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Fintech AgroForte passa a disponibilizar crédito aos avicultores

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Integrados fornecedores das unidades de Francisco Beltrão, Dois Vizinhos, Carambeí e Toledo, serão os primeiros beneficiados

A Agtech AgroFrote consolidou parceria com a multinacional BRF, a fim de que os avicultores integrados à agroindústria, possam acessar crédito para investimentos na propriedade. A primeira região em que o acesso ao crédito fica disponível é o estado do Paraná, beneficiando os avicultores integrados às unidades da BRF localizadas em Francisco Beltrão, Dois Vizinhos, Carambeí e Toledo.

O crédito disponível a partir deste mês de novembro, pode ser acessado de maneira 100% digital. O integrado deverá, via aplicativo da AgroForte, fazer uma simulação sobre suas reais necessidades e valores, e ali mesmo, verificar a aprovação do crédito, sem avalista e sem burocracias. Os valores acessados podem variar de R$ 15 mil a R$ 500 mil de crédito, com diferentes prazos de pagamentos.

A agtech trabalha com diferentes linhas de crédito para produtores de aves, suínos, ovos e leite, que podem investir em estruturas de produção, reformas e adequações na propriedade, compra de animais, custeio e antecipação de recebíveis. Mas a inovação beneficia também a agroindústria, por meio da desoneração do balanço, a possibilidade de implementação de projetos estratégicos, avanço da produtividade e a fidelização do ecossistema.

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A AgroForte tem avançado na disponibilidade e no acesso de crédito por pequenos produtores. “É resultado da desburocratização. Gostamos e queremos gerar impactos positivos em toda cadeia produtiva. O acesso a crédito está ligado diretamente na transformação da vida de uma família, tornando-os ativos financeiramente e realizando sonhos. E ainda podemos impactar no desenvolvimento de uma região, levando alternativas econômicas, maior produtividade e mais negócios”, explica o CEO e sócio da AgroForte, Felipe D`Ávila.

Integrados

Segundo o formulário de referência 2023 da BRF, os produtores integrados são responsáveis pelo manejo e criação das aves e suínos que a companhia, como integradora, supervisiona. Em 2022, a Companhia adquiriu, aproximadamente, 3,2 milhões de toneladas de frangos de corte, 137,7 mil toneladas de perus e 1,3 milhões de toneladas de suínos dos produtores integrados. Até 31 de março de 2023, a Companhia adquiriu, aproximadamente, 877,3 mil toneladas de frangos de corte, 33,6 mil toneladas de perus e 323,6 mil toneladas de suínos dos produtores integrados.

No ano de 2022, em relação a quantidades, os produtores integrados responderam pela produção de 1,67 bilhão de frangos, 10,9 milhões de perus e 9,44 milhões de suínos.

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Fonte: Agro Agência Assessoria

Fonte: Portal do Agronegócio

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Geadas ameaçam hortifruti no Sul e produtores ampliam investimentos em irrigação para proteger lavouras

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A aproximação do inverno e a previsão de geadas mais intensas voltaram a acender o sinal de alerta no setor de hortifruti do Sul do Brasil. O avanço das massas de ar frio, aliado à maior umidade provocada pelo El Niño, aumenta os riscos para lavouras altamente sensíveis às baixas temperaturas, pressionando produtores a investir em tecnologias de irrigação e monitoramento climático para evitar perdas na produção.

O cenário preocupa especialmente produtores de frutas, legumes e hortaliças, já que as oscilações térmicas e o frio severo podem comprometer produtividade, qualidade dos alimentos e regularidade da oferta ao mercado consumidor.

Segundo Geferson Reis, especialista da Netafim, o momento exige planejamento e atenção redobrada nas propriedades rurais.

“O Sul do Brasil vinha enfrentando temperaturas elevadas, estiagem e irregularidade nas chuvas. Agora, o cenário muda rapidamente com a chegada de massas de ar frio mais intensas e maior risco de geadas, fatores que impactam diretamente as culturas hortifrutigranjeiras”, explica.

Hortaliças e frutas estão entre as culturas mais vulneráveis

Entre as culturas mais sensíveis ao frio estão tomate, pimentão, pepino, morango e folhosas, que podem sofrer danos severos em folhas, flores e frutos.

Nas áreas de campo aberto, frutas de clima temperado também entram em estado de atenção. Culturas como pêssego, ameixa, nectarina, uva e maçã ficam mais vulneráveis durante os períodos de floração e formação dos frutos, fases consideradas decisivas para o potencial produtivo das lavouras.

De acordo com o especialista, quando as geadas atingem as plantações nesse estágio, os prejuízos podem ser significativos.

“Os danos provocados pelo congelamento comprometem tecidos vegetais, provocam abortamento de flores e frutos e reduzem diretamente o potencial produtivo das culturas”, destaca.

Geadas podem impactar preços dos alimentos

Os reflexos do clima adverso não ficam restritos ao campo. A redução da produtividade e o aumento dos custos operacionais tendem a afetar a disponibilidade de alimentos e pressionar os preços ao consumidor.

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Segundo Reis, sempre que a geada reduz a oferta de produtos hortifrutigranjeiros, ocorre desequilíbrio entre oferta e demanda, cenário que favorece a elevação dos preços nas gôndolas.

Além da preocupação econômica, o setor enfrenta o desafio de manter a regularidade da produção em um ambiente climático cada vez mais instável.

“O consumidor quer encontrar frutas, verduras e legumes disponíveis durante todo o ano, mas os eventos climáticos extremos tornam essa estabilidade cada vez mais difícil”, afirma.

Irrigação anti-geada ganha espaço nas propriedades rurais

Diante do aumento dos riscos climáticos, cresce a adoção de sistemas de irrigação anti-geada nas regiões produtoras do Sul do país.

A tecnologia funciona por meio de aspersão ou microaspersão, formando uma fina camada de gelo sobre a superfície das plantas. Apesar de parecer contraditório, esse processo ajuda a proteger os tecidos vegetais das temperaturas mais baixas.

Segundo a Netafim, durante o congelamento da água ocorre liberação de calor latente, mantendo a temperatura das plantas próxima de 0°C e reduzindo os danos provocados pelo frio intenso.

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A camada de gelo formada atua como isolamento térmico, protegendo flores, frutos e brotações ao longo da madrugada. O sistema deve permanecer em operação contínua até o amanhecer, sendo desligado apenas após o descongelamento completo.

Monitoramento climático em tempo real melhora tomada de decisão

Outra estratégia que vem ganhando espaço no campo é o uso de ferramentas de agricultura digital para monitoramento climático em tempo real.

A Netafim disponibiliza soluções como o GrowSphere™ One e a sonda NetaCap, tecnologias capazes de acompanhar temperatura do ar e umidade do solo com atualizações a cada 30 minutos.

Segundo Reis, o monitoramento preciso permite decisões mais rápidas e eficientes sobre o acionamento dos sistemas de irrigação, reduzindo riscos e aumentando a eficiência operacional das propriedades.

“Com acesso às informações climáticas em tempo real, o produtor consegue agir no momento correto e proteger melhor as lavouras”, ressalta.

Tecnologia se torna aliada da rentabilidade no hortifruti

Além da proteção contra eventos extremos, os sistemas de irrigação vêm sendo avaliados também pelo retorno econômico proporcionado ao produtor rural.

De acordo com o especialista, apesar do investimento inicial, os equipamentos possuem longa vida útil e contribuem diretamente para ganhos de produtividade, qualidade e estabilidade da produção.

“São sistemas que podem permanecer em operação por 15, 20 ou até 25 anos, trazendo mais segurança produtiva e competitividade ao agricultor”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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