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Estimulada pelos preços atrativos, produção goiana de arroz deve crescer 8,1% na safra 2023/2024

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Em 10º lugar no ranking nacional de maiores produtores, Goiás deve registrar crescimento em área cultivada e volume de arroz na Safra 2023/2024. A rizicultura goiana é o tema de capa da edição de dezembro do Agro em Dados. Editado pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o boletim técnico mostra que a produção estadual do arroz deve atingir 88,2 mil toneladas no ciclo atual (+8,1% em relação ao ciclo passado), enquanto a área cultivada deve chegar a 16 mil hectares (+9,6%). O impacto do El Niño deve ser percebido mais claramente na produtividade. A estimativa oficial é que o rendimento médio por hectare recue para 5,5 toneladas (-1,4%).

No Agro em Dados de dezembro, o leitor tem acesso a um panorama completo da produção de arroz em Goiás. A publicação apresenta cotações atuais; séries históricas de preço e produção, rankings de Valor Bruto de Produção (VBP) e municípios produtores no Estado; além de exportações. Um texto analítico, assinado pela equipe de Inteligência de Mercado Agropecuário da Seapa, detalha a situação da rizicultura goiana hoje — praticada majoritariamente em áreas irrigadas — e revela a perspectiva para a temporada em curso: “Após o recuo na área cultivada verificado na temporada anterior, nesta safra, a cultura tenta recuperar espaço, encorajada pela atratividade dos preços, que seguem acima dos patamares de anos anteriores”.

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Como é praxe, a nova edição do Agro em Dados traz também números relativos às principais cadeias agropecuárias goianas: bovinos, suínos, frangos, lácteos, soja e milho. Titular da Seapa, o secretário Pedro Leonardo Rezende explica que o objetivo da publicação é manter o público bem informado sobre o desempenho do setor, mostrando tanto a evolução histórica, quanto o cenário atual e as perspectivas para os próximos meses. “É um trabalho complexo que envolve a compilação, o tratamento e a análise de informações provenientes de fontes confiáveis, com o objetivo de levar ao leitor conteúdo de qualidade, que realmente faça a diferença na hora de tomar decisões”, afirma ele.

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A edição de dezembro/2023 do Agro em Dados utilizou informações das seguintes fontes: Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Cepea-Esalq/USP), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag) e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A coleta e análise dos dados foi feita pela equipe da Gerência de Inteligência de Mercado Agropecuário, departamento ligado à Superintendência de Produção Rural da Seapa.

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Fonte: Comunicação Setorial da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de GO (Seapa)

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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