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Economia brasileira surpreende, mas taxa de investimento está caindo; entenda os motivos

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Uma vez que inflação caiu para patamares mais confortáveis, o Banco Central do Brasil passou iniciar o começo do ciclo de corte de juros no país, algo que beneficiou ativos de risco e criou um ambiente mais propício para expansão do PIB.

Contudo, alguns sinais preocupam e precisam ser considerados. Taxa de investimento e poupança bruta estão caindo no país, um sinal de que a capacidade produtiva do país pode ter mais dificuldades no futuro, pois depende de capital para sua expansão

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A taxa de crescimento do produto interno bruto (PIB) brasileiro no terceiro trimestre de 2023 foi de 0,1%, elevando o acumulado do ano para 3,2%. A tendência é que esse patamar seja mantido ao final de 2023. Nesse contexto, ativos de risco, refletidos no Índice Ibovespa, acumularam ganhos nos últimos meses, e o dólar tem se mantido estável, abaixo de R$ 5,00.

“No entanto, outros dados trazem preocupação e devem ser considerados com atenção. A taxa de investimento no país está caindo, assim como a formação bruta de poupança. Isso tende a diminuir o potencial de crescimento no longo prazo. Ainda, o equilíbrio fiscal do país parece que levará mais tempo para ser alcançado, o que pode pressionar a inflação em algum momento, elevando a incerteza e propiciando um ambiente para juros mais elevados”, diz Victor Arduin analista de Macroeconomia e Energia da companhia.

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Ambiente de juros menos restritivos impulsiona ativos de risco

O Banco Central do Brasil (Bacen) começou a reduzir a taxa básica de juros (Selic) em agosto de 2023. Desde então, o mercado acionário brasileiro tem se apreciado, refletindo o maior apetite ao risco dos investidores.

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“A expectativa é que o Bacen continue a reduzir a Selic no encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira (13), com uma provável queda de 50 pontos-base (bps). Não só o cenário doméstico, mas também o internacional anima”, comenta Victor.

Dados dos EUA mostram que a inflação está convergindo para a meta de 2%, com sinais de desaceleração do mercado de trabalho, ainda que resiliente. Isso fortalece o cenário de corte de juros na maior economia do mundo ainda no primeiro semestre de 2024, abrindo caminho para que o Bacen siga política de corte de juros.

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Recentemente, dados sobre o PIB surpreenderam, com crescimento de 0,1% (projeções apontavam -0,3%). Olhando componentes da produção, serviços e indústria foram os principais destaques, com crescimento de 0,6% em ambos os setores. Agricultura, que teve um crescimento excepcional no primeiro trimestre do ano, registrou -3,3% no último trimestre, apagando parte de seus ganhos acumulados em 2023.

“De maneira geral, as projeções indicam que o Brasil deverá crescer em torno de 3% neste ano, um desempenho bastante positivo dado o ambiente de juros altos e restritivos. Contudo, há alguns pontos de atenção que devem ser observados”, aponta.

A taxa de investimento e poupança caiu de 18,3% para 16,3% em comparação ao mesmo período do ano passado. Por enquanto, a economia reflete o otimismo do processo de desinflação do país. No entanto, é importante pensar no desenvolvimento sustentável no longo prazo, que depende de investimento, e está caindo no momento.

Riscos persistem com dívida do setor público

Se por um lado os dados da economia trazem otimismo, por outro lado a crescente dívida do país preocupa e pode ser um obstáculo ao crescimento do país no futuro. Apesar do esforço do governo em melhorar o resultado primário, por meio de maior arrecadação, a dívida líquida continua aumentando com novos gastos do governo.

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“Caso o equilíbrio fiscal não seja alcançado no médio prazo, isso deverá resultar em maiores juros na economia em algum momento, caso o Bacen siga firme em seu objetivo de manter a inflação em 3% de 2024 a 2026. Alternativamente, o governo pode trocar a meta de inflação, acomodando um ambiente de preços mais elevados. No entanto, isso resultaria em um choque nas expectativas dos investidores, diminuindo a atratividade do país e prejudicando seu crescimento de médio e longo prazo”, observa.

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Em resumo, a forte expansão do PIB este ano mostra que os juros talvez não estivessem em um patamar tão restritivo como se pensava, mas, com a inflação sob controle e convergindo para a meta, não há motivos para alterar o ritmo do corte de juros.

Crescimento econômico do Brasil tem surpreendido no período pós-pandemia, provavelmente resultado de reformas estruturais dos últimos anos que ajudaram a trazer mais dinamismo para a economia brasileira, como a autonomia do Banco Central, por exemplo. No entanto, o país ainda enfrenta desafios significativos. O equilíbrio fiscal tem sido uma das principais dificuldades da política brasileira, pois a pressão por mais gastos públicos tem prejudicado o resultado primário, mesmo com um grande esforço de aumento da arrecadação.

Fonte: hEDGEpoint Global Markets

Fonte: Portal do Agronegócio

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Consumo de vinho bate recorde no Brasil e cresce 41,9% em 2025; especialistas destacam benefícios à saúde

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O consumo de vinho no Brasil atingiu um marco histórico em 2025, consolidando o país como um dos principais destaques positivos do setor vitivinícola mundial. Enquanto diversos mercados internacionais registraram retração no consumo da bebida, os brasileiros ampliaram significativamente a demanda, impulsionando toda a cadeia produtiva nacional.

Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) mostram que o país consumiu 4,4 milhões de hectolitros de vinho ao longo do ano, volume recorde que representa crescimento de 41,9% em relação ao período anterior.

O avanço reforça a expansão da cultura do vinho entre os consumidores brasileiros e abre novas oportunidades para produtores, vinícolas, distribuidores e demais segmentos ligados ao agronegócio da uva e do vinho.

Vitivinicultura brasileira mantém trajetória de expansão

O crescimento do consumo foi acompanhado pela evolução da produção nacional. Pelo quinto ano consecutivo, o Brasil ampliou sua área cultivada com vinhedos, alcançando 91 mil hectares em 2025.

O aumento de 9,6% em comparação ao ano anterior demonstra a confiança do setor na expansão do mercado interno e na valorização dos produtos nacionais.

A vitivinicultura tem se consolidado como uma importante atividade agroindustrial, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, contribuindo para a geração de renda, empregos e desenvolvimento regional.

Além da produção de vinhos, o segmento movimenta cadeias relacionadas ao turismo rural, gastronomia, logística e exportações, fortalecendo a presença do agronegócio brasileiro em mercados de maior valor agregado.

Interesse pela bebida cresce entre consumidores

O aumento do consumo reflete mudanças nos hábitos dos brasileiros, que passaram a incorporar o vinho com maior frequência em ocasiões sociais, refeições e experiências gastronômicas.

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Especialistas apontam que a popularização da bebida também está associada ao maior acesso à informação sobre variedades, harmonizações e processos de produção, além da ampliação da oferta de rótulos nacionais e importados.

O cenário tem impulsionado investimentos em vinícolas, modernização de propriedades rurais e expansão de áreas destinadas ao cultivo de uvas viníferas.

Estudos associam consumo moderado à saúde cardiovascular

O crescimento da demanda ocorre paralelamente ao interesse da população por pesquisas científicas que investigam os efeitos do consumo moderado de vinho sobre a saúde.

Segundo a nutróloga e professora da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o vinho contém compostos bioativos, especialmente polifenóis, que apresentam ação antioxidante e ajudam a combater os radicais livres, moléculas associadas ao envelhecimento celular e ao desenvolvimento de doenças crônicas.

Entre os compostos mais estudados está o resveratrol, encontrado principalmente na casca das uvas tintas, substância que vem sendo relacionada à proteção cardiovascular e à redução de processos inflamatórios.

Pesquisa aponta redução de risco cardiovascular

Estudos apresentados durante o American College of Cardiology (ACC) indicaram que o consumo moderado de vinho esteve associado a uma redução de 21% no risco de morte por doenças cardiovasculares quando comparado a indivíduos que não consumiam álcool ou o faziam apenas ocasionalmente.

De acordo com a especialista, esses resultados costumam ser observados em populações que seguem padrões alimentares semelhantes aos da dieta mediterrânea, reconhecida internacionalmente pelos benefícios à saúde.

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Nesse modelo alimentar, o vinho é consumido em pequenas quantidades e integrado a uma rotina baseada em frutas, verduras, legumes, azeite de oliva, peixes e prática regular de atividades físicas.

Os compostos presentes na bebida podem contribuir para a proteção dos vasos sanguíneos, auxiliar na redução da oxidação do colesterol LDL e favorecer a saúde cardiovascular quando inseridos em um contexto de hábitos saudáveis.

Consumo deve ser feito com moderação

Apesar dos potenciais benefícios observados em estudos científicos, especialistas reforçam que o vinho não deve ser encarado como tratamento médico ou estratégia isolada de prevenção de doenças.

A recomendação para adultos saudáveis que optam pelo consumo da bebida é que ela seja ingerida com moderação e, preferencialmente, durante as refeições.

Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas não é indicado para gestantes, lactantes, crianças, adolescentes, pessoas com doenças hepáticas, histórico de dependência alcoólica ou que utilizem medicamentos com potencial de interação com o álcool.

Setor vê oportunidades para os próximos anos

Com recorde de consumo, expansão dos vinhedos e fortalecimento da produção nacional, a cadeia vitivinícola brasileira entra em uma nova fase de crescimento.

A combinação entre aumento da demanda, valorização dos produtos nacionais e investimentos em tecnologia e qualidade cria perspectivas favoráveis para produtores rurais, cooperativas e vinícolas, consolidando o vinho como uma das cadeias agroindustriais de maior potencial de agregação de valor dentro do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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