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De forma inédita, um lado de MT ainda planta e outro dá início à colheita

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A safra 2023/24 de soja, em Mato Grosso, já acumula alguns dados históricos e inéditos.

Pela primeira vez, plantio e colheita são realizados de forma simultânea.

Enquanto algumas regiões correm contra o tempo para cobrir 100% da área pretendida, no Norte mato-grossense a colheita dessa mesma safra teve início.

Curiosamente, o mesmo clima que atrasou a semeadura, é o mesmo que encurtou o ciclo das variedades – já super precoce – possibilitando a extração do grão com um mês antes do ‘normal’ em Mato Grosso.

De acordo com dados atualizados pela Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Mato Grosso conclui no último dia 1º, sua 12º semana de semeadura de soja.

Os trabalhos alcançam 99,57% dos cerca de 12,2 milhões de hectares reservados à cultura nesta temporada.

No ano passado, o plantio se encerrou com 11 semanas.

Até a última sexta-feira (1º), restavam atingir 100% cinco regiões do estado, inclusive a oeste, que tem por tradição plantar cedo, colher antes da virada do ano, para fazer a segunda safra estadual com algodão.

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Nessa porção, o plantio cobre 99,77% da área prevista. Ainda estão plantando soja o centro-sul, nordeste, noroeste, e o sudeste. A previsão é de que encerrem os trabalhos nessa semana.

Ao longo de todas essas 12 semanas de trabalho no campo, não houve um momento em que o ritmo da semeadura superasse o registrado em igual momento do ano passado, mesmo com a atual safra tendo iniciado o plantio mais cedo quando comparado a 2022/23.

Enquanto boa parte do Sul do Estado segue plantando, há quem tenha dado largada à colheita da soja ao Norte de Mato Grosso.

Mesmo sem dados oficiais ou atualizações feitas pelo Imea, até a última sexta-feira, produtores presentes em um evento em Cuiabá, confirmaram que as colheitadeiras retomaram os trabalhos em propriedades de Ipiranga do Norte, próximo a Sinop.

A colheita é reflexo do mesmo clima que represou, estancou, retardou e impôs replantio em quase 5% da área de soja desta safra, no Estado.

Como efeito do clima seco, da ausência de chuvas e das altas temperaturas, a safra de soja 2023/24 foi abreviada em Mato Grosso, atingindo diretamente a variedade precoce da oleaginosa, que teve seu ciclo encurtado em algumas propriedades no estado.

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Em outras palavras, Mato Grosso já deu a largada da colheita da soja da nova safra nacional.

A colheita, que tradicionalmente ocorre em área semeadas com superprecoce entre a semana do Natal e do Ano Novo, foi antecipada em quase um mês.

O clima impactou de forma severa sobre o desenvolvimento das lavouras, comprometendo o potencial produtivo.

Os primeiros talhões já colhidos revelam rendimento entre 30 e 35 sacas.

Mesmo sendo um material mais precoce – de produtividade inferior as variedades de ciclo mais tardio- há uma perda de pelo menos cinco sacas por hectare, em relação aos históricos das propriedades.

Fonte: Diário de Cuiabá

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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