AGRONEGÓCIO

Novembro registra explosão nas exportações do complexo soja com destaque para o farelo

Publicado em

No último mês de novembro, o complexo soja viu suas exportações atingirem um recorde histórico de 5,2 milhões de toneladas de grãos, marcando um impressionante aumento de 106% em relação ao mesmo período de 2022, conforme apontado pelo Itaú BBA. Contudo, as exportações de óleo de soja experimentaram uma notável queda de 38%, totalizando 126 mil toneladas, em consonância com a elevação do consumo interno na indústria de biodiesel.

O farelo de soja, por sua vez, apresentou um crescimento significativo de 24% nas exportações em comparação com novembro do ano anterior. No que diz respeito aos preços, observou-se uma redução de 29% para o óleo, 14% para o grão e 7% para o farelo de soja em relação às médias de novembro de 2022.

No setor de proteínas animais, destacam-se as exportações de carne bovina in natura, que alcançaram a marca de 188 mil toneladas em novembro de 2023, um volume 126% superior ao embarcado no mesmo mês do ano anterior. Quanto às carnes de frango e suína, registrou-se um aumento de 7% no volume exportado, enquanto as exportações de carne suína in natura cresceram 7% no mesmo período comparativo.

Leia Também:  Ibovespa mantém estabilidade nos primeiros negócios com destaque para o Magazine Luiza

Entretanto, os preços das carnes de frango e suína in natura apresentaram uma diminuição de 14% e 11%, respectivamente, enquanto a carne bovina registrou um recuo de 12% na tonelada cotada para o produto in natura, considerando os preços médios do décimo primeiro mês de 2023 em comparação com novembro de 2022, conforme comentado por especialistas do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

Published

on

O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
Leia Também:  Brasil Consolida Liderança na Exportação de Algodão Apesar de Desafios do Mercado Global

Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

Leia Também:  Saúde Bucal qualifica servidores para informatização do sistema odontológico

A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA