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Mercado de Café: Ajustes técnicos em NY e estabilidade em Londres

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O início da semana no mercado futuro do café arábica, na Bolsa de Nova York (ICE Future US), foi marcado por ajustes técnicos nos principais contratos. Os investidores continuam atentos às condições climáticas no Brasil e em outras regiões produtoras, além de observarem a queda nos estoques certificados na ICE. No campo, os produtores enfrentam preocupações com as altas temperaturas e adiam decisões de negócios, aguardando a virada do ano fiscal para efetuar transações conforme a necessidade de caixa.

Por volta das 09h16 (horário de Brasília), os contratos de março/24 registraram queda de 15 pontos, sendo negociados a 177 cents/lbp. Maio/24 apresentou baixa de 40 pontos, com valor de 175,10 cents/lbp, enquanto julho/24 teve queda de 45 pontos, cotado a 175,70 cents/lbp. Setembro/24 também registrou baixa de 45 pontos, alcançando 176,80 cents/lbp.

Na Bolsa de Londres, o café tipo conilon iniciou a semana com estabilidade. Os contratos de março/24 tiveram aumento de US$ 3 por tonelada, sendo negociados a US$ 2529. Maio/24 apresentou alta de US$ 6 por tonelada, atingindo US$ 2493, enquanto julho/24 teve valorização de US$ 2 por tonelada, cotado a US$ 2459. Setembro/24, por sua vez, registrou baixa de US$ 3 por tonelada, sendo negociado a US$ 2424. O mercado permanece sensível às dinâmicas climáticas e movimentos nos estoques, sinalizando uma semana atenta às variáveis que influenciam o setor cafeeiro.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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