AGRONEGÓCIO

Núcleo de Estudos em Produção de Suínos, de Montes Claros, ganha selo internacional

Publicado em

O Núcleo de Estudos em Produção de Suínos (Nepsui), localizado no Instituto de Ciências Agrárias, em Montes Claros, Minas Gerais, foi certificado internacionalmente em bem-estar animal. A unidade, sendo a primeira granja experimental nas Américas e a terceira de produção no Brasil a conquistar esse selo, se destaca por sua abordagem inovadora e tecnológica.

Reconhecida como a granja mais avançada da América Latina, o Nepsui utiliza inteligência artificial para analisar o comportamento dos animais. A granja possui estações de alimentação inteligentes e balanças de precisão, além de chips com tecnologia RFID, que permitem aos leitões se alimentarem de forma autônoma nas baias. Essas ferramentas ajudam os pesquisadores a compreender e atender às necessidades diárias dos animais, melhorando seus índices reprodutivos, imunológicos e de bem-estar, sendo todo o processo monitorado por câmeras.

A certificação, intitulada FairFood, foi resultado de uma auditoria realizada em novembro por uma entidade terceirizada, acreditada pela International Accreditation Forum (IAF), órgão internacional regulador nesse tipo de certificação.

O recente investimento do Nepsui foi o Laboratório de Inteligência Artificial para Suínos (Liasui), destinado aos leitões em desmame (24 a 70 dias de idade). O espaço é equipado com máquinas de alimentação interligadas a câmeras de inteligência artificial que monitoram os animais continuamente. Essa tecnologia permite identificar o comportamento alimentar dos leitões em tempo real, possibilitando ajustes nutricionais e ambientais que influenciam seu consumo e ganho de peso.

Leia Também:  Tanque de gasolina consumiu, em média, 11% da renda mensal das famílias do Nordeste, aponta Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade

Fonte: Pensar Agro

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas

Published

on

As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.

O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.

Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.

Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.

Leia Também:  Conexão Delta G lança aplicativo e novo Sumário de Touros na Expointer 2025

A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.

Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.

Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.

Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.

Leia Também:  Ferrugem asiática volta a preocupar produtores e ameaça produtividade da soja no Brasil

Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.

Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.

Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.

Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA