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FAO: em outubro, carne de frango foi a que apresentou o melhor desempenho no mercado internacional

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Mas quem decretou a queda mensal foi, exclusivamente, a carne suína. Em comparação a setembro, seu preço recuou 3,69%, desempenho que se repetiu pelo terceiro mês consecutivo, fazendo com que, em apenas um trimestre, a carne suína perdesse mais de 10% de seu preço. Resultado – aponta a FAO – de uma procura “persistentemente lenta” (especialmente de países do leste asiático), condição descendente exacerbada por elevadas disponibilidades exportáveis em alguns dos principais fornecedores.

A queda no preço das carnes teria sido maior não fosse a carne de frango ter registrado aumento de 1,33% em relação ao mês anterior. Claro, não foi nada excepcional, mesmo porque persiste uma queda de, aproximadamente, 11% em relação a outubro de 2022. Mas o resultado apontou um mercado melhor ajustado em decorrência – aponta a FAO – de um lado, das restrições enfrentadas por vários países fornecedores afetados pela Influenza Aviária; de outro, pela demanda de certa forma robusta decorrente da acessibilidade, relativamente maior, da carne de frango.

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Nesse contexto, a contribuição da carne bovina, embora em alta, foi mínima: seu preço em outubro valorizou-se menos de meio por cento em relação ao mês anterior. Poderia ter sido mais – sugere o comunicado divulgado pela FAO – pois, da parte de alguns países importadores, a demanda tem sido persistente e robusta. Mas a oferta continua sendo ampla, especialmente por Austrália e Brasil. De toda forma, frente (por exemplo) a uma queda anual de mais de 10% no preço da carne de frango, o da carne bovina registra retração de apenas 2%.

Já em comparação ao triênio 2014/2016 (período-base do atual Índice FAO), a carne bovina valorizou-se 18%, a de frango perto de 11% e a suína menos de 10%.

Fonte: AviSite

Fonte: Portal do Agronegócio

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STF destrava Ferrogrão e Neri Geller projeta transformação da Baixada Cuiabana

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Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana
Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a retomada dos estudos da Ferrogrão (EF-170) foi recebida como um marco estratégico para o futuro econômico de Mato Grosso. Para o ex-ministro da Agricultura Neri Geller, o avanço do projeto representa mais do que uma solução logística para o agronegócio: abre caminho para um novo ciclo de desenvolvimento regional baseado na industrialização, geração de empregos e integração econômica da Baixada Cuiabana.

Defensor histórico da ampliação da infraestrutura ferroviária no país, Neri avalia que Mato Grosso vive um momento decisivo de transformação econômica, em que logística, agroindústria e planejamento regional passam a caminhar juntos.

“A Ferrogrão representa uma mudança estrutural para Mato Grosso. Não estamos falando apenas de transporte de grãos, mas da construção de um ambiente econômico capaz de atrair indústrias, ampliar investimentos e gerar desenvolvimento sustentável para várias regiões do estado, especialmente a Baixada Cuiabana.”

O STF formou maioria para validar a constitucionalidade da Lei nº 13.452/2017, permitindo a continuidade dos estudos técnicos da ferrovia que ligará Sinop (MT) ao terminal de Miritituba (PA), consolidando um novo corredor de exportação pelo Arco Norte.

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Baixada Cuiabana pode viver novo ciclo econômico

Segundo Neri Geller, o fortalecimento da malha logística estadual tende a impactar diretamente a dinâmica econômica da Baixada Cuiabana, região que historicamente concentra importante papel político, administrativo e populacional no estado, mas que ainda possui enorme potencial de expansão industrial.

“O desenvolvimento de Mato Grosso precisa chegar de forma mais equilibrada às regiões. A Baixada Cuiabana possui localização estratégica, mão de obra, mercado consumidor e capacidade para receber agroindústrias ligadas ao processamento de alimentos, etanol de milho, biocombustíveis, armazenagem e logística.”

Para o ex-ministro, a melhoria da infraestrutura ferroviária cria um ambiente mais competitivo para atração de investimentos privados de médio e longo prazo.

“Quando o estado reduz custo logístico, melhora previsibilidade e amplia corredores de exportação, automaticamente cria segurança para novos investimentos industriais no. Isso gera emprego, renda e desenvolvimento social. É esse modelo que defendemos para a Baixada Cuiabana.”

Agroindustrialização como vetor de geração de empregos

Neri Geller também defende que Mato Grosso avance para uma nova etapa econômica baseada na agregação de valor da produção agropecuária dentro do próprio estado.

Hoje, Mato Grosso lidera a produção nacional de soja, milho e algodão, além de possuir forte participação na pecuária brasileira. Apesar disso, grande parte da produção ainda sai do estado in natura, sem processamento industrial local.

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“A riqueza produzida em Mato Grosso precisa permanecer mais dentro do estado. A agroindustrialização fortalece a economia regional, amplia arrecadação, gera empregos qualificados e melhora a distribuição do desenvolvimento.”

Segundo ele, a Baixada Cuiabana pode se transformar em um importante polo de processamento e distribuição ligado às novas rotas logísticas que vêm sendo estruturadas no estado.

Logística e desenvolvimento caminham juntos

O avanço da Ferrogrão ocorre em um momento em que Mato Grosso consolida diversos projetos estruturantes, como a Ferrovia Estadual, a FICO, a expansão da Ferronorte e novos corredores multimodais voltados ao Arco Norte.

Especialistas apontam que a integração entre ferrovias, rodovias e hidrovias será determinante para sustentar o crescimento da produção agropecuária nas próximas décadas.

“O futuro de Mato Grosso passa pela integração logística, pela industrialização e pela geração de oportunidades. Precisamos preparar o estado para os próximos 20 ou 30 anos. E a Baixada Cuiabana pode ser protagonista nesse novo ciclo econômico.

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