas cinco regiões geográficas produtoras, totaliza atualmente 2,24 milhões de hectares, número que registrou uma redução de 0,3% em relação à área da safra anterior. Entretanto, as lavouras em produção desta safra contam atualmente com 1,87 milhão de hectares, os quais registraram um crescimento de 1,8% em relação ao período anterior; e, adicionalmente, 361,6 mil hectares em formação, mas que tiveram redução de 9,5% na comparação com a safra anterior.

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Finalmente, merece também destacar nesta análise, com relação exclusivamente aos cafés da espécie de C. arabica, que a produção desta safra de 2023 foi de 38,9 milhões de sacas, número que corresponde a 70,7% do volume total dos Cafés do Brasil produzidos, e, ainda, que a espécie arábica apresentou um crescimento de 18,9% em relação à safra anterior. E, complementando, com relação especificamente aos cafés da espécie C.canephora (robusta+conilon), em 2023, a colheita somou 16,17 milhões de sacas, volume físico correspondente a 29,3% da safra nacional, e, ainda que tal desempenho denotou um crescimento expressivo de 11,2% em comparação com a produção dessa mesma espécie na safra anterior de 2022.

Recomendamos que acessem o site do Observatório do Café para ler na íntegra o 4° Levantamento da Safra de Café de 2023, da Conab

Fonte: Embrapa Café

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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