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Dólar sobe frente ao real com ajustes antes de dados de emprego dos EUA

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O dólar tinha alta nesta terça-feira, conforme investidores ajustavam suas posições após o rali do real de novembro e aguardavam uma série de dados de emprego dos Estados Unidos desta semana, repercutindo ainda nova surpresa positiva na leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

Às 9:32 (horário de Brasília), o dólar à vista avançava 0,25%, a 4,9609 reais na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,36%, a 4,9715 reais.

O banco Inter disse em nota nesta terça-feira que investidores ligaram o “modo cautela” conforme “aguardam dados macroeconômicos e aproveitam para realizar parte dos lucros de novembro”, quando houve um rali dos ativos de risco globais em meio à redução dos rendimentos dos títulos norte-americanos.

O arrefecimento dos Treasuries, por sua vez, refletiu apostas de que o próximo movimento do Federal Reserve na política monetária será um corte de juros no primeiro semestre do ano que vem.

Buscando balizar essas expectativas, investidores estão aguardando ansiosamente o relatório de criação de empregos não agrícolas dos EUA de novembro, a ser publicado na sexta-feira. Antes disso, porém, o relatório mensal Jolts – que registra as contratações e demissões em massa mensais – será divulgado nesta terça e a pesquisa ADP do setor privado será divulgada na quarta.

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“A atenção do mercado está focada efetivamente na leitura do Jolts, dos dados de emprego, para poder se posicionar no mercado, se antecipando ao que vem aí na sexta-feira e na próxima semana”, quando o Fed fará sua última reunião de política monetária do ano, nos dias 12 e 13 de dezembro, disse Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos.

A perspectiva de juros mais baixos nos Estados Unidos costuma levar a um redirecionamento de recursos para países mais rentáveis, ainda que mais arriscados, como o Brasil. Por outro lado, quaisquer indícios de uma política monetária mais rígida por lá tendem a impulsionar o dólar globalmente.

No Brasil, dados do IBGE mostraram que o PIB do Brasil cresceu 0,1% no terceiro trimestre de 2023 e manteve-se em território positivo depois de um primeiro semestre forte. A expectativa em pesquisa da Reuters era de uma contração de 0,2% no terceiro trimestre de 2023 sobre os três meses anteriores.

Apesar da surpresa positiva, Avallone disse que os dados de atividade estão em segundo plano e que “não tem muito o que precificar no mercado” na esteira da leitura.

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Na véspera, o dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9485 reais na venda, em alta de 1,38%.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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