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Transformação no interior: Cooperativas e grandes indústrias de alimentos impulsionam o setor no Paraná

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A história começa com imigrantes holandeses em Carambeí, que, há quase cem anos, começaram a produzir queijos, aproveitando a abundante produção de leite na região. A Cocamar, cooperativa de Maringá, também desempenhou um papel crucial ao investir na industrialização da soja, inicialmente chamada de “feijão de porcos”. Essa visão pioneira, há 50 anos, transformou a realidade agrícola da região.

Luiz Lourenço, presidente do conselho de administração da Cocamar, destaca a evolução desde os anos 1960, quando a soja era destinada à alimentação de suínos. O declínio na produção de café impulsionou a diversificação, e a cooperativa, em 1969, inaugurou uma beneficiadora de algodão. Nos anos seguintes, a industrialização da soja ganhou força, impulsionando a produção de farelo e óleo refinado.

A Cocamar, que começou com capacidade para processar 330 mil toneladas de soja, transformou 1 milhão de toneladas na última safra, evidenciando a necessidade de expandir suas instalações. Outras cooperativas, como a C.Vale, de Palotina, seguiram o mesmo caminho, investindo em esmagadoras para acompanhar a crescente demanda.

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A Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) revela que 18 unidades cooperativas processam 5,5 milhões de toneladas de soja por ano, representando 46% da produção estadual. Além disso, cooperativas intensificaram sua presença nas prateleiras dos supermercados, fortalecendo suas marcas.

Impulsionadas pelo cultivo de grãos, as cooperativas expandiram para a produção de aves, contando agora com 12 unidades de abate, responsáveis por 43% do total abatido no estado. O investimento constante é evidente, com projeções de R$ 6,5 bilhões em diversas áreas para 2023.

Grandes empresas do setor alimentício também enxergam o potencial do Paraná. A JBS, por exemplo, recentemente investiu R$ 1 bilhão em uma unidade de salsichas e empanados de frango em Rolândia. O governo estadual expressou interesse em atrair mais investimentos, como um frigorífico de suínos e uma fábrica de biodiesel.

João Campos, CEO da Seara, destaca a importância do Paraná para a marca, que conta com 14 unidades e 14 mil colaboradores. A JBS afirma que sua cadeia movimenta 1,6% do PIB do estado, gerando empregos significativos.

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Esse movimento de transformar commodities em proteínas destaca-se como uma resposta às questões climáticas e às projeções de escassez alimentar. Os investimentos das cooperativas e gigantes do setor continuam a moldar o Paraná como um protagonista no cenário nacional da produção de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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