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Remédios agrícolas e humanotóxicos: quanto menos, melhor

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A era da informação fartamente disponível, com respostas em milionésimos de segundos, deveria permitir avanços rápidos e facilitar consensos. Todavia, como frequentemente ouvimos, somos uma espécie que opera softwares do século XXI, mas nosso “hardware” cerebral mantém circuitos neuronais dos tempos da caverna.

O inimigo a ser combatido

Podemos culpar muito essa arquitetura cerebral da idade da pedra com a dificuldade em aceitar algo diferente do que se acredita ser o “certo” ao buscar informações, buscarmos dar crédito a tudo que nossa cognição identifica como bom e desacreditar o que estiver em desacordo com nossas crenças e convicções, o chamado “viés de confirmação”. Guarde bem esse nome: é o do inimigo a ser combatido.

Mesmo problema – ponto de vista diferente

Corações e mentes abertas a toda e qualquer informação que nos chega, nos ajudam a compreender melhor o todo. É um esforço de empatia, de tentar entender as motivações de pessoas que enxergam o mesmo problema, mas com o ponto de vista diferente do nosso. De início, exige muita energia, pois há desconforto na dissonância, tanto maior quanto for o antagonismo entre as visões sobre determinado assunto.

Conciliação de teses

O esforço se paga pois, ou melhoramos nossos argumentos para manter a posição, ou, vencidos pela lógica e exercendo um ato de humildade cada vez mais raro, reconhecemos que aquela nossa posição é insustentável. Nesse caso, o maior prêmio é ter uma nova certeza, mas do lado correto, livrando-se da teimosia de esmurrar pontas de facas. Há, também, sempre a hipótese de conciliação de teses, quando, ponderado todos os pontos da questão, cada polo do debate mostra que parte da questão é mais bem solucionada por ideias de cada parte ou por um “mix” entre elas.

Agrotóxicos e humanotóxicos

No caso da agropecuária, um tema que desperta paixões e cujos debates são muito interditados por posições extremas é o do uso de produtos químicos. A briga começa na terminologia, com o uso do termo agrotóxicos pelos detratores contra o termo defensivo agrícola pelas empresas e agropecuaristas. Aqui, remeto-me a primeira vez que ouvi sobre o assunto, ainda criança, com minha avó paterna dizendo que havia comprado remédio para dar às plantas, no caso um inseticida. Aqui, em um país notoriamente hipocondríaco, faria a sugestão de chamar os remédios humanos de humanotóxicos, pois da mesma forma que a defesa do termo agrotóxico ajudaria a reduzir seu uso indevido, assim seria para os nossos remédios do dia a dia.

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Pontos comuns

Os pontos comuns entre agrotóxicos e humanotóxicos são vários: eles são úteis, devem ser empregados apenas quando estritamente necessários e usados na menor quantidade possível, mas nunca menos, pois subdosagens são até piores do que errar um pouco para mais.

Objeto de desejo

No caso das pessoas distantes do campo, ou seja, a maior parte dos brasileiros, parece haver a ideia de que o produtor tem interesse ativo no uso de defensivos, como se eles fossem objeto de desejo, a fim de produzir mais. Na verdade, eles são uma significativa fonte de custo e, por isso, usados com parcimônia, com a intenção de evitar a redução da expectativa de produtividade. Quando bem utilizados, eles têm sim benefício: custo favorável, ou seja, quando a perda evitada foi maior do que o investimento feito em sua compra e aplicação. Mas, se apresentada uma opção viável de controle mais barata que dispense seu uso, o produtor de bom grado aceitará.

Efeitos colaterais

Portanto, o interesse entre o ativista e o produtor rural contra o uso de agroquímicos tem uma intersecção bem grande. O que, também, esse ativista não considera é que sua bem-intencionada luta pode gerar também seus efeitos colaterais. Assim, imaginemos que, do dia para noite, seu desejo de uma agricultura livre de produtos químicos fosse magicamente concedido. Muito provavelmente, não demoraria para que a redução de oferta de alimentos, pelas perdas com pragas e doenças não controladas, gerasse uma carestia na alimentação que o convencesse a rever sua posição.

