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Selo de “Vacas Felizes” é Lançado no Principal Evento da Indústria de Leite no Brasil

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O Dairy Vision 2023, sediado em Campinas nestes dias 7 e 8 de novembro de 2023 e organizado pela MilkPoint Ventures, foi o palco escolhido pela COWMED para lançar uma iniciativa pioneira na pecuária leiteira: o Selo de Bem-Estar Animal, conhecido informalmente como “Selo de Vacas Felizes”. Este selo simboliza um avanço nas práticas de bem-estar dos animais usando monitoramento em tempo real e inteligência artificial. Além disso, responde a uma tendência de mercado que valoriza atividades produtivas éticas tal como acontece pelo mundo desde a década de 90 quando surgiu o movimento das “Galinhas Felizes” que lançou luz sobre a produção de ovos naquele momento.

Thiago Martins, CEO da COWMED, apresentou o selo durante uma palestra no final da tarde desta terça-feira (7) no evento da MilkPoint Ventures, enfatizando a importância do bem-estar animal na qualidade do leite. A adoção do monitoramento em tempo real com o uso de inteligência artificial pelas fazendas leiteiras sinaliza uma produção responsável e uma gestão preocupada com a saúde e a felicidade das vacas, aspectos que têm um impacto direto na qualidade do produto final.

A iniciativa da COWMED ocorre em um contexto onde a produção de leite no Brasil segue em crescimento, com mais de 34,6 bilhões de litros produzidos em 2022, conforme dados oficiais do Ministério da Agricultura. O lançamento aponta ao mercado uma necessidade das indústrias apresentarem um diferencial estratégico para se destacarem em um mercado cada vez mais competitivo e consciente da necessidade de alimentos produzidos com bem-estar animal.

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Inovação Tecnológica na Pecuária

O lançamento do Selo de Vacas Felizes é consequência do sucesso da tecnologia VIC (Intérprete Virtual de Vacas, na sigla em inglês), desenvolvida pela COWMED desde 2021, e que inovou ao oferecer insights e fornecer sugestões para resolver problemas detectados durante o monitoramento em tempo real do rebanho. Essa tecnologia permite a detecção precoce de doenças e a otimização do bem-estar animal, resultando em aumento da produtividade e melhoria na qualidade do leite.

“A COWMED está posicionada para liderar a transformação digital na pecuária leiteira no Brasil. O selo que lançamos durante a Dairy Vision não apenas prova o sucesso da aplicação prática dessa tecnologia, mas também a consolidação de um modelo de negócio que integra inovação e responsabilidade social”, afirma Martins.

Responsabilidade Socioambiental

O Selo de Bem-Estar Animal reflete um crescente movimento global em direção à responsabilidade socioambiental na cadeia produtiva de alimentos. Ele está alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, promovendo práticas que respeitam o meio ambiente e o bem-estar dos animais.

Com a introdução do selo, a COWMED quer se firmar como empresa do agronegócio que não apenas respeita as diretrizes ambientais e sociais, mas também as utiliza como alicerce para a inovação. Isso se traduz em uma maior transparência para os consumidores e um valor agregado para indústria e produtores.

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A preocupação com a redução do uso de antibióticos e a diminuição da emissão de gases de efeito estufa são pontos destacados pela COWMED como benefícios diretos das práticas de bem-estar animal, reafirmando o compromisso da empresa com uma pecuária leiteira sustentável e responsável.

Mercado e Consumidor

A ideia que levou a este lançamento durante o Dairy Vision 2023 teve como origem a percepção da liderança e colaboradores da COWMED de que atuam em um mercado que tem demonstrado uma consciência crescente sobre a origem dos alimentos. O monitoramento do bem-estar animal é uma resposta direta a essa demanda, permitindo aos consumidores fazer escolhas mais informadas, conscientes e éticas.

A iniciativa também vem em um momento oportuno, considerando o cenário econômico brasileiro, onde o setor leiteiro desempenha um papel crucial. A garantia de bem-estar animal tem se mostrado um fator diferenciador importante para os produtores no momento de comercializar seus produtos.

Ao fornecer informações que refletem um cuidado genuíno com a qualidade de vida dos animais, a COWMED oferece não apenas um produto, mas uma história.

