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Emater-MG estimula a implantação de pomares na região de Itabira

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Itabira, conhecida por ser a cidade natal do poeta Carlos Drummond de Andrade, também é chamada de Cidade do Ferro, pois lá, em 1942, foi criada a Companhia Vale do Rio Doce, para a exploração das minas de minério da região. Além disso, integra um dos caminhos da Estrada Real. Com tanta notoriedade, o município e arredores abrigam diversos hotéis e pousadas, para receber tanto quem viaja a trabalho como os turistas em busca das paisagens descritas por Drummond em algumas de suas obras.

Esse potencial turístico representa boas oportunidades de negócios para agricultores locais, que podem escoar parte da produção para os estabelecimentos comerciais da própria região. Com esse mote, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) está incentivando a implantação de pomares nas propriedades rurais, tanto como atividade principal, como para enriquecer a alimentação e complementar a renda das famílias.

O município foi sede de uma das etapas do Circuito FrutificaMinas, no dia 4 de outubro, com as palestras Potencialidades e Desafios para o Desenvolvimento da Fruticultura (proferida pelo coordenador técnico estadual de Fruticultura da Emater-MG, Deny Sanábio) e Implantação e Manutenção de Pomar Doméstico (com o coordenador da Unidade Regional de Guanhães, Gleidson de Souza). Na atividade de campo, conduzida ainda com a participação do extensionista agropecuário Fagner Santos, foram demonstrados os tratos culturais para as culturas da banana, goiaba e uva.

Gleidson explica que a região de Itabira apresenta clima tropical de altitude, com temperatura anual média de 20 graus Celsius, com mínima de 14° e máxima de 26°. “Nessas condições, o clima é mais indicado para culturas de clima subtropical, como abacate, caqui, goiaba, laranja, limão, tangerina. Todavia, culturas como a acerola, banana, maracujá e outras, com os devidos cuidados de manejo, também se adaptam bem ao clima”, afirma o engenheiro agrônomo.

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Os participantes do evento puderam conhecer também a experiência de sucesso do produtor Helvécio Teles Teixeira, que possui pouco mais de meio hectare (cerca de 6 mil metros quadrados), plantados com uvas Syrah e Sauvignon Blanc, apropriadas para a produção de vinhos finos. A propriedade fica em Bom Jesus do Amparo, a cerca de 30 quilômetros de Itabira. Com o êxito na produção de uvas, Helvécio, que é médico gastroenterologista, montou a vinícola Terra Rubra. O nome é uma alusão ao tom avermelhado do solo da região, rica em minério de ferro.

O coordenador regional da Emater-MG alerta que as fruteiras necessitam de tratos culturais rotineiros para o controle de pragas como as formigas cortadeiras, cochonilhas, pulgões e brocas do tronco e ramos, aos quais o produtor deve sempre estar atento para que não causem danos severos. “De modo similar, o cuidado com doenças também deve ocorrer no início dos sintomas. Para o controle de pragas e doenças, é recomendado o uso de caldas alternativas, como a calda sulfocálcica, a calda bordalesa, extrato de nim e outras, conforme o que se deseja controlar. Ao longo do ano é recomendado realizar capinas de modo a manter as frutíferas livres da competição as plantas espontâneas (mato) por água, nutrientes e luz”, orienta Gleidson de Souza. Ele recomenda ainda a adoção de cuidados extras com a condução e amarração de ramos, escoramento de ramos e plantas, e ensacamento de frutos, para proteger contra ataque de insetos.

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Durante a primavera e o verão, aproveitando o período chuvoso, é recomendado realizar as adubações de produção, espaçadas em torno de 60 dias uma das outras, utilizando adubos orgânicos e/ou fertilizantes químicos. Já as colheitas dos frutos devem ser feitas quando os mesmos estiverem na condição de maturação adequada, conforme a espécie, para aproveitar o melhor do sabor e textura característicos. E quando a produção for excedente, os frutos podem ser utilizados na preparação de polpas para suco, doces ou geleias.

