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Campanha realizada no Fórum da Capital conta com a participação de ‘cão terapeuta’

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A 25ª Semana da Justiça pela Paz em Casa, realizada no Fórum de Cuiabá, contou com a presença de um convidado inusitado durante as audiências com mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, nesta quinta-feira (23/11). Trata-se do Fred, cão da raça Golden Retrier, que faz parte do projeto-piloto do Judiciário- “JuridiCão: Patas à serviço da Justiça”. Em fase de implantação, a iniciativa visa incluir o uso de cães de assistência judiciária treinados para atuarem no ambiente do Poder Judiciário do estado de Mato Grosso e proporcionar suporte emocional, promover o bem-estar a magistrados, servidores e pessoas em situações de vulnerabilidade emocional.
 
“Tivemos a visita do cão terapeuta que veio para fazer um acolhimento humanizado para a mulher em situação de violência e também para servidores do Fórum, proporcionando mais tranquilidade e segurança para as vítimas que estão frequentando as audiências na semana da Justiça pela Paz em Casa”, ressaltou a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 1ª Vara Especializada em Violência Doméstica e Familiar e coordenadora do Centro Especializado de Atendimento às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais.
 
Conforme a psicopedagoga, especialista em comportamento animal e condutora do Fred, Cristiane Gambin, “a presença dos cães em terapia ou ambiente de trabalho, tem demonstrado ser uma valiosa ferramenta para reduzir o estresse, ansiedade e desconforto associados a situações difíceis”, pontuou.
 
Uma das vítimas de violência doméstica atendidas no Fórum da Capital, que não quis se identificar, conta que quando chegou para audiência estava muito nervosa e tensa. “Chegando aqui fui recepcionada pelo Fred, um cão maravilhoso, dócil, calmo, um amigo que me trouxe confiança e paz”, enalteceu.
 
Após a audiência, ela (a vítima) também aproveitou para participar da Feira da Oportunidade, que integra as ações da campanha estadual com serviços na área jurídica, de saúde, bem-estar e beleza. “Eu aferi minha pressão, fiz maquiagem, recebi cartilhas da Cemulher com orientações a respeito da Lei Maria da Penha, a violência de gênero, vi aqui um ambiente que acolhe à sociedade”, ressaltou.
 
Entre os parceiros da Feira, está o Hospital Municipal de Cuiabá, por meio do Espaço de Acolhimento da Mulher. “Nossa parceria acontece há algumas edições, essas mulheres vêm aqui no espaço montado no Fórum, onde a gente faz todo esse acolhimento. E a mulher já sai com agendamento para iniciar o acompanhamento psicossocial contínuo no hospital”, destacou a coordenadora do serviço, Thayssa Ferraz.
 
A campanha Justiça pela Paz em Casa é promovida pelo judiciário mato-grossense em todas as Comarcas do estado, com um esforço concentrado para dar celeridade e resolutividade aos processos que tratam de violência contra as mulheres.
#paratodosverem
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem 1: foto colorida em que uma mulher vítima de violência atendida no Fórum brinca e faz carinho no animal. Imagem 2: corredor do fórum da Capial, onde mulhes estão sentadas a espera de atendimento. O cachorro estão deitado em um tapede, ao lado do banco. Imagem 3 – foto de uma mulher recebendo o serviço de maquiagem durante a feira realizada no Fórum.
 
Eli Cristina Azevedo/ Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso “Pena Justa no Ciclo Penal” fortalece atuação humanizada no sistema penitenciário de MT

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Magistrados(as), servidores(as) e gestores(as) judiciais concluíram nos dias 29 e 30 de abril o primeiro módulo da capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal”, promovida pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso.

A formação integra a estratégia institucional voltada ao aperfeiçoamento da atuação judicial no sistema penal, com foco em práticas mais eficientes, humanizadas e alinhadas aos direitos fundamentais. Durante os dois dias de atividades presenciais, foram debatidos temas como medidas diversas da prisão, execução penal, políticas de cidadania, inspeções judiciais e atenção a populações com vulnerabilidade acrescida no ciclo penal.

O diretor da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal destacou que a Esmagis e o Poder Judiciário cumprem papel essencial na formação continuada da magistratura e no aprimoramento institucional.

