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Mapa está preocupado com o escoamento da safra de milho por causa da seca no Amazonas

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O Ministério da Agricultura (Mapa) está monitorando a situação da seca na região Norte do país. De acordo com o ministério, a colheita da safra de soja já foi praticamente concluída, mas há preocupações em relação ao transporte de milho, que deve continuar até o final do ano.

O ministério observa que, por enquanto, o preço da commoditie não está sendo afetado pelo transporte interno, mas ressalta que o custo do frete pode ser alterado se ocorrerem contingências maiores. No entanto, até o momento, não foi identificado um impacto significativo.

A governança do transporte fluvial é de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), vinculado ao Ministério dos Transportes, enquanto os aspectos ambientais relacionados à preservação da água estão sob a alçada do Ministério do Meio Ambiente. Portanto, o Ministério da Agricultura não possui competência para ações nessa área.

O ministério observa que a seca é mais intensa na parte ocidental da Amazônia, afetando principalmente os rios acima de Manaus (AM). No entanto, abaixo de Manaus e até a foz do Rio Amazonas, ainda há água suficiente para a navegação.

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O Rio Madeira e o Tapajós também estão com níveis de água adequados. Embora as cargas nas barcaças tenham sido reduzidas por precaução, os corredores fluviais estão funcionando normalmente.

O Mapa enfatiza que a seca na região é um fenômeno cíclico e decorre do El Niño. Isso ocorre periodicamente, com maior ou menor intensidade, e requer a implementação de medidas específicas. A região recebe chuvas regulares, e o período de seca é temporário, com a expectativa de chuvas retornando em novembro e a rápida recuperação dos níveis dos rios.

O governo federal anunciou medidas de ajuda à população local afetada pela seca, incluindo o auxílio aos agricultores familiares que tiveram perdas na safra, distribuição de cestas básicas para comunidades indígenas locais e a possibilidade de renegociação de dívidas de crédito rural para agricultores familiares na região. Essas ações visam apoiar aproximadamente 500 mil pessoas afetadas pela seca na região Norte.

Fonte: Pensar Agro

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Oferta recorde de soja no Brasil e nos EUA pressiona preços globais na safra 2026/27

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A perspectiva de uma oferta global abundante de soja na safra 2026/27 mantém a pressão sobre os preços internacionais da commodity. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca a possibilidade de colheitas recordes no Brasil e nos Estados Unidos como principal fator de risco para as cotações nos próximos meses.

De acordo com as estimativas divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em junho, a produção brasileira deverá alcançar 186 milhões de toneladas na temporada 2026/27. Já a safra norte-americana está projetada em 121 milhões de toneladas, crescimento de 4% em relação ao ciclo anterior.

O cenário reforça a expectativa de ampla disponibilidade da oleaginosa no mercado global, o que tende a limitar movimentos de alta nos preços, especialmente na Bolsa de Chicago (CBOT).

Esmagamento recorde ajuda a sustentar demanda

Apesar do aumento expressivo da oferta, a demanda por processamento da soja segue aquecida. O USDA estima um esmagamento recorde nos Estados Unidos, alcançando 74,8 milhões de toneladas.

O avanço é impulsionado principalmente pela crescente demanda por óleo de soja destinado à produção de biocombustíveis, segmento que vem ganhando relevância na matriz energética global.

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No cenário mundial, o esmagamento deve superar em aproximadamente 14 milhões de toneladas o volume registrado na safra 2025/26. Esse crescimento contribui para manter a valorização relativa dos derivados, especialmente farelo e óleo, em comparação ao grão.

China continua no centro das atenções do mercado

Segundo Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA, a principal incógnita para o mercado permanece sendo a capacidade da China de absorver simultaneamente os grandes volumes ofertados por Brasil e Estados Unidos.

“O acordo firmado em maio amplia o potencial de demanda pela soja norte-americana, mas o impacto efetivo ainda depende da confirmação das compras chinesas e do comportamento do mercado nos próximos meses”, avalia o especialista.

Como maior importadora mundial da commodity, a China continua exercendo influência decisiva sobre o equilíbrio global entre oferta e demanda.

Risco baixista ainda predomina para os preços

Na avaliação do Itaú BBA, o viés para os preços segue predominantemente baixista para a temporada 2026/27. A combinação entre uma possível safra recorde no Brasil e uma produção elevada nos Estados Unidos pode ampliar os estoques globais e limitar a recuperação das cotações.

Para que ocorra uma valorização mais consistente na CBOT, seria necessário algum fator capaz de reduzir significativamente a oferta mundial.

Entre os principais elementos monitorados pelo mercado estão eventuais problemas climáticos durante o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos ou na América do Sul.

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El Niño pode alterar cenário da soja

Um dos fatores que merece atenção é a possibilidade de fortalecimento do fenômeno El Niño nos próximos meses. Caso o evento climático ganhe intensidade, poderão ocorrer impactos negativos sobre a produtividade das lavouras sul-americanas, especialmente em importantes regiões produtoras.

Segundo o relatório, esse risco ainda não está totalmente precificado pelo mercado e poderia alterar significativamente as projeções atuais de oferta global.

Além disso, novas compras de soja norte-americana por parte da China também poderiam oferecer suporte às cotações internacionais, reduzindo parte da pressão gerada pelo cenário de ampla produção.

Mercado seguirá atento ao clima e à demanda

Embora a expectativa de produção recorde mantenha o mercado sob pressão, o comportamento do clima e o ritmo das importações chinesas continuarão sendo os principais direcionadores dos preços da soja na safra 2026/27.

Diante desse cenário, produtores, exportadores e agentes do mercado permanecem atentos aos desdobramentos climáticos e comerciais que poderão redefinir o equilíbrio global da commodity nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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