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Russos e sauditas vão manter cortes na oferta de petróleo até 2024

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Em comunicados separados, os líderes de fato da Opep+ – Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados – disseram que manterão os cortes voluntários na produção com objetivo de trazer equilíbrio ao mercado. O governo saudita reduziu a produção de petróleo em 1 milhão de barris por dia, enquanto a Rússia cortou suas exportações em 300 mil barris/dia, para além dos cortes anteriores feitos com outros países da Opep+.

O corte voluntário “vem reforçar as medidas tomadas pelos países da Opep+ com o objetivo de apoiar a estabilidade e o equilíbrio dos mercados petrolíferos”, disse o vice-primeiro-ministro da Rússia, Alexander Novak, em comunicado que veio em linha com uma nota do governo saudita.

O risco da guerra Israel-Hamas evoluir para uma conflagração regional mais ampla, envolvendo o Irã, um grande produtor de petróleo, segue no radar dos traders desse mercado. Na sexta-feira, os futuros do petróleo Brent – referência internacional – fecharam abaixo de US$ 85 por barril em Londres.

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Um conflito mais amplo poderá levar sauditas e russos a reverem os seus cortes planejados, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). Mas por hora a Opep+ parece decidida a manter o abastecimento apertado, sem folga.

Os sauditas podem precisar de preços do petróleo em torno de US$ 100 o barril, segundo a Bloomberg Economics, para financiar projetos dispendiosos, como a cidade futurista conhecida como Neom, e a compra de jogadores de futebol e de golfe de alto nível para franquias desportivas nacionais. Já o presidente russo, Vladimir Putin, precisa da receita com as vendas de petróleo e gás para financiar a sua guerra contra a Ucrânia.

A Arábia Saudita pode manter os cortes na oferta devido aos sinais de fraqueza do mercado. Os lucros da produção de combustíveis estão caindo e os elevados custos de frete tornam mais difícil o transporte de petróleo entre diferentes regiões. As fortes quedas de estoque amplamente esperadas pelo setor ainda não se materializaram, observou o Goldman Sachs. Segundo a consultoria Eurasia Group, as condições do mercado continuam a enfraquecer. A AIE vê um excesso de oferta no início do próximo ano, como resultado de uma forte desaceleração no crescimento da demanda global.

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Fonte: Agência UDOP de Notícias

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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