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StoneX projeta queda na moagem de cana do centro-sul em 2024/25; preços favoráveis impulsionam recorde para açúcar

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De acordo com o relatório da StoneX, a safra atual (2023/24) contou com um canavial mais jovem e produtivo, aliado a condições climáticas favoráveis, fatores que explicam a redução esperada para o próximo ciclo. A StoneX projeta preliminarmente que o TCH médio na região diminuirá 5,0%, atingindo 82,8 toneladas/hectare em 2024/25, ainda 8,3% acima das médias das últimas cinco safras.

Apesar da queda na moagem, a produtividade prevista ainda seria significativamente superior à média histórica. A expectativa é que a área canavieira se recupere em 2024/25, com usinas colhendo parte da cana que não pôde ser processada na safra atual. A StoneX também projeta uma ampliação na área colhida de 3%, totalizando 7,6 milhões de hectares, devido às condições favoráveis para investimentos no setor sucroenergético.

Mesmo com a redução na moagem, a produção de açúcar na principal região produtora do país deverá atingir um novo recorde, alcançando 43,2 milhões de toneladas, um aumento de 3,3% em relação ao ano anterior. Isso se deve à maior destinação de cana para a produção de açúcar, impulsionada pelos preços internacionais próximos de máximas em 12 anos na bolsa ICE.

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O “mix” de cana para açúcar em 2024/25 deve crescer para 51,4%, ante 49% na safra anterior, conforme apontado pela StoneX. Essa tendência é influenciada pelos preços favoráveis do açúcar no mercado global, que, por sua vez, são impactados pela redução na produção de importantes players globais.

A produção de etanol na região centro-sul, para a safra que se inicia em abril de 2024, é estimada em 32,2 bilhões de litros, refletindo uma queda de 2% em relação ao ano anterior, devido à menor moagem e à maior destinação de cana para o açúcar. A produção de etanol de cana deverá cair 6,1%, enquanto o biocombustível de milho apresentará um aumento de 16,7%, atingindo 7 bilhões de litros. A consultoria destaca que o mercado de etanol ainda não encontra um suporte sólido para aumentar seus preços e competir com o açúcar, mesmo com a recuperação na demanda.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Quinto corte da Selic abre espaço para crédito rural mais barato

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O Banco Central reduziu a taxa básica de juros pela quinta vez consecutiva e abriu espaço para uma diminuição gradual do custo do crédito destinado ao setor produtivo. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano.

Desde o início do ciclo de redução, em março, a taxa caiu 1,25 ponto percentual. A Selic permaneceu em 15% ao ano entre junho de 2025 e março de 2026, o maior patamar em quase duas décadas.

Para o agronegócio, a continuidade dos cortes representa uma sinalização positiva, sobretudo em um momento de maior restrição na oferta de crédito e de preparação da safra 2026/27. Juros menores podem aliviar o financiamento de máquinas, equipamentos, armazenagem, irrigação, custeio e capital de giro.

O efeito, entretanto, não chegará de maneira imediata nem uniforme ao produtor. As operações contratadas com recursos controlados do crédito rural possuem taxas definidas pelo Plano Safra e não acompanham automaticamente cada alteração da Selic.

A transmissão tende a ser mais direta nas linhas com juros livres, nos empréstimos bancários, nas renegociações de dívidas e nos instrumentos privados de financiamento, como as Cédulas de Produto Rural. Mesmo nesses casos, o custo final também depende do risco atribuído ao produtor, das garantias apresentadas, do prazo da operação e da disponibilidade de recursos.

A redução ocorre depois de uma forte retração do crédito rural tradicional. Dados do Banco Central compilados pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul mostram que a área financiada pelas linhas de custeio caiu de 34,2 milhões para 25,4 milhões de hectares em 12 meses, recuo próximo de 26%.

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No mesmo período, o volume de crédito rural bancário, sem considerar títulos privados, diminuiu 12%, para R$ 181,1 bilhões. O número de contratos também caiu 10,3%, para 777,8 mil. A sequência de reduções na Selic pode ajudar a melhorar esse ambiente, embora a taxa ainda permaneça elevada para investimentos de longo prazo.

A cautela dos bancos também está relacionada à deterioração de parte da carteira agropecuária. Em julho, aproximadamente 23,5% do saldo ativo do crédito rural estava classificado como problemático, situação que abrangia operações inadimplentes, atrasadas, renegociadas ou prorrogadas.

Esse quadro aumenta as provisões exigidas das instituições financeiras e torna a concessão de novos empréstimos mais seletiva. Por isso, a queda da Selic melhora o cenário geral, mas não elimina os obstáculos enfrentados pelos produtores com dívidas acumuladas ou histórico recente de renegociação.

A decisão do Banco Central foi favorecida pelo comportamento da inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo recuou 0,32% em agosto, resultado influenciado pelo desconto nas contas de energia elétrica. Em 12 meses, a inflação caiu de 4,44% para 4,22%, ficando dentro do limite máximo de 4,5% estabelecido pelo sistema de metas.

Os alimentos consumidos no domicílio também contribuíram para o resultado, com redução de 0,34% em agosto. A queda ajuda a aliviar o orçamento das famílias e amplia o espaço para a redução dos juros, mas o Banco Central continua acompanhando os riscos para os próximos meses.

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Entre os pontos de atenção está o desenvolvimento do El Niño. O fenômeno pode provocar excesso de chuva em parte da Região Sul e períodos de estiagem ou distribuição irregular das precipitações no Centro-Norte do país. Eventuais perdas de produtividade poderiam reduzir a oferta de alimentos e voltar a pressionar os preços.

A instabilidade no Oriente Médio e seus reflexos sobre petróleo, combustíveis, fertilizantes e fretes também dificultam cortes mais rápidos. O aumento desses custos pode atingir diretamente a produção agropecuária e, posteriormente, chegar aos índices de inflação.

O mercado financeiro projeta que a inflação termine 2026 em 4,9%, acima do teto da meta. A estimativa indica que o ciclo de queda da Selic deverá continuar condicionado ao comportamento dos preços, das contas públicas e do cenário internacional.

Para o produtor, a redução para 13,75% representa mais um passo na direção de um crédito menos caro. O ganho efetivo dependerá agora de os bancos repassarem a queda às operações, da ampliação dos recursos disponíveis e da continuidade do controle da inflação.

Mesmo em ritmo moderado, a sequência de cinco cortes melhora as condições para novos investimentos, renegociações e planejamento financeiro das propriedades. A Selic ainda está distante de um nível confortável para o setor produtivo, mas deixou o pico de 15% e passou a seguir uma trajetória que, se mantida, poderá reduzir parte da pressão sobre os custos financeiros do agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

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