AGRONEGÓCIO

Tendências no mercado da rizicultura são destaques em webinar da Faesc e Safras & Mercado

Publicado em

A apresentação, já realizada no mês de setembro, foi promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), em parceria com a Safras & Mercado – consultoria de maior referência no agronegócio brasileiro e de abrangência internacional. O evento reuniu produtores rurais, dirigentes sindicais, técnicos e outros representantes do setor produtivo.

O presidente do Sistema Faesc/Senar e vice-presidente de Finanças da CNA, José Zeferino Pedrozo, cumprimentou de forma especial o analista de mercado agrícola e consultor da Safras & Mercado, Evandro de Oliveira, que conduziu a palestra e destacou a importância de contar com um especialista, com vasta experiência no agronegócio para falar sobre o assunto. “Com expressiva atuação como palestrante em cursos e eventos e responsável pela produção de informativos diários, semanais, estatísticos e relatórios mensais sobre o setor, o palestrante trouxe informações riquíssimas sobre o cenário de oferta e demanda global de arroz e sobre as perspectivas para o mercado da rizicultura em nosso Estado e em todo o País”, frisou.

Durante sua explanação, Evandro falou sobre os patamares de recordes de preços, câmbio, importação e exportações, novas atualizações sobre ofertas e demandas e tendências sobre a temporada 2024/2025. Sobre o cenário atual, destacou avanços de 11% desde a última webinar em setembro, comentou sobre o bom volume exportado em outubro que atingiu valor de R$ 203,8, contribuindo para a elevação dos preços e falou sobre as variedades nobres de cereal que, com 65% de grãos inteiros (Litoral Norte gaúcho), alcançaram valores superiores a R$ 125,00 dependendo das condições.

Leia Também:  Drones na Agricultura Brasileira: Uma Revolução Segura e Eficiente em Evolução

O especialista também falou sobre o nível crítico dos estoques nos grandes centros consumidores, com maior demanda de arroz do Rio Grande do Sul (Litoral Norte), realçou que o Mercosul está fora das exportações com previsão de ingresso de oferta apenas entre Natal e Ano Novo, além de destacar os preços competitivos dos Estados Unidos (US$ 415/toneladas), o dólar pouco favorável e o esfriamento das exportações brasileiras. Outro ponto em ênfase foi a questão da retenção de oferta pelos produtores, liberando lotes apenas em situações de necessidade imediata de liquidez, entre outros aspectos.

Evandro prosseguiu ao enfatizar que o mercado da rizicultura mantém uma tendência de elevação que se consolida como um marco histórico. O grão destaca-se pela sua valorização, superando até mesmo as cotações da soja. Ao abordar a evolução dos preços do grão em casca em vários Estados, mencionou dois municípios catarinenses (Jaraguá do Sul e Turvo) que passaram de R$ 94,15 por saca (50KG) em setembro para R$ 99,63 por saca em novembro.

Pedrozo lembra que a parceria com a Safras & Mercados oportuniza eventos on-line, desde maio, trazendo informações mercadológicas que ajudam os produtores e empresários rurais a planejarem melhor, tanto a programação da produção, quanto a venda das safras.

Leia Também:  Avanços na Industrialização e Tecnologia Impulsionam a Cadeia Leiteira no Paraná
PARCERIA FAESC E SAFRAS & MERCADO

A parceria entre Faesc e Safras & Mercado oportuniza seminários on-line ao vivo em vídeo abertos ao público (Sindicatos, lideranças, produtores, técnicos e demais interessados) e, para participar, basta acessar o site https://sistemafaesc.com.br/, preencher o cadastro e o link é enviado para o e-mail informado. Na data do evento, o link também é enviado no WhatsApp informado no cadastro.

Foram realizados eventos em maio (Cenário de oferta e demanda global e perspectivas do mercado do milho e soja), em junho (Perspectivas e tendências do mercado de fertilizante), em julho (Cenário de oferta e demanda global, perspectivas de mercado de Carnes – Boi), em agosto (Cenário de oferta e demanda global, perspectivas de mercado do Milho e Soja), em setembro (Cenário de oferta e demanda global, perspectivas de mercado do Arroz), em outubro (Cenário de oferta e demanda global, perspectivas de mercado de Carnes – Boi). O cronograma, ainda, prevê neste ano evento sobre Cenário de oferta e demanda global, perspectivas de mercado do Milho e Soja, com Paulo Molinari, no dia 19 de dezembro, a partir das 19 horas.

Fonte: MB Comunicação Empresarial/Organizacional

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

Published

on

O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

Leia Também:  Avanços na Industrialização e Tecnologia Impulsionam a Cadeia Leiteira no Paraná

Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

Leia Também:  Mercado internacional de soja: Tendências em Chicago diante do Fórum do USDA

Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA