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Descredibilidade da Argentina começou com perda da independência do BC, diz Campos Neto

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A autoridade monetária ministrou palestra sobre “Melhoria do Ambiente de Negócios brasileiro: Evolução, desafios e proposições legislativas prioritárias na perspectiva do Bacen”, promovido pela Frente Parlamentar pelo Livre Mercado, no Senado Federal, em Brasília.

“Ao contrário do Brasil, na Argentina, o Banco Central pode financiar o governo, e isso é sempre muito perigoso. Principalmente, agora que ele não tem independência, porque ele é usado como instrumento”, comentou. “Isso gerou uma perda de credibilidade na parte monetária, e depois você também teve uma perda de credibilidade na parte fiscal – aí começa a desorganizar o cenário macroeconômico. Foi isso que aconteceu na Argentina” explicou. Segundo ele, os mercados não acreditavam nas metas argentinas – tanto monetária quanto fiscal.

“Houve uma erosão das bases fiscais muito grandes, porque se tentava fazer uma arrecadação com uma base que era cada vez mais decrescente e em algum momento isso se voltou contra a exportação. É um processo longo de perda de credibilidade.”

O mandatário do BC disse, ainda, que é preciso ‘entender melhor’ o que significa a proposta do presidente eleito da Argentina, Javier Milei, de acabar com o Banco Central e dolarizar a economia. Na última segunda-feira, Milei reafirmou, ainda, que entre 18 e 24 meses vai conter a inflação de seu país, na casa dos 140% anuais – duas das principais e mais polêmicas propostas de sua campanha.

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“Fechar o Banco Central é uma obrigação moral, e dolarizar (a economia) é uma maneira de nos livrarmos do Banco Central”, declarou. Milei, no entanto, propôs que a moeda adotada por seu governo “seja aquela escolhida pelos indivíduos”.

Campos Neto entende que, com a dolarização da moeda argentina, uma das funções do Banco Central deixa de existir – apenas uma.

“É óbvio que se você tem uma dolarização tem uma função do Banco Central que deixa de existir, mas o Banco Central tem um mandato de estabilidade da moeda e de estabilidade financeira, isso significa que o BC faz funções de conduta, supervisão e regulação – isso é uma função que alguém tem que fazer, porque não existe uma função financeira sem que tenha supervisão e regulação de conduta. Tem uma parte de controle de fluxos internacionais, controle de entradas e saídas, é independente da moeda, que é gerido pelo Banco Central também.”

A autoridade monetária brasileira lembrou, ainda, que embora a Europa tenha uma moeda única, continua tendo um Banco Central autônomo, assim como vários dos seus países integrantes – além do Reino Unido.

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“Então, eu não consigo ver como eliminar todas essas funções. Eu acho bem perto do impossível. Agora, existe uma exceção, porque na Argentina, o Banco Central foi em parte responsável pela degradação da moeda no sentido de ser usado como instrumento para financiar o governo de forma obscura durante muito tempo. No caso do Brasil, isso não é permitido. E no Brasil, o Banco Central tem uma autonomia. Então, eu acho que o mais importante não é acabar com o Banco Central e sim ter um Banco Central que funciona. Esse é o ponto.”, concluiu o presidente. As informações são da Agência CMA.

Fonte: Agência SAFRAS

Fonte: Portal do Agronegócio

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Café dispara nas bolsas com clima, atraso na colheita e atuação dos fundos; mercado volta a ganhar força

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O mercado internacional do café iniciou esta terça-feira (30) em forte recuperação, com expressivas altas nas bolsas de Nova York e Londres. Após as perdas registradas no fim da última semana, as cotações voltaram a subir impulsionadas por uma combinação de fatores que inclui o atraso da colheita brasileira, preocupações com a qualidade dos grãos, redução dos estoques certificados e a retomada das compras por parte dos fundos de investimento.

Na ICE Futures US, o café arábica registrava ganhos expressivos nas primeiras negociações do dia. O contrato com vencimento em setembro de 2026 avançava 1.075 pontos, sendo negociado a 288,55 cents de dólar por libra-peso. O vencimento julho/26 subia 435 pontos, para 291,10 cents/lbp, enquanto dezembro/26 apresentava valorização de 1.050 pontos, cotado a 273,90 cents/lbp.

Já na ICE Europe, em Londres, o café robusta também operava em território positivo. O contrato setembro/26 avançava 84 pontos, alcançando US$ 3.648 por tonelada. O vencimento novembro/26 subia 87 pontos, para US$ 3.597 por tonelada, enquanto apenas o contrato julho/26 registrava leve recuo, cotado a US$ 3.761 por tonelada.

Chuvas atrasam colheita e elevam preocupação com a qualidade

O principal fator de sustentação dos preços continua sendo o clima nas regiões produtoras do Brasil. As chuvas frequentes vêm dificultando o avanço da colheita da safra 2026/27, atrasando a retirada dos frutos das lavouras e comprometendo as etapas de secagem, beneficiamento e comercialização.

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Além do atraso operacional, o excesso de umidade também aumenta as preocupações quanto à qualidade dos grãos, uma variável que pode reduzir a disponibilidade de café de padrão superior no mercado internacional.

Embora as previsões indiquem melhora das condições climáticas ao longo de julho, permitindo maior ritmo na colheita, o mercado segue precificando os impactos imediatos provocados pelas precipitações nas principais regiões cafeeiras brasileiras.

Fundos de investimento ampliam volatilidade

Outro fator que voltou ao radar dos investidores é a atuação dos fundos de investimento, que vêm recompondo posições compradas após reduzirem significativamente sua exposição nas últimas semanas.

Segundo análise de mercado, o recente movimento de recuperação das cotações não pode ser explicado apenas pelas condições climáticas. A volta dos fundos às compras intensifica a volatilidade das negociações e amplia os movimentos de alta registrados nas bolsas internacionais.

Esse fluxo financeiro tem sido determinante para acelerar as oscilações diárias dos contratos futuros, principalmente em um cenário de oferta ainda cercado de incertezas.

Estoques certificados seguem em queda

O mercado também encontra suporte na redução contínua dos estoques certificados da ICE, indicador que reforça a percepção de menor disponibilidade imediata de café para entrega.

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A combinação entre estoques menores, dificuldades temporárias na colheita brasileira e maior participação dos investidores financeiros fortalece o viés altista no curto prazo.

Mercado mantém expectativa de grande safra brasileira

Apesar da recuperação das cotações, os analistas seguem avaliando que o cenário de médio prazo poderá ser mais equilibrado.

A expectativa permanece de que o Brasil confirme uma safra volumosa em 2026/27, o que tende a ampliar a oferta global nos próximos meses. Dessa forma, embora os fatores climáticos sustentem os preços no curto prazo, a evolução da colheita e a chegada efetiva do café ao mercado continuarão determinando o comportamento das cotações nas próximas semanas.

Na sessão anterior, encerrada na segunda-feira (29), o contrato setembro/2026 do café arábica fechou cotado a 277,80 cents de dólar por libra-peso, com alta de 4,60 centavos, equivalente a 1,7%. Já o vencimento dezembro/2026 encerrou a 263,40 cents/lbp, acumulando valorização de 0,9%, reforçando o movimento positivo que ganhou intensidade na abertura desta terça-feira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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