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Escola estadual faz campanha de arrecadação para ajudar famílias atendidas por Vara de Várzea Grande

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Uma campanha solidária promovida pela Escola Estadual Dom Bosco, localizada no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, possibilitou à Vara da Infância e Juventude daquela comarca ajudar ainda mais as famílias atendidas nos processos que lá tramitam, por meio da doação de centenas de itens de alimentos não perecíveis e produtos de higiene pessoal e de limpeza.
 
A iniciativa partiu da diretora da unidade escolar, Margarete Nogueira, que já conhecia o trabalho realizado pela equipe psicossocial da vara e decidiu acrescentar nas Olimpíadas Escolares a pontuação para a turma que arrecadasse a maior quantidade de produtos, que foram entregues à equipe da Vara e já começaram a ser entregues às famílias.
 
“A gente faz essa campanha desde 2022 e neste ano incluímos material de higiene pessoal. E foi lindo! Foi emocionante! As crianças se envolveram, as famílias se envolveram, os professores se envolveram e o resultado é a prova de que as nossas crianças são capazes e que eles só precisam de um incentivo. É um aprendizado perceber o quanto eles são capazes. Solidariedade é algo que nos constrói enquanto seres humanos, então, precisa fazer parte do nosso dia-a-dia. E as nossas crianças são formadas também na escola, então, é uma lição pra vida, que eu acho que eles nunca vão esquecer. E a gente só tem a agradecer. Estou muito feliz!”, afirma Margarete.
 
Uma das alunas que mais agitou a comunidade em busca de doações foi Kyara de Freitas, do 6º ano E, turma que saiu vencedora da competição escolar. “A gente saiu pedindo de porta em porta. Foi bem legal! A gente aproveitou e se divertiu com todo mundo e foi bom porque a gente aprendeu a doar para quem passa necessidade, a gente aprendeu a pensar no próximo”, relata a garota.
 
O aluno Adrian Gomes, do 6º ano D, conta que também aprendeu muito com a campanha solidária. “Eu aprendi que eu devo ajudar as pessoas e foi muito legal participar dessa gincana. Foi muito legal! A gente saiu quando terminou a aula, todo mundo correu pra ver se a gente estava na frente e foi um dia marcante. Muitas pessoas estão precisando então eu fico muito feliz em ajudar o próximo”.
 
A assistente social na Vara da Infância e Juventude de Várzea Grande, Mariceli Bustamente, afirma que presenciou a felicidade dos estudantes da Escola Estadual Dom Bosco em fazer o bem. “Dava pra ver a alegria deles no dia em que nós fomos buscar os alimentos. A satisfação de se colocar no lugar do outro, saber que o outro está precisando e você pode ajudar de alguma forma. Foi uma iniciativa muito boa e fico feliz de ver eles participando”, comenta.
 
A servidora explica que a doação de cestas básicas não faz parte da rotina de trabalho na Vara da Infância e Juventude, mas que a parceria da comunidade escolar foi bem-vinda e vai ajudar dezenas de famílias acompanhadas pelo Judiciário. “O atendimento psicossocial é feito quando o juiz solicita. Nós vamos até a casa da família regularmente, verificamos a situação tanto da criança, como da família, que vivem em situação de vulnerabilidade social, verificamos se a criança está sendo acompanhada pelo CRAS, pelo Conselho Tutelar, se está sendo eficaz esse acompanhamento porque a criança precisa de um lar acolhedor, onde seja protegida. Então acompanhamos essas crianças e adolescentes pelo tempo determinado pelo juiz, até elas completarem 18 anos”, explica.
 
Dentre as pessoas atendidas pela Vara da Infância e Juventude e contempladas com a doação de cesta básica está a diarista Benedita*, que há pouco tempo obteve a guarda de um neto e uma neta menores e está sendo acompanhada pelas psicólogas e assistentes sociais do Poder Judiciário. “Pra mim tem sido muito bom! Tem me ajudado bastante e ajudado sobre as crianças também. Eu passei pela psicóloga, a gente conversou muito. O atendimento é muito bom! Elas que me estenderam a mão”, avalia.
 
Em relação à doação de alimentos, ela registrou sua gratidão. “A gente estava passando aperto. Agradeço muito a Deus e a eles por esse presente de Deus porque com duas crianças, fazendo diária, tem dias que tem como ir e tem dias que não tem como ir porque não tenho com quem deixar eles. Então essa doação vai me ajudar muito”, afirma.
 
*Nome fictício para resguardar os menores
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Mesa repleta de alimentos não perecíveis e produtos de higiene e limpeza expostos no pátio da Escola Estadual Dom Bosco. Atrás da mesa, alunos, diretora, coordenadora, professor e servidoras da Vara da Infância e Juventude de Várzea Grande posam, sorrindo, para a foto. Foto 2: Estudante Kyara de Freitas concede entrevista à TV.Jus no pátio de sua escola. Ela é uma menina de 11 anos, de pele clara, cabelo castanho, comprido e preso, olhos escuros, usando o uniforme azul escuro. Foto 3: Diretora escolar, Margarete Nogueira, concede entrevista à TV.Jus. Ela é uma senhora branca, loira, de olhos azuis, usando vestido listrado preto e branco, brincos de argola dourados. Atrás dela, no pátio da escola, há um grupo de alunos. Foto 4: Assistente social e psicóloga da Vara da Infância e Juventude de Várzea Grande entregam sacolão para senhora , no portão da casa dela.
 
Celly Silva/ Fotos: Maycon Xavier e Anderson Lobão
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

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A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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