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SP tem mais de 3 km de fios de telecomunicação roubados por dia

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Em São Paulo, 664 km de fios foram subtraídos nos seis primeiros meses de 2023 em São Paulo
Devanir Amâncio / Flickr – 22.12.2011

Em São Paulo, 664 km de fios foram subtraídos nos seis primeiros meses de 2023 em São Paulo

O estado de São Paulo registrou 3,6 quilômetros de cabos de telecomunicação furtados ou roubados por dia no primeiro semestre deste ano. No total, 664 quilômetros de fios foram subtraídos nos seis primeiros meses de 2023. A quantidade equivale à distância entre a capital paulista e Florianópolis, em Santa Catarina.

Os números são da Conexis Brasil Digital, entidade que representa as maiores operadoras de telecomunicações do país, e foram divulgados nesta semana. De acordo com a entidade, o volume de cabos furtados ou roubados aumentou 21,9% no primeiro semestre de 2023 em relação ao segundo semestre de 2022, quando o total levado foi de 490,7 km.

Este ano, o número também é 35,3% maior quando comparado ao mesmo período do ano passado, quando o volume levado foi de 544,9 km. No total, segundo os dados, 7 milhões de consumidores foram afetados pelos danos.

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No dia a dia, o furto e roubo de cabos de receptação podem afetar milhões de pessoas, fazendo com que haja redução na qualidade do sinal de internet, telefonia e TV por assinatura. Em casos mais graves, o sinal pode até mesmo ser suspenso.

Esse tipo de delito ainda pode comprometer os serviços de utilidade pública, como a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Em todo o Brasil, de janeiro a junho, quase 2,9 mil quilômetros de fiação foram furtados, o equivalente a 16 quilômetros por dia. O número supera as ocorrências do mesmo período do ano passado em 23,5%, quando o total era de 2,3 mil quilômetros.

Metros de cabos de telecomunicação furtados ou roubados
Divulgação / Conexis Brasil Digital

Metros de cabos de telecomunicação furtados ou roubados

Mais de um quinto das ocorrências registradas pela entidade foram identificadas em São Paulo. Em segundo lugar, aparece o Paraná, que teve 591 quilômetros de cabos levados. Em terceiro, vem a Bahia, estado que esse tipo de crime mais cresceu de um ano para o outro, com 296 quilômetros no primeiro semestre, registrando uma alta de 188,5%.

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Os furtos acontecem devido a um dos principais materiais usados nas fiações: o cobre. Atualmente, o quilo do material é cotado em aproximadamente R$ 40, de acordo com a bolsa de metais de Londres.

O furto desses cabos também gera problemas a outros tipos de serviços, como aos semáforos das cidades. Na capital paulista, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou 2.223 falhas em semáforos somente até abril deste ano, em decorrência desse tipo de crime. O volume equivale a, em média, 18 panes por dia.

Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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