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Embarques de carne suína para a China seguiu retrocedendo e perdendo participação em outubro

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Os dados divulgados pelo comex stat sinalizam que em outubro o total embarcado para o mercado chinês atingiu quase 25,3 mil toneladas – equivalendo a participação de apenas 28% no total de carne suína exportada pelo Brasil – significando quedas expressivas de 10,2% em relação a setembro último e de 45% sobre as 46 mil toneladas exportadas em outubro do ano passado.

A queda verificada nos últimos meses impactou negativamente o total exportado para o país chinês e, com isso, o volume acumulado de janeiro a outubro apresentou queda de 7,5% sobre o mesmo período de 2022, sinalizando participação média de 34% sobre o total exportado, enquanto que no mesmo período do ano passado atingiu 40,2%.

A comparação com o mesmo período de 2021, por sua vez, indicou queda de quase 30% em volume e perda de 16,7 pontos percentuais em representatividade, visto que lá, os embarques para a China equivaleram a 50,7% da produção total de carne suína exportada pelo Brasil.

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Fonte: SuiSite

Fonte: Portal do Agronegócio

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Café sobe forte nas bolsas e acende alerta global de oferta apertada com produtores brasileiros retendo vendas

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Mercado do café inicia dia em forte alta e mantém cenário de oferta restrita

O mercado internacional de café abriu esta sexta-feira (24) em forte valorização, com avanços consistentes tanto no arábica negociado em Nova York quanto no robusta em Londres. O movimento reflete um ambiente de oferta global apertada, estoques reduzidos e ritmo lento de comercialização no Brasil, principal origem exportadora da commodity.

A reação positiva ocorre após um período de volatilidade, mas encontra suporte em fundamentos que seguem pressionando o equilíbrio entre oferta e demanda no curto prazo.

Arábica ultrapassa 300 cents/lb e robusta também avança em Londres

Na ICE Futures US, o café arábica opera em alta expressiva. Os contratos registram ganhos generalizados, com destaque para o vencimento de maio/26, cotado a 317,05 cents/lb, com alta de 70 pontos. O julho/26 avança para 304,25 cents/lb, enquanto o setembro/26 sobe para 292,80 cents/lb.

Em Londres, o robusta também acompanha o movimento de valorização. O contrato de maio/26 é negociado a US$ 3.761 por tonelada, enquanto os vencimentos seguintes mantêm trajetória positiva, com ganhos moderados ao longo da curva futura.

O comportamento das duas bolsas reforça o cenário de sustentação dos preços em um ambiente de oferta global limitada.

Estoques baixos e vendas lentas no Brasil sustentam preços

Um dos principais fatores de suporte ao mercado segue vindo do Brasil. Os estoques certificados de arábica permanecem em níveis historicamente baixos, reduzindo a margem de segurança da oferta global.

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Ao mesmo tempo, o fluxo físico no país continua travado. Produtores, capitalizados após os preços elevados da safra, mantêm postura firme nas negociações e liberam volumes de forma pontual, o que limita a disponibilidade imediata no mercado.

Esse comportamento contribui para sustentar as cotações internacionais, mesmo diante de oscilações técnicas nas bolsas.

Clima no Sudeste adiciona cautela ao mercado

As condições climáticas nas principais regiões produtoras do Sudeste também seguem no radar dos operadores. A previsão de tempo seco e temperaturas elevadas durante a transição para a colheita mantém o mercado em estado de atenção.

Embora não haja indicação de perdas significativas até o momento, o cenário climático reforça a cautela dos agentes e reduz apostas mais agressivas de queda nos preços.

Geopolítica e câmbio ampliam pressão altista sobre o café

Na quinta-feira, o café arábica em Nova York já havia registrado forte valorização, com os contratos de julho atingindo os níveis mais altos em cerca de um mês. O movimento foi impulsionado por preocupações com a oferta global e pelo enfraquecimento do dólar frente ao real, que reduziu a competitividade das exportações brasileiras.

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Segundo análise de mercado, tensões geopolíticas envolvendo possíveis interrupções logísticas globais também adicionam pressão aos preços, ao elevar custos de frete, seguros e insumos ao longo da cadeia internacional.

Na sessão anterior, os contratos de maio/26 encerraram a 316,35 cents/lb, com alta de 4,6%, enquanto julho/26 avançou 3,9%, reforçando o viés altista do mercado.

Mercado físico segue travado e amplia volatilidade

No mercado interno, a combinação de demanda ativa da indústria e exportadores com baixa liberação de oferta mantém o ambiente desequilibrado.

Apesar do interesse comprador, o volume de negócios fechados segue abaixo do esperado, refletindo a postura cautelosa dos produtores e contribuindo para maior sensibilidade dos preços às oscilações externas.

Produtor deve redobrar estratégia em cenário de alta volatilidade

O cenário atual exige atenção redobrada do produtor brasileiro. A combinação de estoques baixos, clima monitorado, retenção de vendas e fatores geopolíticos mantém o mercado altamente sensível.

Embora o ambiente seja de preços sustentados, a volatilidade segue elevada, o que reforça a importância de estratégias comerciais mais planejadas para captura de oportunidades ao longo das próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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