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Avião da presidência será usado para repatriar brasileiros em Gaza

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Aeronave VC-2, da presidência, será usada em operação de repatriação
Divulgação/FAB

Aeronave VC-2, da presidência, será usada em operação de repatriação

Mais uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) será enviada para repatriar brasileiros que estão nas áreas de guerra entre Israel e Hamas . Desta vez, o avião VC-2, da presidência da República, foi cedido para a missão. Esta é a primeira aeronave que será usada para resgatar brasileiros em Gaza.

A aeronave tem capacidade para 40 passageiros e é a sexta a ser enviada pelo governo brasileiro para repatriar cidadãos na zona de conflito. O avião sairá ainda nesta quinta-feira (12) da Base Aérea de Brasília com destino a Roma, na Itália, onde aguardará para partir para o Egito.

Após acordos do Itamaraty com as autoridades locais, os brasileiros que estão em Gaza devem sair da região de ônibus para irem até o Egito, de onde sairão para o Brasil. Atualmente, Gaza está cercada por forças israelenses.

Aviões repatriam brasileiros

Duas aeronaves da FAB já pousaram no Brasil trazendo pessoas que estavam em Israel. A primeira chegou em Brasília na manhã desta quarta-feira (11), trazendo 211 brasileiros repatriados. Já a segunda pousou no Rio de Janeiro na madrugada desta quinta-feira (12), trazendo 214 pessoas e quatro pets.

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O terceiro avião decolou de Israel na manhã desta quinta-feira, trazendo de volta 69 brasileiros, entre eles duas gestantes. A aeronave fará um em Recife (PE), às 7h (horário de Brasília) desta sexta-feira (13) e outro em Guarulhos (SP), às 11h50 (horário de Brasília). Antes disso, serão realizadas duas paradas técnicas, uma em Portugal e outra em Cabo Verde.

O quarto avião da FAB para a repatriação de brasileiros também está a caminho de Israel. A aeronave KC-30 pousou em Roma, na Itália, na manhã desta quinta-feira (12), de onde partirá para Tel Aviv na madrugada desta sexta-feira. A previsão é que o quarto voo chegue ao Rio de Janeiro no sábado, trazendo 210 passageiros.

Há, ainda, uma quinta aeronave – outro KC-30 – prevista para sair do Rio de Janeiro às 17h (horário de Brasília) desta quinta-feira. O avião também passará por Roma antes de chegar a Tel Aviv, e deve voltar ao Rio de Janeiro com cerca de 210 passageiros no domingo.

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Operação de repatriação

A operação do governo federal para repatriar brasileiros em Israel foi chamada de “Operação Voltando em Paz”. Por meio da embaixada brasileira em Tel Aviv e no Cairo (Egito), bem como do Escritório de Representação em Ramala (Cisjordânia), o governo federal recebe cadastros de brasileiros que estão nas regiões afetadas pela guerra e querem voltar ao país.

Mais de 2,7 mil pessoas (a maioria composta por turistas) já enviaram seus dados, e o governo federal afirma que continuará com as operações até que todos voltem para o Brasil. Segundo o Itamaraty, é possível repatriar cerca de 900 pessoas a cada cinco dias.

A prioridade da operação é repatriar brasileiros residentes no Brasil. Dentre estes, pessoas com deficiência, idosos, grávidas e grupos com menores de idade estão sendo priorizados.

“O presidente Lula tem orientado para que não fique nenhum brasileiro, que todos que queiram voltar, que nós possamos apresentar condições”, disse nesta quarta-feira o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho.

Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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