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Pesquisa Indica que Sistemas Arborizados Impulsionam Vigor e Qualidade em Cafezais Mineiros

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Esse método, baseado em práticas agroecológicas, como adubação orgânica e controle biológico de pragas, destaca-se como uma alternativa vantajosa para a cafeicultura em Minas Gerais, especialmente diante das elevadas temperaturas registradas no segundo semestre de 2023.

A pesquisa, intitulada “Efeito de diferentes formas de manejo sobre as características agronômicas de café arábica”, foi premiada como o melhor resumo apresentado no XI Simpósio de Pós-Graduação em Agroecologia da UFV.

O estudo avaliou quatro sistemas de cultivo, cada um com aproximadamente 600 cafeeiros, considerando práticas de manejo convencional e alternativo. O manejo convencional incluiu sistemas a pleno sol e em consórcio com abacateiros e bananeiras. Já o manejo alternativo envolveu práticas agroecológicas, como adubação orgânica e controle biológico, nos mesmos contextos de sombreamento.

Os resultados apontaram que os cafeeiros em consórcio com frutíferas apresentaram maior vigor vegetativo, apesar de uma ligeira redução na produtividade em comparação com os sistemas a pleno sol. O sombreamento proporcionado pelas árvores frutíferas também contribuiu para uma redução na temperatura, tornando o ambiente mais propício para o trabalho e beneficiando a qualidade final do café.

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Waldênia destaca que a produtividade foi ligeiramente superior nos sistemas a pleno sol, mas a vitalidade das plantas nos sistemas arborizados compensou esse aspecto. Além disso, a temperatura mais baixa nos sistemas arborizados prolongou o estágio de maturação dos frutos, resultando em uma bebida de melhor qualidade e potencialmente com maior valor de mercado.

Os sistemas agroecológicos arborizados também demonstraram melhorias na fertilidade do solo, contribuindo para a reciclagem de nutrientes. A ausência de herbicidas promoveu a preservação da microbiota do solo. Além disso, esses sistemas apresentaram vantagens econômicas, reduzindo os custos de produção ao eliminar a necessidade de defensivos químicos e proporcionando alternativas de renda com produtos adicionais, como bananas e abacates.

A pesquisa sugere que a implementação de sistemas consorciados com frutíferas pode representar uma abordagem sustentável e economicamente vantajosa para a cafeicultura, oferecendo uma resposta positiva às demandas crescentes e desafios ambientais enfrentados pelo setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de soja disparam em 2026 e ANEC projeta embarques acima de 108 milhões de toneladas

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As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado em 2026 e caminham para um dos maiores desempenhos da história do agronegócio nacional. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais apontam que os embarques da oleaginosa devem superar 108 milhões de toneladas no acumulado do ano, mantendo o Brasil como principal fornecedor global do grão.

O levantamento “Shipment Flow Week 18/2026”, elaborado com base em informações da Cargonave, mostra avanço consistente das exportações de soja, farelo de soja, milho e derivados ao longo dos primeiros meses do ano.

Soja brasileira deve ultrapassar 108 milhões de toneladas exportadas

Segundo a ANEC, as exportações brasileiras de soja devem atingir 108,68 milhões de toneladas em 2026, considerando a programação atual de embarques.

Somente em maio, os embarques da oleaginosa foram estimados em aproximadamente 15,99 milhões de toneladas, acima do volume registrado no mesmo período do ano passado.

Os números reforçam o forte ritmo das exportações brasileiras mesmo diante das oscilações do mercado internacional e da maior concorrência global.

Entre janeiro e abril, os volumes embarcados já demonstraram crescimento expressivo em relação ao ano anterior, especialmente nos meses de abril e maio.

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China concentra 70% das compras de soja do Brasil

A China segue como principal destino da soja brasileira em 2026.

De acordo com a ANEC, os chineses responderam por 70% das importações da oleaginosa brasileira entre janeiro e abril deste ano.

Na sequência aparecem mercados como:

  • Espanha (4%);
  • Turquia (4%);
  • Tailândia (3%);
  • Paquistão (2%);
  • Argélia (2%).

O domínio chinês reforça a importância da demanda asiática para o agronegócio brasileiro e para o equilíbrio das exportações nacionais.

Farelo de soja registra crescimento nos embarques

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026.

A ANEC projeta exportações de 10,66 milhões de toneladas do derivado no acumulado do ano até maio, acima do registrado em igual período de 2025.

Entre os principais compradores do farelo brasileiro estão:

  • Indonésia (20%);
  • Tailândia (10%);
  • Irã (10%);
  • Holanda (9%);
  • Polônia (7%).

O avanço nas vendas externas reforça a competitividade da indústria brasileira de processamento de soja.

Exportações de milho também avançam em 2026

O milho brasileiro mantém crescimento nas exportações, mesmo com volumes ainda abaixo do pico histórico recente.

Segundo a ANEC, os embarques do cereal somaram 5,78 milhões de toneladas até maio de 2026.

Os principais destinos do milho brasileiro no período foram:

  • Egito (27%);
  • Vietnã (22%);
  • Irã (19%);
  • Argélia (9%);
  • Malásia (5%).
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A demanda internacional segue sustentada principalmente por países do Oriente Médio, Norte da África e Sudeste Asiático.

Portos do Arco Norte ampliam participação nos embarques

Os dados da ANEC também mostram a crescente relevância dos portos do Arco Norte nas exportações brasileiras.

Portos como Barcarena, Santarém, Itaqui e Itacoatiara registraram volumes expressivos de embarques de soja e milho durante a semana analisada.

O Porto de Santos continua liderando a movimentação nacional, seguido por Paranaguá e os terminais do Norte do país.

A expansão logística nessas regiões vem contribuindo para reduzir custos de escoamento e aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Mercado acompanha demanda global e logística brasileira

O cenário das exportações brasileiras segue sendo acompanhado de perto por tradings, produtores e agentes do mercado internacional.

A combinação entre demanda aquecida da China, recuperação da logística portuária e grande oferta brasileira mantém o país em posição estratégica no comércio global de grãos.

Ao mesmo tempo, o mercado monitora fatores como câmbio, custos logísticos, clima e demanda internacional, que continuarão influenciando o ritmo dos embarques ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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