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Bunge e CP Foods anunciam colaboração para desenvolver solução blockchain de rastreabilidade para soja sustentável

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A Bunge (NYSE: BG), uma das maiores empresas globais do agronegócio e de alimentos, e a Bangkok Produce Merchandising Public Company Limited (BKP), uma empresa subsidiária da Charoen Pokphand Foods Public Company Limited (CPF), líder mundial em alimentos, assinaram um memorando de entendimento para colaborar no desenvolvimento de uma solução blockchain para a rastreabilidade de soja e produtos livres de desmatamento. O acordo envolve grãos originados pela Bunge no Brasil com destino a diversos países na Ásia, onde a CPF e a BKP produzem e comercializam rações e alimentos.

A parceria permitirá que ambas as empresas realizem estudos de viabilidade técnica, comercial e operacional para a construção de uma cadeia de suprimentos sustentável e digitalmente integrada. O acordo tem o objetivo de transferir dados de rastreabilidade dos grãos, envolvendo informações desde o campo até o destino ao cliente final.

Paisarn Kruawongvanich, CEO da Bangkok Produce Merchandising PCL (BKP) disse que a tecnologia blockchain melhorará a rastreabilidade da cadeia de abastecimento de alimentos da Charoen Pokphan Group para ser ainda mais transparente e garantir a qualidade e segurança do produto para seus clientes. O acordo com parceiros comerciais globais está alinhado com o compromisso de alcançar uma cadeia de abastecimento net zero em 2050.

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“Rastrear as matérias-primas em todo o mundo, incluindo a soja, até às suas fontes, é fundamental para garantir que as matérias-primas de origem direta e indireta não provenham de áreas de invasão ou de desflorestamento”, acrescentou Kruawongvanich.

“A Bunge busca ser o parceiro preferencial de soluções sustentáveis para produtores e clientes. A parceria com a BKP reflete nossa visão de negócio que tem a tecnologia como importante ferramenta. Nos últimos anos, construímos um robusto sistema de verificação socioambiental, que inclui avançada rastreabilidade e monitoramento de nossos fornecedores. Acreditamos que, junto com nossos clientes, construiremos cadeias de suprimentos sustentáveis e com uma camada adicional de confiabilidade garantida pelo blockchain”, explica Rossano de Angelis Jr, vice-presidente de Agronegócio da Bunge para a América do Sul.

O monitoramento realizado pela companhia cobre mais de 16 mil fazendas e cerca de 20 milhões de hectares na América do Sul e conta com tecnologia de satélite de última geração, capaz de identificar mudanças no uso do solo e plantio de soja em cada propriedade monitorada. No Brasil, a Bunge monitora, atualmente, toda a sua rede de fornecimento direto em áreas sujeitas a desmatamento e caminha para cobrir totalmente a rede indireta em 2025. Mais de 97% do volume de soja adquirido pela Bunge é livre de desmatamento e conversão verificados, o que aproxima a empresa de sua meta de desmatamento zero em 2025.

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Ao envolver duas empresas globais, a escala da iniciativa tem potencial para elevar os padrões de transparência na cadeia de valor da soja brasileira e aumentar a confiança de consumidores finais em produtos derivados de soja em todo o mundo.

Por meio do memorando, as companhias também se comprometem a discutir possibilidade de colaboração futura em outros serviços como explorar oportunidades para integração mais profunda entre sistemas com foco em viabilizar transferência de dados em tempo real, aferir a pegada de carbono dos volumes comercializados com a BKP e aprimorar a solução digital de rastreabilidade para sua compatibilidade com padrões de certificações de sustentabilidade como RTRS (Round Table on Responsible Soy) e ISCC (International Sustainability & Carbon Certification).

Fonte: Bunge

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Produção de biodiesel cresce em Mato Grosso e estado já responde por 26% do volume nacional

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Mato Grosso lidera expansão do biodiesel no Brasil

A produção de biodiesel em Mato Grosso registrou forte crescimento em março e consolidou o estado como principal polo do biocombustível no país. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta semana, o estado foi responsável por 26% de toda a produção nacional no período.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos (m³) de biodiesel, dentro de um volume nacional de 893,60 mil m³, configurando o maior patamar da série histórica estadual. O resultado representa um avanço de 16,90% em relação a fevereiro.

Mistura obrigatória de biodiesel sustenta demanda

O crescimento da produção está diretamente ligado ao aumento da demanda interna, impulsionada pela política energética nacional. Desde agosto do ano passado, o Brasil adota a mistura obrigatória de 15% de biodiesel ao diesel (B15).

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, esse fator tem sido determinante para o avanço da indústria no estado.

“A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirma o especialista.

Segundo ele, o movimento reflete a adaptação das usinas à nova dinâmica de consumo de combustíveis no país, sustentando o crescimento recente do setor.

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Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O boletim também aponta que o óleo de soja continua sendo o principal insumo utilizado na produção de biodiesel em Mato Grosso, com participação de 84% no total, apesar de leve recuo em relação ao mês anterior.

O protagonismo do insumo reforça a forte integração entre as cadeias de grãos e biocombustíveis, especialmente em um estado que lidera a produção nacional de soja.

Imea revisa projeções para algodão, milho e pecuária

Além do biodiesel, o relatório do Imea trouxe atualizações importantes para outras cadeias do agronegócio em Mato Grosso.

Algodão tem ajuste na área, mas mantém produção robusta

A área plantada de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para 1,38 milhão de hectares, indicando leve redução frente à estimativa anterior. Em contrapartida, a produtividade foi ajustada para 297,69 arrobas por hectare.

Com isso, a produção total está projetada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo o estado como líder nacional na cultura.

Milho tem produtividade revisada para cima

No caso do milho, o Imea manteve a área da safra 2025/26 em 7,39 milhões de hectares, mas revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare.

A nova estimativa elevou a produção para 52,66 milhões de toneladas, refletindo condições climáticas favoráveis em parte das lavouras, impulsionadas pelo bom regime de chuvas.

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Boi gordo sobe com oferta restrita

No mercado pecuário, o preço do boi gordo apresentou alta em abril. A arroba em Mato Grosso atingiu média de R$ 350,11, sustentada pela oferta reduzida de animais para abate.

O cenário contribuiu para a diminuição do diferencial de preços em relação a São Paulo, onde a média foi de R$ 367,57 por arroba.

Suínos recuam com menor demanda interna

Em contraste, o mercado de suínos registrou queda nas cotações. O preço pago ao produtor mato-grossense ficou em R$ 5,96 por quilo em abril, pressionado pela redução da demanda doméstica.

Segundo o Imea, o enfraquecimento do consumo elevou a oferta de animais e carne no mercado, impactando negativamente os preços.

Cenário reforça protagonismo do agro mato-grossense

Os dados mais recentes confirmam o papel estratégico de Mato Grosso no agronegócio brasileiro, tanto na produção de biocombustíveis quanto nas cadeias de grãos e proteínas animais.

Com a demanda por energia renovável em alta e condições favoráveis no campo, o estado segue ampliando sua participação nos mercados nacional e internacional, consolidando-se como um dos principais motores do agro no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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