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Queda significativa do café em NY pode impactar negociações no Brasil

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O mercado físico brasileiro de café enfrenta a perspectiva de um dia de negócios mais retraídos nesta quarta-feira. A Bolsa de Nova York (ICE Futures US) registra uma queda superior a 3% neste momento, exercendo pressão nos preços domésticos. Enquanto isso, o dólar opera próximo à estabilidade. Diante desse cenário, os produtores tendem a adotar uma postura mais cautelosa, aguardando por condições mais favoráveis.

Na terça-feira (19), o mercado brasileiro de café viu os preços alcançarem novas altas. Os cafés arábicas de melhor qualidade ultrapassaram a marca de R$ 1.000,00 a saca de 60 quilos. Essa elevação foi impulsionada pelo expressivo aumento do arábica na Bolsa de Nova York, embora não tenha sido proporcional.

Conforme a SAFRAS Consultoria, os compradores não acompanharam integralmente os avanços observados em NY e, em grande parte, se afastaram do mercado para observar os desdobramentos na bolsa.

Os preços do café arábica de boa qualidade, com 15% de catação, atingiram R$ 1.030,00/1.035,00 a saca, em comparação com R$ 990,00/995,00 anteriormente. Na região do cerrado mineiro, o arábica de boa qualidade, com 15% de catação, foi negociado a R$ 1.040,00/1.045,00 a saca, em comparação com R$ 995,00/1.000,00 do dia anterior.

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Enquanto isso, o café arábica do tipo “rio” na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, alcançou o preço de R$ 855,00/860,00 a saca, comparado a R$ 840,00/845,00 anteriormente. O conilon do tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, foi cotado a R$ 775,00/780,00 a saca (R$ 755,00/760,00 anteriormente), e o 7/8 a R$ 770,00/775,00 (R$ 750,00/755,00 anteriormente).

Estoques e Tendências Internacionais: Variações na Bolsa de Nova York e Câmbio

Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) estão em 242.999 sacas de 60 quilos, com um acréscimo de 600 sacas em relação ao dia anterior, segundo informações da ICE Futures.

Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE), os contratos com entrega em março/24 registram uma baixa de 3,40%, cotados a 195,50 centavos de dólar por libra-peso. A posição março/2024 fechou a terça-feira a 202,40 centavos de dólar por libra-peso, com um aumento de 11,30 centavos, ou 5,9%.

Cenário Global e Indicadores Financeiros: Movimentos nas Bolsas e Preço do Petróleo

O dólar comercial apresenta um leve aumento de 0,06%, alcançando R$ 4,8661. O Dollar Index registra um aumento de 0,22%, atingindo 102,42 pontos.

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Nos indicadores financeiros globais, as principais bolsas da Ásia encerraram de maneira mista, com Xangai registrando -1,03% e o Japão apresentando +1,37%. Na Europa, as bolsas operam de forma diversificada, com Paris apresentando +0,08%, Frankfurt -0,09% e Londres +0,57%.

Quanto ao petróleo, o preço do barril de janeiro do WTI em Nova York está em alta, cotado a US$ 74,93 (+1,33%).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Sudeste supera Centro-Oeste em custo alimentar e confinamento registra lucro recorde em 2026

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O custo alimentar do confinamento bovino no Brasil apresentou uma mudança inédita na dinâmica entre as principais regiões produtoras em março de 2026. Pela primeira vez no ano, o Sudeste registrou custo inferior ao Centro-Oeste, segundo dados do Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP).

O indicador, baseado em dados reais de confinamentos que representam cerca de 62% das cabeças confinadas no país, evidencia uma nova configuração de competitividade regional, ao mesmo tempo em que a atividade atinge níveis recordes de rentabilidade.

Sudeste registra menor custo alimentar e quebra padrão histórico

Em março, o ICAP no Centro-Oeste fechou em R$ 13,23 por cabeça/dia, alta de 11,93% em relação a fevereiro, pressionado principalmente pelo encarecimento de insumos energéticos e volumosos.

Já no Sudeste, o índice foi de R$ 12,19, com recuo de 3,64% no mesmo período. O resultado consolidou a tendência de queda iniciada em fevereiro e marcou a inversão regional, com diferença de R$ 1,04 a favor do Sudeste.

