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Avanços científicos revelam a importância imprescindível da saúde intestinal dos animais

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O quinto Simpósio Anual de Saúde Intestinal, promovido pela Kemin, fabricante global de soluções nutricionais, reuniu especialistas da indústria em New Orleans, Estados Unidos. O evento contou com apresentações de renomados profissionais das áreas avícola, suína, bovina de corte e leite e equina, abordando temas cruciais que apoiam a saúde intestinal e fornecem uma visão holística da indústria.

Com foco em tendências de consumo relacionadas à sustentabilidade, bem-estar animal, qualidade da água, inflamação, integridade do intestino e outros tópicos relevantes, o Simpósio destacou a importância da saúde intestinal nos animais de produção.

Segundo João Ronchesel, Gerente de Produtos de Ruminantes da Kemin, a empresa investe há décadas em pesquisas, análises e eventos sobre saúde intestinal, porque acredita que esse tema é cada vez mais importante e veio para ficar. “É fundamental considerar tanto o rúmen quanto o intestino na nutrição dos animais. No passado, o foco era principalmente no rúmen, pois o intestino sempre foi visto como um local de absorção. No entanto, pesquisas recentes mostram que mais de 70% das células de defesa do organismo, especialmente em ruminantes, estão localizadas no intestino”, explicou.

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João detalha que além de absorver nutrientes, minerais, vitaminas e água, o intestino desempenha um papel crucial na proteção do organismo contra patógenos e substâncias tóxicas. “A parede do intestino é formada por uma camada simples de células e muco, que juntos atuarão como uma barreira permitindo a entrada do que é desejado e eliminando o que é prejudicial, excretado nas fezes”, disse Ronchesel.

Entre os palestrantes e tópicos em destaque no Simpósio, estão:

  • David Fikes: Tendências de consumo relacionadas à sustentabilidade, bem-estar animal e resistência antimicrobiana – The Food Industry Association.
  • Dra. Jennifer Walker: Bem-Estar Animal – Danone América do Norte.
  • Susan Watkins: Qualidade da Água e Biofilme – Universidade do Arkansas.
  • Nadia Everaert: Microbioma e otimização da saúde intestinal – KU Leuven.
  • Ryan Arsenault: Imunidade e Saúde Intestinal – Universidade de Delaware.
  • Dra. Jessica Leatherwood: Inflamação e Intestino Permeável – Universidade Estadual de Tarleton.

Para aqueles que não puderam participar do evento, a Kemin disponibilizou o acesso a esse rico conteúdo através do link:

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Através de pesquisas contínuas e um portfólio abrangente de ingredientes nutricionais de alta qualidade, baseados na ciência, a plataforma Kemin Intestinal Health mantém seu compromisso de fornecer soluções ecologicamente responsáveis para fortalecer a imunidade, a integridade intestinal e o equilíbrio da microbiota dos animais de produção. A empresa reafirma seu compromisso em promover a saúde intestinal como um pilar essencial para o bem-estar e o desempenho dos animais.

Fonte: Kemin Industries

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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