Ter a praga como sócia

Com relação aos manejos, já temos casos de sucesso que atendem pela sigla MIP, ou seja, o manejo integrado de pragas. Como o nome diz, o problema é enfrentado usando um conjunto de práticas que reduzam o risco do aparecimento das pragas, incluindo o uso de materiais mais resistentes, práticas de cultivo, seguir à risca determinado calendário de plantio e, a parte mais interessante, que é o monitoramento da presença de pragas e a determinação do nível de dano econômico. Basicamente, o conceito que o embasa poder ser explicado assim: abaixo do prejuízo que ele causa, é melhor ter como “sócia” a própria praga do que a empresa que vende o produto, pois o “preço” da praga ainda estaria menor do que o custo para controlá-la.

Ser seletivo

É comum que o ativista antiveneno imagine que, para compensar a empresa ser sócia, ela deve procurar cada vez produtos mais “fortes” e, portanto, piores ao ambiente, o que o faz ainda mais determinado na sua luta. Todavia, na realidade, ocorre exatamente o contrário, pois cada vez mais os produtos tentam ser seletivos, não apenas para serem menos perigosos no manuseio e a saúde humana, mas porque eles são mais eficientes, ao reduzirem o estrago com o restante da fauna, evitando a morte dos inimigos naturais das pragas.

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Isso mostra como é importante a biodiversidade e como as soluções baseadas na natureza devem ganhar espaço. Já faz parte do MIP considerar usar o controle biológico e trata-se de uma solução que tem ganhado cada vez mais espaço, mais uma vez pesando o fato dela estar se tornando mais eficiente e vantajosa do ponto de vista econômico.

Maravilhosos aplicativos

Sem esgotar as oportunidades de redução de uso de pesticidas e congêneres, a agropecuária 4.0 e seus maravilhosos aplicativos, sensores e equipamentos estão possibilitando a identificação precoce e muito localizada dos problemas, a atuação de forma extremamente direcionada em contraste com aplicação em área total, com mais informações em tempo real, que permitem a redução de uso e o aumento de eficácia.

Solução definitiva?

Em todos os pontos citados, existem grupos de pesquisa trabalhando para novos avanços. Outros grupos, procuram maneiras de produzir alimentos usando alternativas que simulem mais os ambientes naturais, de forma a terem ambientes menos favoráveis ao surgimento de danos de nível econômico. São mais caminhos que se abrem e devem ser aprimorados. Infelizmente, muitas vezes são colocados como a solução definitiva para o abandono do uso de venenos na produção de alimentos, mesmo que sejam dificilmente escaláveis de forma que possam responder por toda a demanda de mais de 7 bilhões de bocas que habitam nosso planeta.

Final – ativista ambiental x produtor rural

No quadro 1 está o lado de cada parte e a possibilidade de consenso, tendo num polo o ativista ambiental e, no outro, um produtor rural.

Quadro 1. Polos de um ativista ambiental e um produtor rural e a possibilidade de consenso.

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O desejo comum de todos é reduzir a necessidade do uso. O melhor caminho é investir em ciência, com melhores práticas de manejo, novos princípios ativos e aplicações cada vez mais cirúrgicas deles no campo.

Por Sergio Raposo de Medeiros, engenheiro agrônomo, pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

Fonte: CCAS

Fonte: Portal do Agronegócio

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Lambadão raiz ganha espaço na Expoagro e reforça valorização da cultura cuiabana

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O lambadão raiz ganhou espaço na programação da 58ª Expoagro, reafirmando a valorização da cultura cuiabana em um dos maiores eventos do estado, realizado no Centro de Eventos Senador Jonas Pinheiro. Neste domingo, três bandas regionais animaram o público da feira. A apresentação ocorreu no dia 12 de julho.

Subiram ao palco as bandas Amigos Banda Show, Os Maninhos e Banda Di Rocha, levando o ritmo tradicional para um público diverso.

