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Brasileira de biológicos conquista o nível Ouro de sustentabilidade da plataforma EcoVadis

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A Biotrop, empresa líder em produtos biológicos para a agricultura e a pecuária no Brasil, recebeu o nível de reconhecimento Ouro pela plataforma internacional EcoVadis. A classificação avalia a Responsabilidade Social Empresarial (RSE), levando em consideração as ações praticadas nos âmbitos social, ambiental e de governança corporativa. A empresa já havia conquistado os níveis prata (2022) e bronze (2021). Com a obtenção do Ouro, está classificada entre as empresas melhor avaliadas do mundo – mérito conquistado por apenas 5% das companhias participantes.

Para Antonio Carlos Zem, CEO da BIOTROP, a conquista reflete o engajamento dos colaboradores, que entendem a sustentabilidade como um valor da empresa. “Ficamos duplamente felizes por esse reconhecimento internacional – agora na categoria Ouro, mostrando a nossa rápida evolução ao longo dos anos devido ao comprometimento de todos os nossos colaboradores para com o meio ambiente, as práticas sustentáveis e a ética absoluta em tudo o que fazemos, sempre com tratamento equalitário e respeitoso! Muitas empresas ficam só no discurso ESG, mas nos diferenciamos ao ter esse compromisso por princípio. Está vinculado ao propósito da nossa empresa de fortalecer a agricultura regenerativa e sustentável. E não vamos parar por aqui, pois buscamos ser melhores a cada dia! Estou muito orgulhoso da equipe BIOTROP por mais essa brilhante conquista”, destacou.

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Novas ações são incorporadas às rotinas da Biotrop periodicamente e aplicadas com o objetivo de ir muito além da conquista de reconhecimento, focando na sustentabilidade do negócio e no bem-estar das próximas gerações. “Receber a medalha de Ouro da Ecovadis é uma confirmação sólida do compromisso inabalável da Biotrop com os princípios de ESG. Nossa dedicação à sustentabilidade nos traz a responsabilidade em relação a essas questões fundamentais e é um grande marco em nossa história, pois estamos contribuindo ativamente e lutando por objetivos globais. As iniciativas ESG atualmente ocupam o topo da nossa lista de prioridades na empresa”, conta Aramis Camargo, Coordenador de ESG da companhia.

A plataforma EcoVadis atua de forma independente e tem como critérios de avaliação os padrões internacionais de Responsabilidade Social Empresarial, incluindo os Princípios do Pacto Global, as convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a norma da Iniciativa de Relatório Global (GRI), o padrão ISO 26000 e os princípios CERES.

Fonte: Texto Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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