A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (07.12), em Campos de Júlio, no noroeste do estado, a Operação Colossus para cumprimento de 21 ordens judiciais contra investigados por crimes de tráfico de entorpecentes, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Após representação da Delegacia de Campos de Júlio, foram deferidas pelo Poder Judiciário sete prisões preventivas, nove buscas e apreensões e cinco bloqueios bancários e sequestros de contas vinculadas aos investigados. Os valores bloqueados somam mais de R$ 250 mil.
Durante a operação, as equipes policiais apreenderam armamentos, objetos furtados, porções de drogas já embaladas para a venda, além de aparelhos celulares e máquinas de cartão de crédito que auxiliam nas ações da organização criminosa.
Conforme a investigação, os alvos da operação atuam em rede integrada no comércio de entorpecentes, lavagem de capital, venda de objetos furtados e estelionato, formando uma associação criminosa com predominância na região de Campos de Júlio. O principal alvo da operação está foragido até o momento.
A Polícia Civil apurou também que, além do controle da venda de drogas na região, os principais criminosos adquiriram patrimônio, incluindo imóveis e veículos, com o dinheiro do tráfico e lavagem de capital.
“As investigações prosseguem para apurar as movimentações financeiras e bens adquiridos ilicitamente pelos investigados”, apontou o delegado Mateus Reiners.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (15.5), a Operação Atrium II, para cumprir 18 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa instalada no município de Matupá.
Foram cumpridos seis mandados de prisão temporária, seis mandados de busca e apreensão e seis mandados de quebra de sigilo.
As ordens judiciais foram decretadas pelo Poder Judiciário — Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, após parecer favorável do Ministério Público. Os alvos estão envolvidos nos crimes de ameaça, sequestro, tortura, homicídio e integrar organização criminosa armada.
Os investigados realizavam julgamentos no chamado “Tribunal do Crime” contra membros de facções rivais e até mesmo integrantes da própria facção, que descumprissem ordens das lideranças.
A investigação da Delegacia de Matupá identificou os membros do grupo criminoso que atuavam no município, bem como vítimas e locais utilizados para a prática dos crimes.
Investigação
As diligências tiveram início em abril de 2026 e foram conduzidas pela equipe do Núcleo de Investigação de Homicídios da Delegacia de Matupá. O objetivo foi apurar a atuação de uma facção criminosa voltada para o tráfico de drogas, associação para o tráfico, prática de sequestro, tortura e homicídios no município.
Ao longo das investigações, foram reunidas provas robustas que demonstram a existência do grupo com organização hierarquizada e divisão de tarefas bem definida, atuando de forma coordenada na prática criminosa.
Para o delegado Emerson Marques, responsável pela investigação, a operação representa um importante avanço no combate às facções criminosas na região.
“A operação desmantelou o grupo criminoso e avançou no enfrentamento às facções criminosas, uma vez que os indivíduos ocupavam o papel de executores e responsáveis pela aplicação de punições e castigos físicos, conhecidos como ‘salves’, além de atuarem em homicídios e ocultação de cadáver”, destacou.
Apoio
O trabalho operacional contou com a participação de 30 policiais civis das Delegacias de Polícia de Matupá, Regional e Municipal de Guarantã do Norte, Peixoto de Azevedo, Marcelândia, e com o emprego de 9 viaturas.
Renorcrim
A operação integra o planejamento estratégico da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas), que visa traçar estratégias de inteligência para o combate duradouro às organizações criminosas.
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