AGRONEGÓCIO

BRF conquista selo ouro em emissões de gases de efeito estufa

Publicado em

A BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, foi reconhecida pelo 14º ano consecutivo com o Selo Ouro pelo Programa Brasileiro GHG Protocol, ferramenta que visa estimular empresas brasileiras na tomada de decisão para a mitigação de seu impacto sobre o clima ambiental e a mensuração e gerenciamento de emissões de gases de efeito estufa.

O selo é concedido aos inventários completos de instituições que apresentam suas emissões verificadas por empresas especializadas. “A conquista do selo reforça a consistência e a transparência das ações do nosso plano de redução de emissões, que embasa o nosso compromisso de sermos NetZero até 2040”, afirma Raquel Ogando, diretora de Reputação e Sustentabilidade da BRF. 

A Companhia, que é uma das empresas fundadoras do Programa Brasileiro GHG Protocol, tem atuado para reduzir as emissões e estabeleceu o compromisso de ser Net Zero até 2040. Foram definidas iniciativas em quatro frentes prioritárias do compromisso: compra sustentável de grãos; fomento ao agronegócio de baixo carbono; aumento do uso de energia renovável e incremento da eficiência operacional. 

Leia Também:  Chuvas dificultam colheita e reduzem oferta de batata, impulsionando preços

Em 2022, a empresa reduziu 26% nas emissões absolutas de gases de efeito estufa nos escopos 1 e 2, em comparação ao ano-base (2019). Entre outros avanços da jornada Net Zero no ano passado, destaque para a conquista de 100% de rastreabilidade dos fornecedores diretos de grãos dos biomas Amazônia e Cerrado, que estão alinhados à Política de Compra Sustentável da Companhia – neste ano, a rastreabilidade dos fornecedores indiretos evoluiu de 45% para 75%. A energia solar na integração também cresceu, com 1500 produtores integrados da BRF utilizando usinas fotovoltaicas em suas propriedades.

Fonte: BRF 

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Novas regras do crédito rural ampliam exigências e impulsionam uso de inteligência territorial em bancos no Brasil

Published

on

As recentes Resoluções CMN nº 5.267/2025 e nº 5.268/2025 marcam uma nova fase para o crédito rural no Brasil, ao estabelecerem critérios mais rigorosos de monitoramento, rastreabilidade socioambiental e gestão de risco em tempo real. As mudanças reforçam a exigência por tecnologias capazes de acompanhar toda a cadeia produtiva financiada, elevando o nível de controle exigido das instituições financeiras.

O novo arcabouço regulatório, definido pelo Banco Central do Brasil, amplia a responsabilidade dos bancos e cooperativas de crédito, que passam a precisar de ferramentas digitais avançadas para validação contínua das operações rurais, desde a concessão até a execução do financiamento.

Monitoramento contínuo e critérios socioambientais mais rigorosos

A Resolução CMN nº 5.267/2025 estabelece uma camada operacional mais robusta para o crédito rural, exigindo monitoramento contínuo das operações ao longo de todo o ciclo produtivo. O processo envolve o uso de sensoriamento remoto, imagens de satélite e análise de risco para acompanhamento das áreas financiadas.

Já a Resolução CMN nº 5.268/2025 amplia os critérios socioambientais e climáticos, podendo restringir ou até impedir o acesso ao crédito em casos de não conformidade com requisitos ambientais e de sustentabilidade.

Na prática, as novas regras exigem que instituições financeiras adotem soluções capazes de integrar inteligência territorial, análise socioambiental, validação documental e gestão de risco em uma única estrutura tecnológica.

Tecnologia passa a ser pilar estratégico do crédito rural

Com o avanço das exigências regulatórias, a tecnologia deixa de ser um diferencial e passa a ser elemento central para a concessão e acompanhamento do crédito rural no país. O setor financeiro agora precisa comprovar, de forma contínua, a conformidade das operações financiadas.

Leia Também:  Modelo de Maturidade impulsiona a Pecuária 5.0

Nesse contexto, a Agrotools se destaca como uma das principais fornecedoras de soluções de inteligência territorial para o agronegócio corporativo. A empresa atua há mais de 20 anos no desenvolvimento de plataformas digitais voltadas à análise de dados geoespaciais e monitoramento de ativos rurais.

Segundo a companhia, suas soluções auxiliam bancos e instituições financeiras a se adequarem às novas exigências do Banco Central, com maior segurança, eficiência operacional e capacidade de análise baseada em dados.

Regulação aproxima Brasil de padrões internacionais de ESG

De acordo com Rodolpho Mittelstaedt, gerente comercial da Agrotools, as novas resoluções representam uma mudança estrutural no sistema de crédito rural brasileiro, aproximando o país de padrões internacionais de governança, rastreabilidade e conformidade ESG.

“As duas resoluções juntas representam uma alteração estrutural no agro brasileiro. O efeito prático deve ser um aumento da digitalização, da necessidade de documentação organizada e da pressão ainda maior por sustentabilidade dentro da cadeia agropecuária”, afirma.

O especialista destaca ainda que a exigência de validação por sensoriamento remoto ao longo de todo o ciclo do crédito reforça a necessidade de comprovação técnica das operações financiadas.

Plataforma transforma dados territoriais em análise de risco em tempo real

Um dos principais produtos da empresa é o “Monitor de Safras”, plataforma que utiliza imagens de satélite, séries temporais e cruzamento de dados para validar informações como plantio, cultura implantada, evolução da lavoura e compatibilidade entre área financiada e área efetivamente cultivada.

A solução permite que instituições financeiras realizem o monitoramento de grandes carteiras de crédito de forma automatizada, reduzindo a dependência de inspeções presenciais e diminuindo riscos regulatórios.

Leia Também:  Ucrânia Colhe 20,9 Milhões de Toneladas de Trigo em 97% da Área Plantada, Anuncia Governo

Entre os principais diferenciais da tecnologia estão:

  • Monitoramento contínuo da carteira de crédito rural
  • Geração de laudos auditáveis e rastreáveis
  • Metodologia MRV (mensurável, reportável e verificável)
  • Rastreabilidade por operação financiada
  • Cobertura de culturas agrícolas e integração com pecuária
  • Integração com sistemas bancários via API
  • Análise automatizada e resposta quase em tempo real

A plataforma opera por meio de uma interface web baseada em API. As instituições financeiras inserem os dados das operações de crédito rural, que são processados e cruzados com bases territoriais, algoritmos proprietários, geoprocessamento e sensoriamento remoto.

O resultado é uma análise rápida e automatizada, capaz de indicar se a operação atende ou não aos critérios regulatórios exigidos pelo Banco Central.

Segundo a empresa, o sistema fornece relatórios detalhados em tempo quase real, permitindo maior agilidade na tomada de decisão e garantindo conformidade com as normas vigentes.

Bancos já utilizam inteligência territorial na gestão de crédito

Atualmente, instituições como Itaú, Bradesco, Sicoob, Cresol e Rabobank já utilizam soluções da Agrotools para aprimorar suas análises de crédito rural.

Com a adoção dessas ferramentas, os bancos conseguem automatizar critérios ESG, aumentar a precisão das avaliações e reforçar a conformidade regulatória exigida pelo Banco Central, consolidando um novo padrão de gestão de risco no financiamento ao agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA