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Governo cria Selo AgroSP para certificar e diferenciar produtos do agro de São Paulo

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Os produtos de origem paulista passaram a ter reconhecimento público do Governo do Estado por meio do novo selo AgroSP a partir da sexta-feira (24/11). A marca reconhece produtos do agro paulista, que reúnem tecnologia de ponta, excelência, técnicas e práticas ambientalmente sustentáveis, por meio de um Selo que garante a origem e o diferencia reforçando suas boas práticas.

Com apoio da gestão comandada pelo governador Tarcísio de Freitas a todos os pequenos, médios e grandes produtores, o Selo será estabelecido nos 645 municípios paulistas.

“O Selo AgroSP foi criado em parceria com a SECOM com o objetivo de gerar inclusão e agregar valor ao produtor e consumidor, mostrando que o agro de SP é diferenciado”, destacou Guilherme Piai.

O AgroSP foi desenvolvido pela Secretaria de Comunicação do Estado, em apoio à Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Sob o lema “São Paulo: terra que dá orgulho”, o selo se torna uma nova forma de destacar os produtos do agro paulista, reforçando aspectos como uso de tecnologia de ponta, excelência técnica e práticas ambientalmente sustentáveis.

Durante o lançamento do pacote SP Agro no Palácio dos Bandeirantes, uma plateia formada por centenas de agroempreendedores e gestores municipais assistiu ao vídeo de apresentação da nova marca. O AGROSP também passa a ser uma representação da qualidade dos produtos agrícolas paulistas tanto no Brasil como no exterior.

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A Secretaria de Agricultura e Abastecimento ficará responsável pela divulgação direta do selo AGROSP aos agroempreendedores paulistas, que poderão usar a marca para indicar a procedência de seus produtos e o alto valor agregado gerado pelo setor em São Paulo.

Grupo Intersecretarial

Durante o SP Agro, foi assinado também, o Decreto para criação de um fundo de mecanismo indenizatório da pecuária paulista. A decisão é importante no momento em que São Paulo deixa de vacinar o rebanho bovino e bubalino contra a febre aftosa. Para garantir o novo status de zona livre da doença sem vacinação, uma série de medidas precisam ser tomadas durante um eventual surgimento da doença em território nacional. A implementação do fundo garantirá uma indenização aos pecuaristas que vierem a ter prejuízos por conta da doença, que pode ser catastrófico para o setor. Vale ressaltar que a retirada da vacinação beneficia, principalmente, o produtor, que além de reduzir custos, vai ter a chance de acessar outros mercados e passa a ter mais competitividade no mercado externo.

Abastece SP

Foi assinado também, o Autorizo para criação e implantação do Programa Abastece SP + Saudável e Sustentável é uma iniciativa que visa promover o abastecimento de produtos agroalimentares, ampliando canais de distribuição e comercialização da produção paulista. Ao mesmo tempo, o Programa fortalece a conexão dos consumidores locais com a produção e promove o desenvolvimento de arranjos comerciais sustentáveis.

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Insumos agrícolas

Houve também a assinatura da Regulamentação da Lei nº 17.054/2019, que trata do registro de empresas, cadastro de produtos e fiscalização de defensivos agrícolas e afins, uma medida para promover o controle e fiscalização, assegurando as boas práticas no uso, comércio, transporte e armazenamento. A fiscalização da utilização de defensivos agrícolas e afins de uso fitossanitário em área agrícola visa assegurar o cumprimento da legislação vigente, federais e estaduais, coibindo o uso inadequado e indevido de tais produtos, de forma a promover práticas agrícolas sustentáveis, contribuindo para o desenvolvimento do agronegócio paulista.

Fonte: Secretaria de Comunicação do Estado de São Paulo

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Preço dos legumes sobe até 14,3% no Sudeste e lidera alta dos alimentos em maio, revela estudo

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As temperaturas mais baixas registradas em maio impactaram a produção agrícola e provocaram forte alta nos preços das hortaliças em todo o Brasil. Levantamento da Neogrid mostra que os legumes lideraram a inflação dos alimentos no mês, com avanço médio de 15,1% no país e de 14,3% na Região Sudeste, refletindo os efeitos da sazonalidade e da menor oferta de produtos.

O estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões” aponta que o preço médio da categoria passou de R$ 6,89 para R$ 7,93 entre abril e maio, consolidando os legumes como o principal responsável pela pressão sobre o orçamento das famílias.

Clima mais frio reduz oferta de hortaliças

Segundo Marcelo Alves, gerente executivo de Dados da Neogrid, as condições climáticas exerceram influência direta sobre o comportamento dos preços.

De acordo com o especialista, o frio reduz a produtividade e desacelera o desenvolvimento de diversas culturas, diminuindo a disponibilidade de produtos no mercado e elevando os preços ao consumidor.

Além dos impactos na produção, Alves destaca que uma gestão mais eficiente da cadeia de abastecimento torna-se ainda mais importante em períodos de maior volatilidade.

Segundo ele, ferramentas de previsão de demanda e maior visibilidade dos estoques ajudam supermercados e distribuidores a realizar reposições mais precisas, reduzindo perdas, desperdícios e rupturas no abastecimento.

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Leite em pó e feijão também registram alta

Além dos legumes, outras categorias importantes da cesta de consumo apresentaram aumento de preços em maio.

O leite em pó registrou alta de 9%, passando de R$ 40,47 para R$ 44,10. O feijão avançou 5%, enquanto o molho de tomate teve elevação de 3,3% e a água mineral subiu 3,5% no período.

Os resultados reforçam a pressão exercida por produtos básicos sobre a inflação dos alimentos.

Ovos, café, óleo de soja e carne suína ficam mais baratos

Em contrapartida, algumas categorias contribuíram para aliviar os gastos das famílias.

Os ovos apresentaram a maior redução do mês, com queda de 6,5%, fazendo o preço médio por unidade recuar de R$ 0,97 para R$ 0,90.

Também registraram redução de preços:

  • Massas alimentícias secas: -3,0%;
  • Café em pó e em grãos: -2,5%;
  • Carne suína: -1,4%;
  • Açúcar: -1,1%;
  • Óleo de soja: -0,9%.

Entre esses produtos, o óleo de soja foi o único a apresentar queda em todas as regiões brasileiras.

Legumes acumulam alta de mais de 44% em 2026

No acumulado entre dezembro de 2025 e maio de 2026, os legumes permanecem como a categoria com maior valorização no varejo alimentar.

Os preços avançaram 44,2% no período, passando de R$ 5,50 para R$ 7,93.

Na sequência aparecem:

  • Feijão: 26,5%;
  • Leite UHT: 23,9%;
  • Carne bovina: 6%;
  • Ovos: 6%.
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O levantamento evidencia como fatores climáticos continuam exercendo forte influência sobre os preços dos alimentos frescos.

El Niño pode ampliar volatilidade dos preços

Segundo a Neogrid, o mercado segue atento às projeções climáticas para os próximos meses, especialmente diante da possibilidade de consolidação do fenômeno El Niño.

Caso o aquecimento do Oceano Pacífico provoque alterações significativas no regime de chuvas e nas temperaturas, novas oscilações poderão atingir a produção agrícola, principalmente nas cadeias de hortifrútis e lácteos.

Nesse cenário, o fortalecimento da logística, do planejamento de estoques e da gestão da cadeia de abastecimento será fundamental para reduzir os impactos sobre o consumidor.

Sudeste registra maior pressão sobre hortaliças

Na Região Sudeste, os legumes lideraram as altas de preços em maio, com avanço de 14,3%.

Também apresentaram elevação:

  • Feijão: 6,3%;
  • Farinha de mandioca: 4,5%;
  • Leite em pó: 2,9%;
  • Molho de tomate: 2,7%.

Entre as maiores quedas registradas na região estão os ovos (-7,8%), massas alimentícias secas (-2,9%), café (-2,7%), óleo de soja (-2,7%) e leite UHT (-2,6%), amenizando parcialmente a pressão inflacionária sobre a cesta de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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