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Brasil abastece com café os concorrentes Vietnã e Indonésia

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Problemas climáticos nas safras de café de importantes produtores globais estão fazendo com que concorrentes históricos busquem socorro no Brasil. Em outubro, a Indonésia elevou em 99% as importações de café brasileiro em relação ao mesmo mês do ano passado, para 66,1 mil sacas.

Até mesmo o Vietnã, segundo maior produtor global, também recorreu ao Brasil no mês passado. O país asiático comprou pouco mais de 6 mil sacas e, no acumulado do ano, já adquiriu 140,3 mil sacas do produto brasileiro. De janeiro a outubro do ano passado, as importações vietnamitas foram de modestas 20 mil sacas.

Os volumes são pequenos quando comparados aos maiores clientes do Brasil, mas não deixam de ser simbólicos. Os dados constam do relatório estatístico do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Com dificuldade no abastecimento, muitos importadores têm recorrido ao Brasil. Outubro foi o melhor mês do ano para as exportações brasileiras de café. Foram embarcadas 4,35 milhões de sacas, 21,8% a mais que um ano antes e maior volume mensal desde dezembro de 2020.

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“Problemas nas safras de importantes produtores vêm direcionando os compradores para nossas canéforas, que seguem muito competitivas no mercado global. O próprio Vietnã e a Indonésia estão buscando nossos cafés, com as exportações a esses países avançando 565,3% e 123,2%, respectivamente, no acumulado de janeiro a outubro deste ano”, disse Márcio Ferreira, presidente do Cecafé.

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Desempenho mensal dos embarques de café do Brasil

Outubro revelou outra curiosidade. Historicamente, Estados Unidos e Alemanha dividem as primeiras posições como principais destinos do café brasileiro. No mês passado, os alemães importaram 610,87 mil sacas de café do Brasil, enquanto os americanos adquiriram 598,72 mil sacas.

Foi a primeira vez desde setembro do ano passado que a Alemanha superou os EUA nas compras mensais. Apesar do desempenho de outubro, no acumulado do ano as vendas para o país europeu somaram 3,74 milhões de sacas. Já os embarques para o mercado americano chegaram a 4,96 milhões de sacas entre janeiro e outubro de 2023.

Fonte: InfoMoney

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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