Daiana Martins, moradora do bairro Dom Aquino, faz parte desse público. Fã de rock, inclusive vestindo uma camiseta da banda Guns N’ Roses, ela não perdeu a oportunidade de dançar ao som dos artistas regionais. “Sou roqueira e gosto de lambadão. A cultura cuiabana sempre precisa estar presente. Sempre que tem um evento valorizando a nossa cultura, faço questão de participar.”

Outra que aprovou a iniciativa foi Marianna Fernandes, moradora do bairro Pedregal. Ela destacou que manter viva a tradição cultural fortalece a identidade cuiabana. “É importante porque precisamos manter a nossa cultura cuiabana viva. Eu gosto de lambadão desde que nasci e fico muito feliz em ver esse espaço sendo valorizado.”

Para Hellen Nascimento, o reconhecimento do rasqueado e do lambadão representa a valorização das raízes do povo mato-grossense. “É importante valorizar e reconhecer o nosso rasqueado e o nosso lambadão em Cuiabá.”

De acordo com o assessor executivo do Núcleo de Música da Secretaria Municipal de Cultura, Neto Moraes, a presença das bandas representa o reconhecimento da importância da cultura regional. A iniciativa também integra a política da gestão do prefeito Abilio Brunini de incentivar a cultura local e ampliar a participação dos artistas cuiabanos nos grandes eventos realizados na capital.

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“A Prefeitura de Cuiabá entende que valorizar a cultura cuiabana é fundamental. Por isso, trouxemos três bandas de lambadão para se apresentarem hoje na Expoagro. Embora seja um evento com foco no sertanejo, também abrimos espaço para a nossa cultura regional. O prefeito Abilio Brunini e o secretário de Cultura, Johnny Everson, reconhecem a importância de fortalecer a cultura cuiabana e têm trabalhado para ampliar a participação e impulsionar os artistas locais nos grandes eventos realizados na cidade”, afirmou.

Para os músicos, a oportunidade representa o reconhecimento de uma trajetória construída ao longo de décadas. Vocalista da banda Os Maninhos, Carlos Bonfim ressaltou a importância de levar o lambadão raiz a um público cada vez maior. “É uma oportunidade muito importante para mostrarmos o nosso lambadão raiz para todo o Mato Grosso e também para o Brasil. Hoje, as redes sociais ajudam a divulgar nossa música e participar da Expoagro, depois de 35 anos de carreira, é motivo de muito orgulho. É o reconhecimento da nossa cultura e dos artistas regionais.”

Já o vocalista da Amigos Banda Show, Roberth Yuri, destacou a emoção de se apresentar na Expoagro e o incentivo que a participação proporciona aos novos talentos. “É uma honra fazer parte desse evento. Queremos incentivar os jovens a seguirem na música e manter viva a nossa cultura. Subir nesse palco foi uma emoção muito grande e uma oportunidade que jamais vamos esquecer.”

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Além de incentivar a cultura regional, a Prefeitura de Cuiabá é parceira da 58ª Expoagro e participa do evento com um estande institucional que reúne diversos serviços públicos, além de ações voltadas à agricultura familiar, ao artesanato, à cultura e à gastronomia, aproximando a administração municipal da população durante todos os dias da feira.

A programação da 58ª Expoagro segue até o dia 19 de julho com grandes atrações nacionais. No dia 16, sobem ao palco Zezé Di Camargo e Mariana Fagundes. No dia 17, será a vez de Thiaguinho e do grupo Kamisa 10. O encerramento dos grandes shows acontece no dia 18, com Wesley Safadão.

Promovida pelo Sindicato Rural de Cuiabá, a 58ª Expoagro conta com apoio institucional da Famato, Fecomércio MT, Fiemt, Prefeitura de Cuiabá e Governo do Estado de Mato Grosso. A entrada é gratuita durante toda a programação. O público poderá contribuir, de forma voluntária, com a doação de um quilo de alimento não perecível. A venda de ingressos é destinada apenas aos camarotes.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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