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Evento voltado a consultores e pesquisadores de algodão debate os principais desafios e tendências na cultura

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Durante evento realizado em São Paulo (SP) para os principais pesquisadores e consultores de algodão, neste mês, a ADAMA reuniu especialistas da cultura no Brasil para debaterem o cenário atual, avanços do manejo e tendências nas próximas safras. Consultores explicam que a produção vem crescendo cada vez mais, o que pede mais atenção do cotonicultor quanto ao manejo nutricional, manejo de doenças por conta da maior incidência de fungos, como mancha-alvo e ramulária. Além do controle de doenças o já conhecido bicudo vem causando preocupações adicionais devido ao alto número de insetos capturados nas armadilhas atualmente e no enorme problema do controle de soqueira do algodão.

Com produção concentrada principalmente no Mato Grosso, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, a safra que está se iniciando também preocupa o cotonicultor por conta das previsões do clima. “Por ser um ano de El Niño, o clima tende a ser mais seco, o que requer um cuidado extra e ferramentas nutricionais eficazes para deixar a planta mais equilibrada e sofrer menos com um possível clima mais seco que o normal”, afirma Leandro Garcia, gerente de Desenvolvimento de Mercado Brasil, da ADAMA. “O algodão é extremamente responsivo ao manejo nutricional, por exemplo, e, por conta disso, o uso de produtos para bioestimulação de plantas é extremamente benéfico e uma tendência cada vez maior na cultura”, completa Jeferson Brambilla, da J&A Consultoria Agronômica, de Sorriso (MT).

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Um dos principais produtos agrícolas de exportação do País, o algodão vem se tornando cada vez mais relevante, alcançando nova posição mundial, segundo aponta relatório da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), divulgado neste mês, passando a figurar na terceira posição no ranking mundial de fornecedores – antes era o quarto. De acordo com pesquisadores, não é à toa, já que o Brasil é um dos países que mais investe na adoção de tecnologias modernas, seja em sementes ou soluções com inovação em formulação de defensivos contra pragas e doenças. A cultura vem ganhando cada vez mais importância também no portfólio da ADAMA, que, de sete produtos, em 2018, conta agora com mais de 20 soluções para o manejo do algodão.

Desafios, manejo integrado e sustentabilidade

Na linha de biossoluções da ADAMA, o ExpertGrow é uma solução com foco no manejo nutricional e vem “trazendo excelentes resultados no cultivo do algodão, tanto em produtividade como em qualidade da fibra”, de acordo com Garcia. Além da biossolução ExpertGrow, a ADAMA conta também com fungicidas, como Armero® e Across®, que agem no controle da ramulária e mancha-alvo, duas das principais doenças que impactam as lavouras.

No encontro, também foi destacada a questão da soqueira do algodão, grande desafio para os produtores que plantam soja na sequência da colheita da fibra. De acordo com o pesquisador do Instituto Mato-Grossense do Algodão, Edson de Andrade Júnior a prática de eliminação dos restos culturais é muito difícil. “Isso principalmente no Mato Grosso, onde temos um cultivo muito intenso, com duas safras, e janela muito curta para a finalização do algodão para plantar a soja na sequência, que tem de respeitar o vazio sanitário”, explica. O agrônomo destaca o uso de herbicida para controlar a soqueira, mas que não cause danos à planta de soja, como o Araddo®. A solução conta com mecanismo de ação diferenciado, sem efeito antagônico e sem restrição de intervalo entre a sua aplicação e a semeadura de soja, por exemplo.

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Quatros anos de encontro especializado em algodão

Promovido anualmente pela ADAMA, companhia integrante de uma das maiores holdings do agronegócio global, o Trend Group Algodão está em sua quarta edição e reúne todo ano os principais influenciadores da cultura no Brasil, entre pesquisadores e consultores técnicos. “A cultura é complexa, mas essencial para a ADAMA e, neste ano, inovamos convidando também alguns produtores para escutá-los, entender ainda mais suas necessidades e, com os consultores presentes, discutir e debater as soluções e tendências para o futuro. Discutimos fisiologia de plantas, doenças do sistema soja-algodão e também a grande dificuldade que está se tornando controlar a soqueira do algodão”, afirma Garcia. “Saímos com várias ideias para prepararmos novas soluções, e simplificar ainda mais a vida do agricultor muito em breve”, finalizou.

Fonte: ADAMA

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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