No caso de um pomar doméstico, com poucas plantas, para atender principalmente o consumo da família, não é preciso dispor de muito espaço. Mas o engenheiro agrônomo Gleidson sugere optar por uma diversidade de plantas que forneçam alimento o ano inteiro e com variedade suficiente. “É interessante contar com pelo menos 220 metros quadrados, nos quais podem ser cultivados uma mangueira, uma jabuticabeira, uma aceroleira, uma goiabeira, duas laranjeiras, um limoeiro e uma tangerineira. A necessidade de espaço varia conforme a espécie, sendo que plantas de menor porte são cultivadas em espaçamentos mais próximos e para plantas de grande porte os espaçamentos são mais largos”, explica o coordenador regional. A Emater-MG mantém em seu site na Internet (www.emater.mg.gov.br) a cartilha “Pomar Doméstico”, disponível no banner “Livraria Virtual”, que traz um quadro informando os espaçamentos adequados para cada espécie de frutífera, além de orientações de cultivo.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Emater-MG

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil deve bater recorde na produção de etanol em 2026/27, projeta DATAGRO

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O Brasil caminha para uma safra histórica no setor sucroenergético. A DATAGRO projetou produção recorde de etanol na temporada 2026/27, impulsionada pela maior oferta de cana-de-açúcar e pelo crescimento global da demanda por biocombustíveis.

As novas estimativas foram apresentadas nesta terça-feira (13), em Nova York, durante a 19ª edição da CITI ISO DATAGRO New York Sugar and Ethanol Conference, realizada na tradicional Sugar Week.

Segundo os dados divulgados por Plinio Nastari, o Centro-Sul do Brasil deverá processar 642,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27. A estimativa inclui produção de 40,98 milhões de toneladas de açúcar e 38,61 bilhões de litros de etanol produzido a partir da cana e do milho.

Produção nacional de etanol pode superar 41 bilhões de litros

Considerando também a produção do Nordeste, a DATAGRO estima que o Brasil deverá alcançar moagem total de 698 milhões de toneladas de cana na safra 2026/27.

A projeção nacional aponta para produção de 44,2 milhões de toneladas de açúcar e 41,4 bilhões de litros de etanol, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de energia renovável.

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O avanço da produção ocorre em um cenário de maior direcionamento das usinas para o etanol, principalmente nos primeiros meses da safra atual, movimento favorecido pela demanda crescente por combustíveis renováveis no mercado internacional.

Mercado global de açúcar deve voltar ao déficit em 2026/27

Além das projeções para o Brasil, a DATAGRO também atualizou suas estimativas para o mercado mundial de açúcar.

A consultoria prevê que o ciclo 2025/26 deverá encerrar com pequeno superávit global de 0,57 milhão de toneladas em valor bruto. Já para 2026/27, a expectativa é de déficit de 3,17 milhões de toneladas.

Entre os fatores que sustentam esse cenário estão os possíveis impactos climáticos do fenômeno El Niño sobre importantes produtores asiáticos, como Índia e Indonésia, além da redução de área cultivada na Europa e na Tailândia.

Biocombustíveis ampliam espaço nos setores marítimo e aéreo

A DATAGRO destacou ainda que o aumento das tensões geopolíticas e a busca global por alternativas energéticas renováveis vêm fortalecendo o mercado de biocombustíveis.

Segundo Plinio Nastari, novos mercados vêm surgindo especialmente nos setores marítimo e aéreo, ampliando o potencial de consumo de etanol, biodiesel e metanol verde nos próximos anos.

“O uso de biocombustíveis como substitutos do combustível marítimo pode gerar aumento de demanda entre 0,4 milhão e 1,8 milhão de toneladas por ano até 2029”, afirmou.

As projeções indicam ainda que a demanda global por biocombustíveis voltados ao transporte marítimo poderá alcançar até 72 milhões de toneladas até 2050, reforçando o protagonismo do Brasil no fornecimento de energia limpa e renovável.

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Etanol ganha protagonismo estratégico na transição energética

O cenário projetado pela DATAGRO reforça a crescente importância do etanol brasileiro dentro da agenda global de descarbonização.

Com ampla disponibilidade de matéria-prima, elevada eficiência produtiva e capacidade de expansão sustentável, o Brasil segue consolidando sua posição estratégica no mercado internacional de biocombustíveis, especialmente diante do avanço das políticas globais de redução de emissões de carbono.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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