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Projeções do USDA apontam redução nas safras de café do Brasil e Vietnã para 2023/24

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Contudo, relatórios divulgados pelos adidos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxeram informações cruciais sobre as produções de café no Brasil, Colômbia, Vietnã e Indonésia, os quatro principais produtores mundiais.

A adida agrícola do USDA em Brasília reduziu a estimativa de produção de café do Brasil na safra 2023/24 para 66,3 milhões de sacas de 60 quilos, ligeiramente abaixo dos 66,4 milhões estimados seis meses atrás. O aumento na produção de café arábica para 44,9 milhões de sacas, representando um crescimento de 12,8%, é compensado pela diminuição na produção de café robusta/conilon para 21,4 milhões de sacas, uma redução de 1,4% em relação à projeção anterior.

O USDA prevê exportações de café para o Brasil atingindo 43,85 milhões de sacas em 2023/24, em comparação com 36,145 milhões em 2022/23, e um aumento no consumo doméstico de 22,45 milhões para 22,56 milhões de sacas no mesmo período. Os estoques finais de café para a safra 2023/24 estão estimados em 4,585 milhões de sacas, comparados com 4,62 milhões em 2022/23.

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Na Colômbia, o adido do USDA projeta um aumento na produção de café para 11,5 milhões de sacas em 2023/24, representando um acréscimo de 7,5% em relação à safra anterior. As exportações colombianas de café também devem crescer, atingindo 12 milhões de sacas em 2023/24, frente a 10,7 milhões em 2022/23, embora desafios como a seca e o fenômeno El Niño possam impactar a qualidade e rendimento dos grãos.

No Vietnã, o adido do USDA em Hanoi revisou para baixo a estimativa de produção para 27,5 milhões de sacas em 2023/24, atribuindo a redução a condições climáticas adversas relacionadas às mudanças climáticas e ao El Niño. As exportações vietnamitas de café deverão diminuir de 27,740 milhões de sacas em 2022/23 para 25 milhões em 2023/24.

Já na Indonésia, a produção de café deverá cair para 9,7 milhões de sacas em 2023/24, representando uma queda de 18% em relação a 2022/23, devido a perturbações climáticas durante o desenvolvimento da cereja. O adido do USDA em Jacarta estima exportações de café da Indonésia em 5 milhões de sacas na temporada 2023/24, considerando uma demanda mais fraca e preços mais elevados do café robusta. O cenário global do café reflete a complexidade das condições climáticas e a busca constante por equilíbrio nos mercados internacionais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mais terra, crédito e tecnologia para mulheres podem ampliar produção e renda no campo

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Ampliar o acesso das mulheres à terra, ao crédito e à tecnologia pode aumentar a produção de alimentos e a renda no campo. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), eliminar as diferenças de produtividade e remuneração entre mulheres e homens nos sistemas agroalimentares elevaria o Produto Interno Bruto (PIB) mundial em aproximadamente 1% e reduziria em 45 milhões o número de pessoas em insegurança alimentar.

A estimativa dá dimensão econômica ao apelo feito pela ONU Mulheres nesta quinta-feira (15), Dia Internacional da Mulher Rural. A entidade cobrou de governos, bancos e empresas investimentos diretamente nas produtoras e a retirada de obstáculos que limitam sua participação nos negócios. A mobilização ocorre em 2026, declarado pelas Nações Unidas o Ano Internacional das Mulheres na Agricultura.

No Brasil, o Censo Agropecuário de 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou mulheres na direção de 18,7% dos estabelecimentos, ante 12,7% em 2006. Eram cerca de 947 mil unidades sob comando feminino.

A diferença aparece também no tamanho das áreas. Uma análise dos dados censitários feita pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com o IBGE e o Ministério da Agricultura, mostrou que os estabelecimentos dirigidos por mulheres somavam aproximadamente 30 milhões de hectares, apenas 8,5% da área total. O Nordeste concentrava 57% das unidades comandadas por produtoras.

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A presença feminina na gestão é maior quando se considera a administração compartilhada. Segundo o IBGE, cerca de 817 mil mulheres dividiam a direção com o cônjuge. Somadas às que apareciam como dirigentes, eram aproximadamente 1,76 milhão na condução dos estabelecimentos em 2017.

O avanço também aparece em dados recentes de trabalho. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo, com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), apontou aumento da participação relativa feminina no agronegócio no primeiro trimestre de 2026. Isso ocorreu porque a ocupação caiu menos entre as mulheres, 0,5%, do que entre os homens, 1,2%. A pesquisa abrange toda a cadeia, incluindo indústria e serviços.

No cenário mundial, a FAO identifica uma diferença de 24% na produtividade da terra entre propriedades de mesmo tamanho conduzidas por mulheres e homens. O relatório, publicado em 2023, relaciona essa distância à discriminação e ao acesso desigual a financiamento, capacitação, tecnologia e direitos sobre a terra.

Isso significa que comparar apenas o volume colhido deixa parte do problema de fora. A disponibilidade de dinheiro para comprar insumos, de equipamentos adequados e de orientação técnica interfere no resultado da lavoura. As mulheres também acumulam com maior frequência o trabalho produtivo e os cuidados domésticos não remunerados, o que reduz o tempo disponível para formação e negócios. fao.org

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A vulnerabilidade aumenta diante de secas, calor e enchentes. A FAO aponta que o acesso limitado a recursos dificulta a adaptação das famílias chefiadas por mulheres às mudanças climáticas. Investir em orientação técnica, infraestrutura e financiamento também faz parte da preparação para enfrentar perdas na produção.

recuperação de terras. A cobrança inclui proteção social e serviços que reduzam a sobrecarga de cuidados. O objetivo é permitir que a participação das mulheres na produção se traduza também em renda e poder de decisão sobre o próprio negócio.

Fonte: Pensar Agro

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