Na comparação anual, ambas as regiões apresentam redução de custos. O Centro-Oeste acumula queda de 4,89%, enquanto o Sudeste registra recuo mais expressivo de 8,14% frente a março de 2025.

Insumos pressionam custos no Centro-Oeste

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o Centro-Oeste encerrou março acima da média do período, refletindo a pressão concentrada no último mês.

Os principais movimentos foram:

  • Volumosos: alta de 21,02%
  • Energéticos: alta de 12,35%
  • Proteicos: estabilidade (-0,30%)

O aumento foi impulsionado principalmente pelos energéticos, com destaque para o milho grão seco (+2,2%) e o sorgo (+6,9%), em meio à transição entre a safra de verão e a expectativa da safrinha.

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Nos volumosos, a elevação foi puxada pela silagem de capim (+30,4%), mesmo com recuos em itens como a silagem de milho (-8,1%).

Sudeste reduz custos com maior oferta de insumos

No Sudeste, o custo alimentar encerrou março 1,79% abaixo da média trimestral, influenciado principalmente pela queda nos insumos energéticos e proteicos.

Os destaques foram:

  • Energéticos: queda de 8,74%
  • Proteicos: queda de 5,11%
  • Volumosos: alta de 43,75%

Entre os energéticos, houve recuo no preço do sorgo (-15,3%) e do milho (-1,5%), reflexo da maior disponibilidade e competitividade de coprodutos agroindustriais.

Nos proteicos, a redução foi puxada pela torta de algodão (-8,2%) e pelo DDG (-2,1%). Apesar da forte alta nos volumosos, especialmente silagem de cana (+65,1%) e bagaço de cana (+23,3%), o custo total da dieta foi reduzido na região.

Rentabilidade do confinamento atinge níveis recordes

A relação entre custo alimentar e preço da arroba manteve o confinamento em um dos melhores momentos de lucratividade da série recente.

No mercado físico:

  • Centro-Oeste
    • Custo da arroba produzida: R$ 192,76
    • Preço da arroba: R$ 345,00
    • Lucro: R$ 1.278,79 por cabeça
  • Sudeste
    • Custo da arroba produzida: R$ 193,50
    • Preço da arroba: R$ 350,00
    • Lucro: R$ 1.267,65 por cabeça

As duas regiões registraram crescimento superior a 24% na rentabilidade em relação a fevereiro, com margens acima de R$ 1,2 mil por animal.

Convergência de custos e competitividade entre regiões

Outro destaque foi a forte aproximação no custo por arroba produzida entre as regiões. A diferença caiu para apenas R$ 0,74 em março, ante mais de R$ 17 no mês anterior.

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Esse movimento indica uma equalização da competitividade entre Centro-Oeste e Sudeste, reforçada também por um empate técnico na lucratividade — com diferença inferior a R$ 12 por cabeça.

No mercado de exportação, o Sudeste apresenta leve vantagem, com lucro estimado em R$ 1.324,35 por animal, impulsionado por preços mais elevados do boi destinado à China.

Inversão de custos levanta dúvidas sobre tendência para 2026

A mudança no padrão regional de custos, considerada atípica para a pecuária brasileira, levanta questionamentos sobre sua continuidade.

Enquanto o Centro-Oeste foi pressionado pela alta dos energéticos (+16,55%) e volumosos (+15,18%), o Sudeste se beneficiou da queda nos energéticos (-9,56%) e proteicos (-7,71%), favorecida pela maior oferta de coprodutos.

A consolidação ou não desse novo cenário dependerá, principalmente, do desempenho da safrinha de milho ao longo do ano.

ICAP se consolida como ferramenta estratégica no confinamento

O ICAP é calculado com base em dados de confinamentos monitorados por tecnologias de gestão, incluindo sistemas amplamente utilizados no Brasil.

O índice reúne milhões de registros de alimentação animal e permite acompanhar mensalmente a evolução dos custos nas principais regiões produtoras.

Segundo especialistas, a ferramenta tem se consolidado como apoio estratégico para decisões de compra de insumos, análise de viabilidade econômica e planejamento da atividade de confinamento.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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