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Ibrafe: Tendência de Valorização no Mercado de Feijões no Brasil

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É interessante notar que esta semana do mês, que antecede a semana de pagamento de salários, é um momento crucial para muitos empacotadores, pois eles buscam atender à crescente demanda dos supermercados. Há indícios de que a safra de São Paulo, especificamente a safra de Itaí-SP, possa seguir a mesma tendência de valorização observada no ano passado.

No interior de Minas Gerais, por exemplo, ouvimos relatos de que ontem o Feijão tipo Dama, nota 8, foi vendido por R$ 215, em comparação com os R$ 208 da terça-feira anterior. Isso representa um aumento de 3% no valor desse lote em um curto período de tempo. Assim como há em Itaí negócios por até R$ 260, com algum prazo. É importante ressaltar que essa valorização gradual, embora modesta a cada vez, tende a consolidar novos patamares de preço.

Vários fatores podem estar contribuindo para essa tendência de valorização. Primeiramente, a crescente demanda dos supermercados, especialmente nesta época do mês, está exercendo pressão positiva sobre os preços. Além disso, a qualidade da safra de Itaí-SP e de outras regiões de São Paulo pode estar desempenhando um papel importante no aumento do valor do Feijão. Também o fator estoque. O produto que esta estocado em outros estados vai sendo vendido muito lentamente na medida da necessidade.

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A valorização constante, embora gradual, é um fenômeno comum em mercados agrícolas. À medida que os preços aumentam de forma consistente ao longo do tempo, eles tendem a se estabilizar em novos patamares mais elevados. Isso pode ser uma excelente notícia para os produtores e empacotadores, que podem trabalhar com maior previsibilidade com menos volatilidade. Ainda assim fatores como condições climáticas, oferta e demanda global e eventos inesperados podem impactar os preços de maneira imprevisível. Portanto, os participantes desse mercado devem estar atentos e acompanhar nos boletins do Clube Premier do IBRAFE essas variáveis adotando estratégias de gestão de risco adequadas.

Fonte: Ibrafe

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vendas de máquinas agrícolas e industriais caem em 2026 e acendem alerta no setor, aponta Abimaq

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A indústria brasileira de máquinas e equipamentos iniciou 2026 sob pressão. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostram retração nas vendas em março e no acumulado do primeiro trimestre, refletindo um ambiente de demanda mais fraca e maior concorrência com produtos importados.

O faturamento do setor somou R$ 23,8 bilhões em março, queda de 3,4% na comparação com o mesmo período de 2025. No acumulado do trimestre, a receita líquida alcançou R$ 61,7 bilhões, recuo expressivo de 11% frente aos três primeiros meses do ano anterior.

Mercado interno recua e importações avançam

O desempenho negativo foi puxado principalmente pela queda nas vendas no mercado doméstico. A receita líquida interna recuou 0,9% em março e acumulou queda de 12,6% no trimestre, evidenciando a perda de ritmo da demanda nacional.

Em contrapartida, as importações de máquinas e equipamentos cresceram de forma significativa, avançando 21,4% em março e 4,2% no acumulado do trimestre. O aumento reforça a competitividade dos produtos estrangeiros no mercado brasileiro e pressiona ainda mais a indústria local.

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Exportações mostram resiliência, mas com sinais de desaceleração

No mercado externo, o desempenho foi mais estável. As exportações somaram US$ 1,03 bilhão em março, praticamente estáveis na comparação anual. No acumulado do trimestre, houve crescimento de 7,5%, atingindo US$ 2,9 bilhões.

Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações brasileiras do setor. As vendas para o país totalizaram US$ 709 milhões no trimestre, acima dos US$ 631 milhões registrados no mesmo período de 2025.

No entanto, na comparação com o quarto trimestre do ano passado, houve retração de 10,5% nas exportações para o mercado norte-americano. O recuo foi puxado por quedas em segmentos relevantes, como máquinas agrícolas (-32%), componentes (-16%) e equipamentos para logística e construção civil (-13,5%).

Com isso, a participação dos Estados Unidos nas exportações do setor ficou em 24,3% no primeiro trimestre, abaixo do pico de 29,3% registrado em 2023, embora ligeiramente acima dos 23,3% observados em 2025.

Capacidade instalada sobe, mas pedidos indicam fraqueza

A utilização da capacidade instalada da indústria atingiu 79,9% em março, acima dos 77,6% registrados no mesmo mês de 2025, indicando melhora operacional.

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Por outro lado, a carteira de pedidos, importante indicador de demanda futura, apresenta sinais de enfraquecimento. Em março, houve leve alta frente a fevereiro, com 9 semanas de pedidos, mas ainda assim queda de 1,5% na comparação anual.

No acumulado do trimestre, a retração foi de 5,2%, reforçando a perspectiva de um ano mais desafiador para o setor.

Perspectivas para 2026

Segundo a Abimaq, o comportamento da carteira de pedidos indica que a indústria deve enfrentar um período de receitas mais fracas ao longo de 2026. A combinação de demanda interna desaquecida, avanço das importações e incertezas no mercado externo compõe um cenário de cautela.

Para o agronegócio, o desempenho do setor de máquinas é um termômetro importante, já que reflete diretamente o nível de investimento no campo. A evolução desse mercado será decisiva para medir o ritmo de modernização e expansão da produção agrícola nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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