AGRONEGÓCIO

Inovação como pilar para a Sustentabilidade, com ferramentas tecnológicas e Inteligência Artificial, é tema de palestra durante o AgroBIT Brasil 2023

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Evento anual com foco em inovação em toda a cadeia do agronegócio, o AgroBIT Brasil realizou mais uma edição, que reuniu nesta semana, em Londrina (PR), produtores, cooperativas, pesquisadores, startups, investidores e representantes da agroindústria, entre outros membros do ecossistema de inovação agro. Como uma das empresas mais inovadoras do agro no País, a ADAMA, companhia integrante de uma das maiores holdings do agronegócio global, participou do encontro, por meio de seu head de Inovação e Sustentabilidade, Roberson Marczak, que apresentou a palestra A Inovação como pilar para a Sustentabilidade.

Durante sua palestra, Marczak falou do cenário dos últimos anos e como as ferramentas digitais criadas por gigantes do agro ganharam os holofotes no campo, pois “trouxeram ganhos consideráveis em produtividade, rentabilidade e economia de tempo, ou seja, sustentabilidade”, como afirma. Por exemplo, com o uso de drones de pulverização, foi constatada uma redução de 40% do tempo de aplicação em lavouras de café de montanhas e pastagens, de acordo com Marczak. Estão nessa lista também outras ferramentas que trazem ganhos e sustentabilidade no campo, como o monitoramento de lavouras com sistema de armadilhas eletrônicas, que disponibilizam dados para que os agricultores possam tomar a melhor decisão para as operações de plantio, colheita e aplicação de defensivos. Há também rede de estações meteorológicas, bem conhecida nas propriedades rurais em todas as regiões do Brasil por seu alto grau de acuracidade.

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Entre as top 5 empresas mais inovadoras do agro há pelo menos oito anos consecutivos, segundo rankings nacionais de inovação, a ADAMA tem a inovação como um de seus pilares estratégicos, investe anualmente 1,3% do faturamento no País em P&D, e, para esta safra, que se iniciou em setembro, trouxe ao mercado mais uma solução tecnológica, ADAMA Darwin. O objetivo com a plataforma de gestão agronômica, lançada após dois anos de testes em campo com 40 usuários-chave, é possibilitar o planejamento e a execução de todas as operações de campo, do plantio à colheita.

Fonte: ADAMA

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Colheita da safra de verão avança com desafios de preços e clima; especialistas alertam para seguro e gestão de perdas

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O avanço da colheita das lavouras de verão no Brasil ocorre em um cenário de produtividade variável e preços pressionados, exigindo atenção redobrada dos produtores rurais. Diante das incertezas climáticas e financeiras, especialistas reforçam a importância de documentar perdas e adotar medidas para resguardar direitos.

Produtividade varia entre culturas e regiões

No caso do arroz, a produtividade tem sido considerada satisfatória em diversas regiões produtoras. No entanto, os preços permanecem abaixo do custo de produção, comprometendo a rentabilidade.

Já a soja apresenta bom potencial produtivo na maior parte do país, embora enfrente impactos pontuais causados pela irregularidade das chuvas, especialmente em áreas afetadas por estiagens.

Riscos climáticos e oscilações afetam atividade rural

Segundo o advogado Frederico Buss, da HBS Advogados, a atividade rural está sujeita a uma série de riscos, como variações climáticas, oscilações de mercado e mudanças cambiais.

Em estados como o Rio Grande do Sul, eventos climáticos extremos, como estiagens e excesso de chuvas, têm provocado perdas expressivas nas últimas safras, especialmente em culturas como soja e milho.

Documentação é essencial para comprovar perdas

Um dos principais desafios enfrentados pelos produtores é a dificuldade para renegociar ou prorrogar contratos de crédito devido à ausência de documentação adequada que comprove os prejuízos.

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De acordo com Buss, em casos de redução de produtividade causada por fatores climáticos, é fundamental a elaboração de um laudo técnico por profissional habilitado, com anotação de responsabilidade técnica, que permita quantificar e justificar as perdas.

Vistorias realizadas por instituições financeiras também podem ser utilizadas como comprovação. No entanto, decretos municipais de emergência ou calamidade não substituem a necessidade de comprovação individual.

Seguro agrícola exige comunicação imediata

Outro ponto de atenção é o acionamento do seguro agrícola. Em caso de sinistro, o produtor deve comunicar imediatamente a seguradora, preferencialmente antes do início da colheita, e aguardar autorização para dar continuidade aos trabalhos.

Durante as vistorias, a recomendação é contar com acompanhamento técnico. Além disso, o produtor deve ler atentamente o laudo antes de assiná-lo e, em caso de discordância, registrar formalmente sua posição.

Mesmo quando há cobertura securitária, a elaboração de laudo agronômico próprio e a organização de documentos que comprovem os investimentos na lavoura continuam sendo medidas essenciais.

Registros podem garantir direitos e facilitar renegociação

A organização de documentos pode ser decisiva em disputas administrativas ou judiciais. Com base nesses registros, o produtor pode avaliar a viabilidade de renegociar ou prorrogar compromissos financeiros.

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O Manual de Crédito Rural prevê a possibilidade de prorrogação de dívidas em casos de perdas comprovadas, sem incidência de juros ou multas, desde que a solicitação seja formalizada antes do vencimento.

Orientação jurídica é recomendada em contratos fora do crédito rural

Para contratos que não fazem parte do sistema de crédito rural, a recomendação segue a mesma linha. Em situações de dificuldade de pagamento, o produtor deve buscar orientação jurídica e iniciar negociações de forma preventiva, antes que o caso evolua para disputas judiciais.

Diante de um cenário desafiador, a adoção de boas práticas de gestão, documentação e planejamento financeiro se torna fundamental para minimizar riscos e garantir a sustentabilidade da atividade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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