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Enem: o que acontece se faltar no segundo dia de prova?

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Estudantes e pais na Universidade Paulista no bairro do Paraiso
Paulo Pinto/Agência Brasil – 05/11/2023

Estudantes e pais na Universidade Paulista no bairro do Paraiso

No próximo domingo (12) acontece a segunda etapa de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em todo o Brasil. Segundo balanço divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), o primeiro dia de provas teve taxa de abstenção de 28,1% dos inscritos no exame. Dependendo do motivo, a falta no Enem pode ser justificada e o candidato consegue solicitar a reaplicação da prova, como por motivos de saúde, por exemplo.

De acordo com o edital do Enem, neste ano, o participante pode pedir uma nova aplicação da prova por problemas logísticos ou no caso de ter sido acometido por alguma das doenças infecciosas abaixo:

  • Tuberculose;
  • Coqueluche;
  • Difteria;
  • Doença invasiva por Haemophilus influenzae;
  • Doença meningocócica e outras meningites;
  • Varíola;
  • Varíola dos macacos (monkeypox);
  • Influenza humana A e B;
  • Poliomielite por poliovírus selvagem;
  • Sarampo;
  • Rubéola;
  • Varicela;
  • Covid-19.

São considerados problemas de infraestrutura ou logísticos situações como falta de energia elétrica no local de prova, erro de aplicação, desastres naturais que impeçam a realização do exame ou falha no dispositivo eletrônico fornecido ao participante.

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Caso o candidato se enquadre em algumas dessas condições e deseja a reaplicação, as faltas devem ser justificadas. No caso de doenças infectocontagiosas, o pedido de reaplicação deve conter documentos comprobatórios. Já em relação a problemas logísticos, o Inep vai avaliar as solicitações de acordo com as intercorrências registradas.

Vale destacar que, o participante que foi afetado por problemas logísticos no primeiro dia de aplicação deverá comparecer à segunda etapa do exame normalmente, podendo pedir a reaplicação somente do primeiro dia.

De acordo com o Inep, pessoas alocadas a mais de 30 quilômetros da residência têm o direito à reaplicação garantido.

A nova aplicação deve ser solicitada em até cinco dias úteis ao último dia de aplicação das provas pelo site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ou seja, até 17 de novembro. As solicitações serão analisadas individualmente.

🚨 Mas atenção: o participante que alegar indisposição ou problemas de saúde durante a aplicação e não concluir as provas ou precisar se retirar do local de prova não poderá retornar à sala de aula para concluir o exame e não tem direito à reaplicação.

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O que acontece com quem não justifica a falta?

Os participantes que faltarem por motivos que não estão listados no edital ou não justificarem a ausência em algum dos dias do exame não terão direito à reaplicação.

Com isso, o candidato é considerado ausente e as notas das provas não são contabilizadas oficialmente, servindo apenas para autoavaliação do estudante.

Haverá apenas uma reaplicação da prova e, o não comparecimento no dia, horário e local definido pelo Inep também caracteriza ausência do participante. Dessa forma, o candidato não terá uma segundo oportunidade para realização das provas.

Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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