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Clima impacta evolução da safra de arroz

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Os produtores de arroz no Rio Grande do Sul enfrentam desafios climáticos que impactam o andamento da safra, revela levantamento do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

De acordo com dados da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural do Irga, até o momento, os produtores gaúchos semearam 649.546 hectares, correspondendo a 71,98% da área estimada de 902.424 hectares. A diretora técnica do Irga, Flávia Tomita, destaca que, no mesmo período do ano passado, o levantamento apontava para 84,87% das áreas de arroz irrigado semeado no RS. “A semeadura segue em ritmo mais lento por causa das chuvas, diminuindo as janelas de semeadura. A Zona Sul, regional orizícola, teve boas janelas em outubro, o que não ocorreu nas demais regiões. A Região Central, a menor área semeada, neste mesmo período do ano passado já atingia 53,79% da área semeada. A previsão do tempo nos próximos dias indica tempo instável até o dia 18 de novembro, com a possibilidade de abertura de janelas maiores de tempo seco nas duas últimas semanas de novembro,” acrescenta Flávia Tomita.

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Confira a evolução nas regionais:

  • Zona Sul: 144.739 ha (96,50% de 149.989 ha previstos)
  • Planície Costeira Interna: 109.325 ha (83,40% de 131.080 ha previstos)
  • Campanha: 96.525 ha (75,12% de 128.500 ha previstos)
  • Fronteira Oeste: 199.088 ha (73,93% de 269.305 ha previstos)
  • Planície Costeira Externa: 56.855 ha (55,54% de 102.367 ha previstos)
  • Central: 43.014 ha (35,50% de 121.183 ha previstos)

Fonte: IRGA

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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