“A execução penal exige uma jurisdição mais consciente e comprometida com a realidade humana do sistema prisional. A formação é o caminho para que possamos refletir sobre nossas responsabilidades e buscar alternativas que efetivamente contribuam para a recuperação das pessoas. Não basta levar ao cárcere, é preciso discutir formas verdadeiras de recuperar e reeducar. Isso exige conhecimento, consciência e responsabilidade de todos nós”, comentou

Supervisor do GMF-MT, o desembargador Orlando de Almeida Perri ressaltou que a capacitação também busca ampliar a sensibilidade dos magistrados(as) diante da realidade prisional. “É muito importante promover cursos como este para conscientizar sobre a importância do sistema prisional. Precisamos enfrentar problemas graves e depende muito das atitudes e condutas dos magistrados para que possamos promover as melhorias necessárias”.

A formadora do curso, Laryssa Angélica Copack Muniz, juíza da Vara de Execuções Penais da Comarca de Curitiba e coordenadora Adjunta do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Tribunal de Justiça do Paraná, conduziu os debates com foco na humanização da atuação judicial, no papel constitucional do sistema penal e na necessidade de construir respostas mais eficazes para a violência e a reincidência. Durante a capacitação, a magistrada abordou temas ligados à execução penal, medidas alternativas à prisão, reinserção social e o compromisso institucional de garantir direitos fundamentais também às pessoas privadas de liberdade.

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“O curso propõe uma reflexão sobre como juízes e juízas podem aperfeiçoar sua atuação criminal e na execução penal, contribuindo para reverter o estado inconstitucional reconhecido nas prisões brasileiras. Não existe sociedade sem reintegração. As pessoas privadas de liberdade retornarão ao convívio social, e cabe ao Estado criar condições para que voltem melhores do que entraram. Quando falamos em trabalho, estudo e dignidade no sistema prisional, falamos em segurança pública de verdade. Ressocializar também é proteger a sociedade”, destacou.

Participação ativa

Juiz da 3ª Vara Criminal de Sinop, Walter Tomaz da Costa avaliou que o curso trouxe reflexões importantes para o enfrentamento da superlotação carcerária.

“Mato Grosso vive uma realidade de superpopulação carcerária. O Programa Pena Justa enfatiza a ressocialização e tende a melhorar esse cenário, desde que haja sensibilização de todos os poderes envolvidos. E esta capacitação chega em um momento necessário, especialmente para comarcas que convivem diretamente com a superlotação carcerária. A formação permite que os magistrados compartilhem experiências e reflitam sobre caminhos possíveis. Em Sinop, por exemplo, a superlotação é uma realidade urgente, e precisamos de medidas que envolvam não apenas o Judiciário, mas também o Executivo”, contou

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Já a magistrada Edna Ederli Coutinho, integrante do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá e juíza cooperadora de Execução Penal, destacou a importância de enxergar o sistema penitenciário sob a perspectiva humana.

“Esses cursos são fundamentais porque trazem ao magistrado a reflexão de que a pessoa presa continua sendo um ser humano. A rotina do trabalho judicial muitas vezes nos aproxima da burocracia e nos distancia da dimensão humana do sistema prisional. Cursos como este ajudam a resgatar esse olhar. Precisamos ainda lembrar que toda pessoa privada de liberdade um dia retornará ao convívio social. Se o sistema não oferecer trabalho, estudo e condições de dignidade, a reincidência continuará afetando toda a sociedade”, ressaltou Edna Coutinho.

Formação alinhada às metas institucionais

A capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal” integra diretrizes estratégicas relacionadas ao Prêmio CNJ de Qualidade 2026/2027 e busca fortalecer a atuação de magistrados(as), assessores(as) e gestores(as) judiciais no ciclo penal, especialmente nas áreas de fiscalização das unidades prisionais, aplicação de medidas alternativas e garantia de direitos fundamentais.

O próximo módulo será ofertado no período de 11 a 15 de maio, na modalidade EAD, com foco na prevenção à tortura e na saúde mental, também sob a responsabilidade da magistrada Laryssa Muniz.

O terceiro e último módulo será promovido no dia 18 de maio de 2026 e tratará do tema “Audiência de Custódia”, tendo como formadores o juiz Marcos Faleiros da Silva e o servidor Marcos Eduardo Moreira Siqueri.

Autor: Ana Assumpção

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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