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Quase 600 empresas da América Latina e do Caribe geraram intenções de negócios de cerca de US$24 milhões em um evento virtual

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Com a participação de 589 empresas de diferentes países da América Latina e do Caribe, foi realizada a oitava edição da Roda Virtual de Negócios de Cadeias Agroalimentares, que registrou intenções de negócios de US$23,8 milhões.

No evento virtual, empresas compradoras e vendedoras mantiveram reuniões de negócios e realizaram networking; com a participação de 315 empresas centro-americanas, 200 sul-americanas e 74 da América do Norte e do Caribe.

Assim como nas edições anteriores, o evento foi realizado graças à estreita colaboração entre o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a Secretaria Executiva do Conselho Agropecuário Centro-Americano (SE-CAC) e a Secretaria de Integração Econômica Centro-Americana (SIECA); que desde 2020 organizam as Rodas de Negócios para oferecer espaços de promoção comercial que fortalecem o setor agroalimentar regional.

Nessa ocasião, encontraram-se empresas compradoras e vendedoras de todos os portes, provenientes da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai, Trinidad e Tobago e Venezuela.

Por meio do desenvolvimento de suas próprias agendas, as empresas ampliaram seu networking, facilitando a oportunidade de fazer negócios e diversificar seus mercados.

Os produtos mais ofertados na roda foram frutas e vegetais, seguidos pelo café e cacau, preparados alimentícios, mel, bebidas à base de sucos naturais e molhos e temperos, entre outros.

Os serviços com maior representação foram a assessoria aduaneira e o comércio exterior, além de transporte e logística, sendo os produtos e serviços mais demandados frutas e vegetais, insumos e máquinas e equipamentos.

Destaca-se que 36% das empresas participantes são lideradas por mulheres, além de 41% ser gerenciadas ou de propriedade de pessoas com menos de 40 anos.

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Desde 2020, por meio de oito edições das Rodas Virtuais de Negócios, somou-se a participação de 4.421 empresas de diferentes países latino-americanos e foi alcançado o desenvolvimento de agendas de negócios com um balanço de US$197,7 milhões em intenção de negócios.

Edith Flores de Molina, Diretora do Centro de Estudos para a Integração Econômica (CEIE) da SIECA, disse: “Para a SIECA é muito importante unir esforços e se associar com instituições como o IICA, a FAO e a SE-CAC, as quais, assim como a SIECA, estão comprometidas com o desenvolvimento e a promoção do setor agroalimentar, fortalecendo as capacidades das empresas produtoras, comercializadoras e prestadoras de serviços para o setor; além de gerar espaços de promoção comercial. Temos comprovado que desenvolver reuniões de negócios de forma virtual contribui para facilitar o comércio, oferecendo grandes oportunidades para fazer negócios e networking entre empresas localizadas em diferentes países, pelo que continuaremos trabalhando em propiciar esse tipo de atividades e projetos destinados a contribuir para o desenvolvimento da população e o posicionamento de nossos produtos e serviços nos mercados internacionais”.

Daniel Rodríguez, Gerente do Programa de Comércio Internacional e Integração Regional do IICA, manifestou que as rodas de negócios das cadeias agroalimentares da América Latina e do Caribe se tornaram um ponto de encontro para estreitar os laços comerciais entre os países da região.

“Nessa edição, contou-se com a participação de mais de 19 países, representando todas as regiões da América Latina e do Caribe. Esperamos que essa ampla diversidade de destinos favoreça as empresas e organizações de produtores a consolidar e diversificar sua presença nos mercados regionais, contribuindo assim para fortalecer o comércio intrarregional e a segurança alimentar e nutricional de nossas nações”, comentou.

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Pablo Rabczuk, oficial de Sistemas Agroalimentares e Comércio da FAO, indicou a importância das Rodas Virtuais de Negócios das Cadeias Agroalimentares como plataformas comerciais que aproximam compradores e vendedores da América Latina e do Caribe, dado que contribuem para o fortalecimento e a diversificação dos mercados de exportação de empresas e organizações da agricultura familiar na região.

Além disso, destacou o compromisso da FAO para promover a resiliência do setor agroalimentar, bem como a inclusão: “A participação das empresas de agricultura familiar nas Rodas Virtuais de Comércio aumentou 15% em relação ao ano passado, da mesma forma que as empresas latino-americanas dirigidas por jovens, que mostraram um aumento constante. Essas ações indubitavelmente contribuem para a transformação dos sistemas agroalimentares”, disse.

Lucrecia Rodriguez, Secretária Executiva do CAC, destacou que as Rodas Virtuais de Negócios das Cadeias Agroalimentares são um ponto de encontro que permite às PME e organizações da agricultura familiar estabelecer contatos comerciais com potenciais parceiros estratégicos, clientes ou fornecedores e conhecer os processos de facilitação do comércio; tudo isso a um clique para diversificar e ampliar sua presença em outros mercados regionais ou internacionais.

