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Avanço na redução de carbono é tema do próximo episódio do XVI Seminário de Políticas Públicas para o Setor Rural

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Estão abertas as inscrições para o quarto e último episódio do XVI Seminário de Políticas Públicas para o Setor Rural, que desde setembro tem abordado assuntos relacionados à Agricultura de Baixo Carbono. O próximo encontro virtual acontece na terça-feira (31/10), a partir das 9h, pelo canal no YouTube da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), com a temática orientadora “Perspectivas para o avanço da descarbonizacão na produção agropecuária”.

Discussões sobre o Plano ABC+ são pauta nesta edição. De acordo com o superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Secretaria de Agricultura, Feliciano Nogueira de Oliveira, as três etapas anteriores do seminário já tratavam da política e sua correlação com o Plano de Ação de Climática de Minas Gerais, mas desta vez a apresentação terá uma característica de balanço.

“Agora, teremos um apanhado do Plano ABC+ a partir de sua implementação, em 2010, até hoje no estado e um horizonte da mitigação da emissão de gases do efeito estufa em sistemas de produção agropecuária”, diz Feliciano.

Os interessados em receber o certificado de participação devem se inscrever gratuitamente por meio da plataforma Sympla neste link. Estão convidados servidores e técnicos do Sistema Agricultura, composto pela Seapa e suas vinculadas, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), além de representantes de entidades públicas e privadas ligadas ao agro, produtores rurais, profissionais da área, pesquisadores e estudantes.

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A programação inclui palestras do superintendente da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado de Monte Carmelo (monteCCer), Regis Damasio Salles, com um caso de sucesso de sequestro e crédito de carbono na produção de café, e também do professor da Faculdade São Lourenço, Pedro Bernardes, sobre oportunidades de renda para os produtores rurais, e do coordenador do Plano ABC+ na Superintendência Federal do Ministério da Agricultura e Pecuária em Minas Gerais, Evaldo Luis Cardoso, que irá traçar um panorama da política pública no estado.

Após as exposições individuais, os palestrantes participarão de um debate com moderação do superintendente da Seapa, Feliciano Nogueira de Oliveira, no qual o público da transmissão ao vivo poderá contribuir com o envio de questões. O evento, previsto para ocorrer até as 11h, contará ainda com a abertura do secretário de Agricultura, Thales Fernandes.

Episódios anteriores

Os três primeiros episódios do XVI Seminário de Políticas Públicas para o Setor Rural envolveram temas como tecnologias agropecuárias com alto potencial de mitigação das emissões de gases do efeito estufa, estratégias de neutralização de carbono, desafios no contexto do mercado internacional, recuperação de pastagens degradadas, produção de florestas plantadas, terminação intensiva de bovinos, tratamento de dejetos da pecuária de gado leiteiro e suínos, entre outros.

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Todas as edições anteriores estão disponíveis no canal da Seapa no YouTube. Somadas, já são mais de 850 visualizações, o que demonstra relevância do tema da Agricultura de Baixo Carbono na atualidade.

Os objetivos dos seminários são tratar das políticas públicas e disseminar a cultura de avaliação dos resultados para aprimorá-las em favor da sociedade e garantir a maior eficiência na aplicação de recursos pelo governo, além de possibilitar ajustes na formulação e condução dessas ações por meio do diálogo com os cidadãos e a comunidade acadêmica.

Fonte: SEAPA MG

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ureia despenca mais de 40% e fertilizantes voltam ao nível pré-crise com avanço de acordo entre EUA e Irã

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Os preços internacionais da ureia registraram forte recuo nas últimas semanas e já retornaram aos níveis observados antes do agravamento das tensões no Oriente Médio. Segundo análise da StoneX, as cotações destinadas ao mercado brasileiro acumulam queda superior a 40% após oito semanas consecutivas de desvalorização, refletindo o avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e a expectativa de reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

O movimento é acompanhado de perto pelo setor de fertilizantes, uma vez que a região concentra uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo, amônia, enxofre e fertilizantes nitrogenados. A perspectiva de retomada da navegação vem reduzindo os temores relacionados à oferta global e aos gargalos logísticos que pressionaram os preços nos últimos meses.