Fonte: Nobre Press

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Eficiência do fósforo na agricultura depende de manejo integrado e avanço de soluções biológicas, aponta pesquisa da Embrapa

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Eficiência do fósforo segue como desafio central na agricultura tropical

A baixa eficiência no uso do fósforo continua sendo um dos principais gargalos da agricultura brasileira, especialmente em solos tropicais altamente intemperizados. Mesmo com a aplicação de fertilizantes fosfatados, grande parte do nutriente é rapidamente fixada no solo, tornando-se indisponível para as plantas.

Esse cenário será tema de destaque no Summit de Nutrição Vegetal Inteligente, promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia para Produção Vegetal (Abisolo), que acontece nos dias 9 e 10 de junho, no Pecege, em Piracicaba (SP).

Solubilização biológica do fósforo ganha destaque em evento técnico

No dia 9 de junho, às 10h, a pesquisadora da Embrapa, Christiane Abreu de Oliveira Paiva, apresentará a palestra “Inoculantes para fósforo: solubilizadores de fosfato e promotores de crescimento vegetal”, com foco nos mecanismos biológicos que ampliam a disponibilidade do nutriente no solo.

Segundo a pesquisadora, a limitação do fósforo no Brasil está diretamente ligada à química dos solos tropicais.

“Em muitos casos, de 100 kg de fertilizante fosfatado aplicado, apenas cerca de 20% são efetivamente aproveitados pelas plantas”, explica.

Microrganismos aumentam disponibilidade de fósforo no solo

A pesquisa destaca o papel de microrganismos solubilizadores, como bactérias e fungos, que atuam liberando fósforo retido no solo por meio de processos biológicos.

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Entre os principais mecanismos estão:

  • Produção de ácidos orgânicos
  • Liberação de enzimas específicas
  • Mobilização do fósforo na rizosfera

Esses processos aumentam a disponibilidade do nutriente na região das raízes, favorecendo sua absorção pelas plantas.

Pesquisa de 20 anos resultou em inoculante brasileiro

Durante a palestra, Christiane também apresentará resultados de uma linha de pesquisa desenvolvida ao longo de cerca de duas décadas, que culminou no lançamento do primeiro inoculante brasileiro para solubilização biológica de fósforo, em 2019.

A tecnologia já foi testada em diferentes regiões do país e apresentou ganhos consistentes de produtividade, como:

  • Mais de 13 sacas por hectare no milho
  • De 4 a 5 sacas por hectare na soja
  • Aumento superior a 15% na cana-de-açúcar
  • Maior eficiência na absorção de fósforo pelas plantas
Dependência de fertilizantes importados reforça importância da eficiência

Outro ponto de destaque é a forte dependência do Brasil em relação ao fósforo importado. Atualmente, mais de 80% do insumo utilizado no país vem do exterior, o que torna o setor vulnerável a variações geopolíticas e logísticas.

Nesse contexto, os inoculantes surgem como ferramenta estratégica para aumentar a eficiência do fertilizante já aplicado, reduzindo perdas e melhorando o aproveitamento nutricional pelas culturas.

Mercado de biológicos cresce e tecnologias brasileiras ganham espaço global

O mercado de soluções biológicas voltadas ao fósforo já conta com mais de dez produtos disponíveis no Brasil. Além disso, tecnologias desenvolvidas no país vêm ganhando espaço internacional, sendo utilizadas em regiões da Europa, América do Norte, América do Sul e África.

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Apesar do avanço, especialistas reforçam que essas soluções não substituem a adubação convencional.

Uso de inoculantes exige manejo integrado no sistema produtivo

Segundo a pesquisadora, o desempenho dos inoculantes depende diretamente das condições do solo, da cultura e das práticas de manejo adotadas na propriedade.

“O desempenho dessas tecnologias depende de fatores como tipo de solo, cultura, condições ambientais e práticas de manejo. É fundamental integrá-las com adubação equilibrada, plantio direto e aumento da matéria orgânica”, destaca Christiane.

Abisolo reforça importância da integração de tecnologias

Para o presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo, Roberto Levrero, o tema reflete um desafio estrutural da agricultura brasileira.

“A baixa eficiência do fósforo nos solos tropicais é uma questão estrutural. Tecnologias como os inoculantes contribuem para melhorar o aproveitamento desse nutriente, mas devem ser usadas de forma integrada ao sistema produtivo”, afirma.

O avanço das soluções biológicas para fósforo representa um importante passo para a agricultura tropical, mas especialistas reforçam que o ganho real de eficiência depende da integração entre tecnologias, manejo adequado do solo e estratégias nutricionais equilibradas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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