Assim, as entidades que trabalham em conjunto promovem o desenvolvimento de redes de negócios do setor agroalimentar da América Latina e do Caribe e, ao mesmo tempo, a digitalização das atividades de promoção comercial.

Fonte: IICA

Fonte: Portal do Agronegócio

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Eficiência do fósforo na agricultura depende de manejo integrado e avanço de soluções biológicas, aponta pesquisa da Embrapa

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Eficiência do fósforo segue como desafio central na agricultura tropical

A baixa eficiência no uso do fósforo continua sendo um dos principais gargalos da agricultura brasileira, especialmente em solos tropicais altamente intemperizados. Mesmo com a aplicação de fertilizantes fosfatados, grande parte do nutriente é rapidamente fixada no solo, tornando-se indisponível para as plantas.

Esse cenário será tema de destaque no Summit de Nutrição Vegetal Inteligente, promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia para Produção Vegetal (Abisolo), que acontece nos dias 9 e 10 de junho, no Pecege, em Piracicaba (SP).

Solubilização biológica do fósforo ganha destaque em evento técnico

No dia 9 de junho, às 10h, a pesquisadora da Embrapa, Christiane Abreu de Oliveira Paiva, apresentará a palestra “Inoculantes para fósforo: solubilizadores de fosfato e promotores de crescimento vegetal”, com foco nos mecanismos biológicos que ampliam a disponibilidade do nutriente no solo.

Segundo a pesquisadora, a limitação do fósforo no Brasil está diretamente ligada à química dos solos tropicais.

“Em muitos casos, de 100 kg de fertilizante fosfatado aplicado, apenas cerca de 20% são efetivamente aproveitados pelas plantas”, explica.

Microrganismos aumentam disponibilidade de fósforo no solo

A pesquisa destaca o papel de microrganismos solubilizadores, como bactérias e fungos, que atuam liberando fósforo retido no solo por meio de processos biológicos.

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Entre os principais mecanismos estão:

  • Produção de ácidos orgânicos
  • Liberação de enzimas específicas
  • Mobilização do fósforo na rizosfera

Esses processos aumentam a disponibilidade do nutriente na região das raízes, favorecendo sua absorção pelas plantas.

Pesquisa de 20 anos resultou em inoculante brasileiro

Durante a palestra, Christiane também apresentará resultados de uma linha de pesquisa desenvolvida ao longo de cerca de duas décadas, que culminou no lançamento do primeiro inoculante brasileiro para solubilização biológica de fósforo, em 2019.

A tecnologia já foi testada em diferentes regiões do país e apresentou ganhos consistentes de produtividade, como:

  • Mais de 13 sacas por hectare no milho
  • De 4 a 5 sacas por hectare na soja
  • Aumento superior a 15% na cana-de-açúcar
  • Maior eficiência na absorção de fósforo pelas plantas
Dependência de fertilizantes importados reforça importância da eficiência

Outro ponto de destaque é a forte dependência do Brasil em relação ao fósforo importado. Atualmente, mais de 80% do insumo utilizado no país vem do exterior, o que torna o setor vulnerável a variações geopolíticas e logísticas.

Nesse contexto, os inoculantes surgem como ferramenta estratégica para aumentar a eficiência do fertilizante já aplicado, reduzindo perdas e melhorando o aproveitamento nutricional pelas culturas.

Mercado de biológicos cresce e tecnologias brasileiras ganham espaço global

O mercado de soluções biológicas voltadas ao fósforo já conta com mais de dez produtos disponíveis no Brasil. Além disso, tecnologias desenvolvidas no país vêm ganhando espaço internacional, sendo utilizadas em regiões da Europa, América do Norte, América do Sul e África.

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Apesar do avanço, especialistas reforçam que essas soluções não substituem a adubação convencional.

Uso de inoculantes exige manejo integrado no sistema produtivo

Segundo a pesquisadora, o desempenho dos inoculantes depende diretamente das condições do solo, da cultura e das práticas de manejo adotadas na propriedade.

“O desempenho dessas tecnologias depende de fatores como tipo de solo, cultura, condições ambientais e práticas de manejo. É fundamental integrá-las com adubação equilibrada, plantio direto e aumento da matéria orgânica”, destaca Christiane.

Abisolo reforça importância da integração de tecnologias

Para o presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo, Roberto Levrero, o tema reflete um desafio estrutural da agricultura brasileira.

“A baixa eficiência do fósforo nos solos tropicais é uma questão estrutural. Tecnologias como os inoculantes contribuem para melhorar o aproveitamento desse nutriente, mas devem ser usadas de forma integrada ao sistema produtivo”, afirma.

O avanço das soluções biológicas para fósforo representa um importante passo para a agricultura tropical, mas especialistas reforçam que o ganho real de eficiência depende da integração entre tecnologias, manejo adequado do solo e estratégias nutricionais equilibradas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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