Mercado reage à expectativa de normalização logística

De acordo com a StoneX, a possibilidade de restabelecimento do fluxo marítimo no Golfo Pérsico tem provocado uma mudança significativa no comportamento dos mercados de energia e fertilizantes.

As restrições impostas à navegação durante o período de instabilidade elevaram custos e dificultaram o transporte de insumos estratégicos. Agora, com o avanço das negociações entre Washington e Teerã, os agentes de mercado passaram a precificar um cenário de maior disponibilidade de produtos e menor risco logístico.

Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o acordo preliminar representa um importante fator de pressão baixista para o setor.

“O entendimento entre Estados Unidos e Irã tem impacto direto sobre a logística global e a oferta de fertilizantes. O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o escoamento de fertilizantes, petróleo, amônia e enxofre, o que torna qualquer sinalização de normalização extremamente relevante para os mercados”, avalia.

Ureia retorna aos patamares anteriores ao conflito

O efeito mais visível foi observado no mercado da ureia. As cotações CFR Brasil recuaram para níveis inferiores aos registrados antes do início da crise geopolítica, revertendo completamente os ganhos observados durante o período de maior incerteza.

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A queda acumulada superior a 40% representa uma das correções mais expressivas dos últimos meses e sinaliza uma redução dos prêmios de risco que vinham sendo incorporados aos preços internacionais.

Além da expectativa de reabertura das rotas marítimas, o mercado também passou a considerar uma possível ampliação da oferta global de fertilizantes caso as negociações avancem para uma flexibilização das sanções impostas ao Irã.

Acordo ainda depende de novas etapas

Apesar da reação positiva dos mercados, o acordo entre Estados Unidos e Irã ainda não está concluído. Informações divulgadas pela Reuters indicam que o entendimento atual prevê a extensão do cessar-fogo por mais 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, mas questões centrais continuam em negociação.

Entre os temas que permanecem em discussão está o futuro do programa nuclear iraniano, considerado um dos principais pontos de divergência entre os dois países.

Especialistas do setor marítimo alertam que a normalização completa das operações não deve ocorrer imediatamente. Mesmo após a eventual reabertura da rota, a retomada da confiança dos operadores logísticos e o reposicionamento das embarcações podem levar semanas.

Fertilizantes ainda dependem da evolução do cenário geopolítico

A StoneX destaca que o mercado segue monitorando fatores que podem limitar a recuperação plena da logística na região.

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Existem preocupações relacionadas à segurança da navegação, incluindo relatos sobre possíveis áreas minadas e incertezas quanto às condições definitivas para a circulação de embarcações. Além disso, navios que permaneceram retidos durante o período de restrições poderão enfrentar atrasos até que o fluxo marítimo seja totalmente restabelecido.

Dessa forma, embora a tendência atual seja de alívio para os preços, a oferta global de fertilizantes continua condicionada à evolução das negociações diplomáticas e à estabilidade da região.

Cenário favorece importadores brasileiros

A queda das cotações ocorre em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Tradicionalmente, as compras externas de fertilizantes nitrogenados ganham força ao longo do segundo semestre, período de preparação para importantes culturas da safra de verão.

Com preços mais baixos e perspectiva de melhora na logística internacional, os importadores brasileiros encontram um ambiente mais favorável para negociar volumes e recompor estoques.

Além dos fertilizantes, o anúncio do acordo preliminar também impactou o mercado energético. Os preços do petróleo recuaram para os menores níveis dos últimos três meses, refletindo as expectativas de retomada do fluxo normal de cargas em uma das regiões mais importantes para o comércio global.

Para o agronegócio brasileiro, a combinação entre fertilizantes mais baratos e redução das incertezas logísticas pode representar um importante fator de alívio nos custos de produção nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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