AGRONEGÓCIO

Ferramenta que monitora 4 milhões de animais pelo mundo chega ao Brasil

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Monitorar o rebanho 24 horas por dia e em tempo real, detectando doenças, identificando sinais vitais e o melhor momento para inseminar já é possível, graças à tecnologia. O recém-lançado Alta COW WATCH, da líder em melhoramento genético Alta, chegou há pouco ao Brasil e tem como missão proporcionar mais lucros e produtividade ao produtor rural, utilizando para isso monitoramento remoto.

Já utilizado em quatro milhões de animais fora do Brasil, esse monitoramento é feito por meio de um colar (que conta com um sensor acoplado) que é colocado no pescoço da vaca, e que detecta todos os seus movimentos e atividades. O Alta COW WATCH emite alertas para o produtor rural quando há alterações de comportamento. “Esses avisos podem ser de saúde, quando, por exemplo, a vaca não está comendo normalmente ou quando está com grande inatividade. E há os avisos relacionados ao cio, ou seja, quando o animal está no melhor momento para inseminação”, explica o Gerente Técnico de Leite da Alta, Tiago Ferreira.

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Ferreira também comenta sobre a importância dessa tecnologia para o aumento de lucros do produtor e para o bem-estar do animal. “Fazer a gestão de rebanhos utilizando papel, caneta e planilhas eletrônicas significa perda de produtividade, de competitividade e de ganhos. O Alta COW WATCH é muito simples de usar e representa os olhos do dono 24 horas por dia, monitorando as vacas todo o tempo, auxiliando na tomada de decisões e revolucionando o gerenciamento do rebanho”, afirma.

Ainda segundo Ferreira, o produto é capaz de eliminar altos custos com doenças que periodicamente podem afligir os animais, trazendo alertas preventivos. Todos os dados capturados pelo sensor de movimento podem ser encaminhados para smartphones (celulares), computadores ou tablets, de acordo com a opção do produtor rural.

Fonte: Alta

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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